"Ninguém acende uma lâmpada e a coloca num lugar onde ficará escondida, ou sob uma tigela. Ao invés disso, coloca-se ela de pé, assim aquele que entrar pode enxergar a luz." "O reino de Deus está dentro de vós." "Eu sou o caminho, a verdade e a vida." Mestre Jesus Cristo.
Espiritualizando
Fé Racional
"Em lugar da fé cega que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inquebrantável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. À fé é necessária uma base, e essa base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque ela quer se impor e exige a adição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio." (O Evangelho Segundo o Espiritismo.)
Sábio é aquele que a tudo compreende e nada ignora. Deus não impôs aos ignorantes a obrigação de aprender, sem antes ter tomado dos que sabem o juramento de ensinar.
Nenhum mistério resiste à fragilidade da Luz. Conhecer a Umbanda é conhecer a simplicidade do Universo.
“Fala
em línguas quem está repleto do Espírito Santo. As diversas línguas são o
testemunho que devemos dar o favor de Cristo, a saber, humildade, pobreza,
paciência e obediência. Quando os outros virem em nós estas virtudes, estaremos
nós falando a eles. Nossa linguagem é penetrante quando é nosso agir que fala.
Eu vos conjuro, pois, deixai vossa boca emudecer-se e vossas ações fala! Nossa
vida está tão cheia de belas palavras e tão vazia de boas obras”.
(Santo
Antõnio)
Santo Antônio de
Pádua, ou Santo Antônio de Lisboa, porque nasceu na cidade de Lisboa, em
Portugal, e desencarnou, em Pádua, na Itália.
Santo que seguiu os
passos do Mestre Jesus e exemplificou suas palavras de forma humilde e fiel.
Discípulo de São Francisco de Assis, abdicou da sua herança e viveu para
defender os pobres e deserdados, pregador incansável do Evangelho. Amante da
natureza e da solidão. Pode-se observar seus diálogos com a natureza e os
animais em seu “Sermão de Santo Antônio aos Peixes”.
Procurava meditar e
orar em lugares afastados, onde não houvesse o barulho das cidades. E, em uma
dessas meditações, recebeu a visita do Menino Jesus. Por tal fato, sua imagem o
representa com Jesus criança em seus braços. A imagem ainda apresenta lírios
brancos, que representam a nobreza e a virtude desse valoroso servidor da
Palavra Divina enquanto andou por essa Terra.
Com relação à devoção
a Santo Antônio, encontramos no Brasil a tradição de, no dia 13 de junho,
distribuir pão, que deve ser guardado nas residências, a fim de assegurar o
alimento a todos que nela residem; a devoção mensal no dia 13, a “trezena”;
pedidos para encontrar objetos perdidos, da mesma forma que São Longuinho; e as
promessas feitas para se conseguir casamentos, além da comemoração das festas
juninas, onde se utilizam muitas cantigas que louvam seu nome.
Falando um pouco
sobre sua vida, nasceu em Lisboa, no ano de 1192, sendo batizado com o nome de
Fernando. Ingressou no mosteiro de São Vicente de Fora dos Agostinianos aos 15
anos de idade, e pelo exemplo dos franciscanos, decidiu trocar seu nome para
Antônio, sendo aceito na Ordem Franciscana, no ano de 1208, quando renunciou à
herança paterna e seus títulos nobiliários, e recolheu-se no mosteiro de São
Vicente, localizado nos arredores da cidade de Lisboa.
Em 1219, ordenou-se
sacerdote, permanecendo no eremitério de Montepaulo, na comarca da Romagna,
quando teve início a passagem mais significativa de Santo Antônio como pregador
da palavra do Evangelho.
Em 1230, com a saúde
debilitada, frei Antônio retirou-se para uma localidade perto de Pádua, já com
a saúde debilitada pelo exercício constante do apostolado de Jesus, com
constantes jejuns e penitências, quando se recolheu El Camposampiero, no
convento eremitério de Arcela, perto do castelo de um amigo seu. Em 1231,
pregou em Pádua a famosa Quaresma, que é considerada por muitos como o momento
de refundação da cidade, com multidões sendo convertidas e realizando
prodígios.
Em 13 de junho de
1231, Frei Antônio com a idade de 39 anos, desencarnou. Teve seu corpo
sepultado na igreja do convento dos frades menores de Santa Maria de Pádua.
Em maio de 1232, um
ano após sua morte, o Papa Gregório IX inscreveu o nome de Antônio no catálogo
dos Santos.Em 1946, Pio XIII declarou Santo Antônio Doutor da Igreja, com o
Título de “Doutor Evangélico”.
Um
Pouco mais de Santo Antônio:
Quando não era ouvido
pelas pessoas, dirigia-se às aves e aos peixes.
Passava muitos dias
em meditação e oração em lugares afastados, longe do barulho e da agitação das
cidades.
Enquanto rezava em um
desses eremitérios, recebeu a visita do Menino Jesus. Em razão dessa aparição,
Santo Antônio é representado carregando o Menino Jesus nos braços.
O lírio que aparece
nos braços ou nos pés, é o símbolo da pureza. A sua mensagem de fé e de amor
para com Deus e a sua caridade para com os pobres continuam atuais.
Sal da terra e luz do
mundo, Santo Antônio é tão procurado pelas pessoas que se tornou um dos santos
mais populares do mundo.
Em sua companhia,
procuremos reencontrar o verdadeiro sentido da nossa vida, a fé em Deus, o amor
para com os mais pobres e uma esperança inabalável na Divina Providência.
Conhecido,
carinhosamente, como Antoninho, Santo Antônio tem fama de casamenteiro. Dizem
que as simpatias evocadas em seu nome dão certo.
Santo Antônio sempre
foi circundado por uma aura sobrenatural – mesmo em vida já era considerado
santo pelos milagres realizados através de suas orações e pedidos em que Deus
se manifestou:
– Santo Antônio teve
uma infância sem muitas emoções, mas uma passagem foi interessante.
Conta-se que seu pai,
Martinho, gostava de ir a uma fazenda que possuía nos arredores de Lisboa. Um
dia, levou o filho com ele. Que magnífica colheita aquele ano! Pena, porém, que
insaciáveis bandos de pássaros descessem continuamente para bicar os grãos de
trigo. Era necessário espantá-los para impedir grave dano à colheita. Martinho
tinha de providenciar um guardião. Enquanto procurava um, encarregou o garoto
de manter longe os pequenos ladrões. O pai se foi e Fernando permaneceu
correndo de cá para lá no campo. Em pouco tempo começou a se aborrecer com
aquela ocupação. Não muito longe, uma capelinha rústica o convidava à oração.
Mas o pai o mandava enxotar os passarinhos: não podia desobedecer. Depois de um
átimo de incerteza, gritou aos pássaros, convidando-os a segui-lo para dentro
de uma sala da fazenda. Aqueles, obedientes, nela entraram chilreando. Quando
todos estavam dentro, Fernando fechou as janelas e as portas, e foi
tranqüilamente fazer sua visita ao Senhor. Já entardecia quando o pai,
retornando, veio procurá-lo. Andou pelo campo, chamando-o cá e lá, mas não
encontrou ninguém. Preocupado, dirigiu-se à capela e o descobriu, todo absorto
na prece. Fernando se assustou um tanto, mas tomou o pai pelas mãos e o
conduziu ao salão repleto dos vôos e dos cantos dos graciosos prisioneiros. Abriu
a porta e, a um sinal seu, os pássaros, em bando, retornaram os livres caminhos
do espaço.
Frases
de Santo Antônio
"Deus
é Pai de todas as coisas. Suas criaturas são irmãos e irmãs."
"É
viva a Palavra quando são as obras que falam."
"Quando
te sorriem prosperidade mundana e prazeres, não te deixes encantar; não te
apegues a eles; brandamente entram em nós, mas quando os temos dentro de nós,
nos mordem como serpentes."
"Uma água turva e agitada não espelha a face
de quem sobre ela se debruça. Se queres que a face de Cristo, que te protege,
se espelhe em ti, sai do tumulto das coisas exteriores, seja tranqüila a tua
alma."
"A
paciência é o baluarte da alma, ela a fortifica e defende de toda
perturbação."
"Ó
meu Senhor Jesus, eu estou pronto a seguir-te mesmo no cárcere, mesmo até a
morte, a imolar a minha vida por teu amor, porque sacrificaste a tua vida por
nós."
"Como
os raios se desprendem das nuvens, assim também dos santos pregadores emanam
obras maravilhosas. Disparam os raios, enquanto cintilam os milagres dos
pregadores; retornam os raios, quando os pregadores não atribuem a si mesmos as
grandes obras que fazem, mas à graça de Deus."
"Neste
lugar tenebroso, os santos brilham como as estrelas do firmamento. E como os
calçados nos defendem os pés, assim os exemplos dos santos defendem as nossas
almas tornando-nos capazes de esmagar as sugestões do demônio e as seduções do
mundo."
"Quem
não pode fazer grandes coisas, faça ao menos o que estiver na medida de suas
forças; certamente não ficará sem recompensa".
Na Umbanda, Santo
Antônio é considerado Santo de Exu.
É também conhecido
como Santo Antônio de Pemba.
Esse fato remonta à
época da escravidão quando os escravos deveriam orar e professar a crença nas
capelas erigidas nas fazendas dos donos de engenho e, para preservarem seu
culto ancestral aos orixás, adotaram os santos para com eles sincretizarem, em
virtude de suas semelhanças.
Quando os escravos
adotaram Santo Antônio de Lisboa por Santo Antônio de Pemba como Exu,
fizeram-no por diversos motivos. O primeiro porque tinham que acompanhar o
credo católico; o segundo para ludibriar a boa fé dos senhores das fazendas,
pois proibiam que os mesmos professassem o seu culto africano; e o terceiro
porque faziam suas festas com fogo, como fogueiras, etc., e o dono do fogo é
Exu.
Santo Antônio sempre
foi considerado como mensageiro do Evangelho de Jesus, e segundo a tradição que
persiste no tempo, nos guia os passos no bom caminho. Por isso, atua também com
Exu, agente, guardião e senhor do destino e dos caminhos dos indivíduos.
Santo Antônio é Santo
de Lisboa, de Batalha, de Pemba, é Santo trabalhador, conforme se observa nos pontos
cantados na Umbanda, onde se louva seu nome.
“Santo
Antônio de Lisboa, olha pro mundo como está.
Quem
antes me abraçava e me beijava, agora quer me apunhalar.
Oh,
saravá seu cordão preto, minha Santo Antônio que eu sou filho seu
Oh,
livrai-me dos inimigos, minha Santo Antônio, pelo amor de Deus...”
“Santo
Antônio de Pemba, segura seus filhos, segura o Congá
Eu
sou filho de Pemba, eu não posso cair, eu não posso tombar.
Exu é entidade de luz (em evolução) com profundo conhecimento das leis magísticas e de todos os caminhos e trilhas do Astral Inferior. Não tem nada a ver com as imagens vendidas nas casas de artigos religiosos, vermelhos, com chifrinhos e rabos... Exu não é o Diabo.
São os guardiões, são os espíritos responsáveis pela disciplina e pela ordem no ambiente. São trabalhadores que se fazem respeitar pelo caráter forte e pelas vibrações que emitem naturalmente. Eles se encontram em tarefa de auxílio. Conhecem profundamente certas regiões do submundo astral e são temidos pela sua rigidez e disciplina. Formam, por assim dizer, a nossa força de defesa, pois vocês não ignoram que lidamos, em um número imenso de vezes, com entidades perversas, espíritos de baixa vibração e verdadeiros marginais do mundo astral, que só reconhecem a força das vibrações elementares, de um magnetismo vigoroso, e personalidade forte que se impõem. Essa é a atividade dos guardiões.
Sem eles, talvez, as cidades estivessem à mercê de tropas de espíritos vândalos ou nossas atividades estivessem seriamente comprometidas. São respeitados e trabalham à sua maneira para auxiliar quanto possam. São temidos no submundo astral, porque se especializaram na manutenção da disciplina por várias e várias encarnações. Muitos do próprio culto confundem os Exus com outra classe de espíritos, que se manifestam à revelia em terreiros descompromissados com o bem.
Na Umbanda a caridade é Lei Maior, e esses espíritos, com aspectos mais bizarros que se manifestam em médiuns são, na verdade, outra classe de entidades, espíritos marginalizados por seu comportamento ante a vida, verdadeiros bandos de obsessores, de vadios, que vagam sem rumo nos subplanos astrais e que são, muitas vezes, utilizados por outras inteligências, servindo a propósitos menos dignos.
Além disso, encontram médiuns irresponsáveis que se sintonizam com seus propósitos inconfessáveis e passam a sugar as energias desses médiuns e de seus consulentes, exigindo "trabalhos", matanças de animais e outras formas de satisfazerem sua sede de energia vital. São conhecidos como os quiumbas, nos pântanos do astral. São maltas de espíritos delinquentes, à semelhança daqueles homens que atualmente são considerados na Terra como irrecuperáveis socialmente, merecendo que as hierarquias superiores tomem a decisão de expurgá-los do ambiente terrestre, quando da transformação que aguardamos neste milênio.
Os médiuns que se sintonizam com essa classe de espíritos desconhecem a sua verdadeira situação. Depois, existe igualmente um misticismo exagerado em muitos terreiros que se dizem umbandistas e se especializam em maldades de todas as espécies, vinganças e pequenos "trabalhos", que realizam em conluio com os quiumbas e que lhes comprometem as atividades e a tarefa mediúnica. São, na verdade, terreiros de Quimbanda, e não de Umbanda. Usam o nome da Umbanda como outros médiuns utilizam-se do nome de espíritas, sem o serem.
Os espíritos que chamamos de Exus são, na verdade, os guardiões, os atalaias do Plano Astral, que são confundidos com aqueles dos quais falei. São bondosos, disciplinados e confiáveis. Utilizam o rigor a que estão acostumados para impor respeito, mas são trabalhadores do BEM.
São eles os verdadeiros Exus da Umbanda, conhecidos como guardiões, nos subplanos astrais ou umbral. Verdadeiros defensores da ordem, da disciplina, formam a polícia do mundo astral, os responsáveis pela manutenção da segurança, evitando que outros espíritos descompromissados com o bem instalem a desordem, o caos, o mal. Têm experiência nessa área e se colocam a serviço do bem, mas são incompreendidos em sua missão e confundidos com demônios e com os quiumbas, os marginais do mundo astral. NÃO EXIGEM NEM ACEITAM "TRABALHOS", DESPACHOS OU OUTRAS COISAS RIDÍCULAS das quais médiuns irresponsáveis, dirigentes e pais de santo ignorantes se utilizam para obter o dinheiro de muitos incautos que lhes cruzam os caminhos. Isso é trabalho de Quimbanda, de magia negra. NADA TEM A VER COM A UMBANDA!"
Mais uma vez gostaríamos de ressaltar que não é nosso objetivo aqui passar "fórmulas mágicas" do tipo: "Sua vida vai mal? Faça um "agrado" prá seu Exu (ou Pomba Gira)".
Não meu amigo (a)... não é esta a nossa proposta. Muito pelo contrário... a nossa proposta é justamente ajudar a desmistificar tudo isto. É entrar na luta, junto com outros irmãos umbandistas sérios, independentemente da ritualística praticada, e mostrar que Umbanda de Verdade nada tem a ver com "trabalhinhos" que no final das contas só "agradam" a obsessores (kiumbas)... que podem até dar a você a falsa impressão de "melhora", mas estão apenas preparando o terreno para sugar suas energias mais tarde, cobrando cada vez mais e mais... pois são insaciáveis no seu desejo de fazer o mal. ISTO NÃO É NEM NUNCA FOI UMBANDA!
Lamento desapontá-lo(a) mas você não verá isso acontecendo em nenhum VERDADEIRO TERREIRO DE UMBANDA!
Não existe isso de que Exu tanto faz o mal como o bem e que depende de quem pede. Isso simplesmente não tem lógica alguma. Se não concorda me responda o seguinte: Como Orixá iria "colocar" Exu como Guardião se ele não fosse confiável? Se ele se "vendesse" por um despacho, por cachaça, bichos, velas e outros absurdos que vemos nas encruzilhadas?
Além do mais Exu não é idiota. Se até uma criança sabe o que é "certo" e o que é "errado" Exu não vai saber?
Exu e Pomba Gira são espíritos em busca de evolução e compromissados com a espiritualidade superior. Agora, o que tem de obsessor que se faz passar por Exu e Pomba Gira não está no gibi! E a culpa é de quem? Dos médiuns inviligantes e trapaceiros! Que usam a sua mediunidade a serviço do astral inferior!
Francamente!! São absurdos como esses que fizeram com que a Umbanda e os Exus e Pomba Giras fossem tão execrados por outras religiões!
Para começo de conversa, na Umbanda não há matança de animal e nem trabalho de amarração. Não fazemos trabalhos para trazer a pessoa em "X" dias de volta. Fuja correndo de quem cobra por consultas ou trabalhos. Na Umbanda não existe nenhum tipo de cobrança.
Não existe barganha na espiritualidade superior! Existe na inferior. Se você estiver disposto(a) a pagar o preço, que pague. Mas não diga que foi na Umbanda que você fez esse tipo de coisa. Mesmo que o dono do lugar se diga de Umbanda e se apresente como Pai no Santo.
Lembre-se sempre: a Umbanda é Caridade!
Por Mãe Iassan - Dirigente do CECP
Trecho retirado do livro TAMBORES DE ANGOLA
de Robson Pinheiro (grifos nossos)
Exu é entidade de luz (em evolução) com profundo conhecimento das leis magísticas e de todos os caminhos e trilhas do Astral Inferior.
Não tem nada a ver com as imagens vendidas nas casas de artigos religiosos, com chifrinhos e rabos... Exu não é o Diabo.
São os guardiões, são os espíritos responsáveis pela disciplina e pela ordem noambiente.
São trabalhadores que se fazem respeitar pelo caráter forte e pelas vibrações que emitem naturalmente. Eles se encontram em tarefa de auxílio. Conhecem profundamente certas regiões do submundo astral e são temidos pela sua rigidez e disciplina.
Formam, por assim dizer, a nossa força de defesa, pois vocês não ignoram que lidamos, em um número imenso de vezes, com entidades perversas, espíritos de baixa vibração e verdadeiros marginais do mundo astral, que só reconhecem a força das vibrações elementares, de um magnetismo vigoroso, e personalidade forte que se impõem. Essa, a atividade dos guardiões. Sem eles, talvez, as cidades estivessem à mercê de tropas de espíritos vândalos ou nossas atividades estivessem seriamente comprometidas. São respeitados e trabalham à sua maneira para auxiliar quanto possam. São temidos no submundo astral, porque se especializaram na manutenção da disciplina por várias e várias encarnações.
Muitos do próprio culto confundem os Exus com outra classe de espíritos, que se manifestam à revelia em terreiros descompromissados com o bem.
Na Umbanda a caridade é lei maior, e esses espíritos, com aspectos mais bizarros, que se manifestam em médiuns são, na verdade, outra classe de entidades, espíritos marginalizados por seu comportamento ante a vida, verdadeiros bandos de obsessores, de vadios, que vagam sem rumo nos sub-planos astrais e que são, muitas vezes, utilizados por outras inteligências, servindo a propósitos menos dignos. Além disso, encontram médiuns irresponsáveis que se sintonizam com seus propósitos inconfessáveis e passam a sugar as energias desses médiuns e de seus consulentes, exigindo “trabalhos”, matanças de animais e outras formas de satisfazerem sua sede de energia vital. São conhecidos como os quiumbas, nos pântanos do astral. São maltas de espíritos delinqüentes, à semelhança daqueles homens que atualmente são considerados na Terra como irrecuperáveis socialmente, merecendo que as hierarquias superiores tomem a decisão de expurgá-los do ambiente terrestre, quando da transformação que aguardamos neste milênio. Os médiuns que se sintonizam com essa classe de espíritos desconhecem a sua verdadeira situação.
Depois, existe igualmente um misticismo exagerado em muitos terreiros que se dizem umbandistas e se especializam em maldades de todas as espécies, vinganças e pequenos “trabalhos”, que realizam em conluio com os quiumbas e que lhes comprometem as atividades e a tarefa mediúnica. São, na verdade, terreiros de Quimbanda, e não de Umbanda. Usam o nome da Umbanda como outros médiuns utilizam-se do nome de espíritas, sem o serem.
Os espíritos que chamamos de Exus são, na verdade, os guardiões, os atalaias do Plano Astral, que são confundidos com aqueles dos quais falei. São bondosos, disciplinados e confiáveis. Utilizam o rigor a que estão acostumados para impor respeito, mas são trabalhadores do BEM.
São eles os verdadeiros Exus da Umbanda, conhecidos como guardiões, nos sub-planos astrais ou umbral. Verdadeiros defensores da ordem, da disciplina, formam a polícia do mundo astral, os responsáveis pela manutenção da segurança, evitando que outros espíritos descompromissados com o bem instalem a desordem, o caos, o mal. Tem experiência nessa área e se colocam a serviço do bem, mas são incompreendidos em sua missão e confundidos com demônios e com os quiumbas, os marginais do mundo astral.
NÃO EXIGEM NEM ACEITAM “TRABALHOS”, DESPACHOS OU OUTRAS COISAS RIDÍCULAS das quais médiuns irresponsáveis, dirigentes e pais de santo ignorantes se utilizam para obter o dinheiro de muitos incautos que lhes cruzam os caminhos. Isso é trabalho de Quimbanda, de magia negra.
Salve amados irmãos, é com muita alegria que
recebo esta oportunidade para falar de Exu e vou aproveitá-la para esclarecer
um assunto que me parece polemico: o fato de existir ou não Exu trabalhando
junto as correntes kardecistas.
Bem... Uma coisa é bem clara para todos nós, eles
não incorporam no kardecismo, isso é fato, mas afinal tem ou não espíritos no
grau de guardiões a proteger o trabalho Kardecista? Para que cada um julgue e
considere segundo suas concepções do que é um Exu, vou me limitar apenas a
transcrever alguns trechos de livros da série “Nosso Lar” de André Luiz,
psicografado por Chico Xavier:
· De súbito, um companheiro de alto porte e rude
aspecto apareceu e saudou-nos da diminuta cancela, que nos separava do limiar,
abrindo-nos passagem.
· Silas no-lo apresentou, alegremente. Era Orzil,
um dos guardas da mansão, em serviço nas sombras. A breves instantes,
achávamo-nos na intimidade de pouso tépido. Aos ralhos do guardião dois dos
seis grandes cães acomodaram-se junto de nós, deitando-se-nos aos pés. Orzil
era de constituição agigantada, figurando-se-nos um urso em forma humana.
· No espelho dos olhos límpidos mostrava sinceridade
e devotamento. Tive a nítida idéia de que éramos defrontados por um
penitenciário confesso, a caminho da segura regeneração. “Ação e Reação” pg 62;
· *Três guardas espirituais entraram na sala,
conduzindo infeliz irmão ao socorro do grupo. “Nos Domínios da Mediunidade”
pg.53;
· *Apenas o irmão Cássio, um guardião simpático e
amigo, de quem o assistente nos aproximou, demonstrava superioridade moral.
“Nos Domínios da Mediunidade” pg.251;
Bem... não precisamos nos alongar não é,
encontraremos o mesmo tema abordado em várias outras obras de cunho
Espirita-Kardecista, só para citar mais uma, do autor J.R. Rochester, que se é
polemico, no entanto tornou-se um clássico, temos na obra “Os Magos” um certo
Abin-Ari espírito sem luz que vive de retirar de nosso meio os espíritos
rebeldes e “larvais” que se voltam contra a humanidade.
Espero ter ajudado na compreensão do mistério Exu,
um abraço de vosso irmão em Oxalá,
Por Alexandre
Cumino
MATÉRIA EXTRAÍDA DO JUS – JORNAL DE UMBANDA
SAGRADA
A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho. Caboclo Índio Tupinambá.
Caboclo Índio Tupinambá
"...Onde quer que Você esteja... meu Menino... Estarei Sempre com Você... Anauê!"
Luz Crística
Pense Nisso...
"Estudo, requer meditação. A meditação leva a conclusões. E as conclusões fazem com que as pessoas modifiquem os seus hábitos e suas atitudes" – Dr. Hermann (Espírito) por Altivo Pamphiro (Médium)
Obras Básicas da Doutrina Espírita - Pentateuco Espírita