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Fé Racional

"Em lugar da fé cega que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inquebrantável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. À fé é necessária uma base, e essa base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque ela quer se impor e exige a adição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio." (O Evangelho Segundo o Espiritismo.)

Espiritualize-se...

Sábio é aquele que a tudo compreende e nada ignora. Deus não impôs aos ignorantes a obrigação de aprender, sem antes ter tomado dos que sabem o juramento de ensinar.

Nenhum mistério resiste à fragilidade da Luz. Conhecer a Umbanda é conhecer a simplicidade do Universo.



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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Relato de Um Médium Suicida - Parte 3 (Última)




Benjamin Teixeira
por um espírito anônimo.

Nesta minha atual fase de existência intermissiva (*8), sou conduzido também pelos orientadores que estariam trabalhando comigo, se estivesse reencarnado… Eu ainda poderia estar aí, desencarnei qüinquagenário. Hoje, estaria quase na casa de 80 anos, já que, conforme planejado, eu só partiria desta última existência material quando meu corpo houvesse ultrapassado a marca dos 85 anos de idade. Vim, por Misericórdia Divina, laborar em regiões bem baixas do umbral – como costumamos denominar, no meio espírita, estas faixas de sofrimento purgatorial do domínio extrafísico de vida. Tornei-me médium nesses ambientes semi-infernais, canalizando, para os padecentes de lá, a Luz do Plano Superior, de modo a, parcialmente, compensar-me pela fuga à minha missão, na condição de medianeiro reencarnado. Todavia, estes trabalhos não são suficientes para o pleno ressarcimento de minha dívida moral para com o Criador. Se houvesse enfrentado minhas provações, corajosamente, eu poderia estar agora a anos luz de distância de onde estagio, espiritualmente.

A dificuldade em perseverarmos nos postos de serviço mais avançados tem a ver com a cultura em nosso ambiente espírita, e nas tarefas religiosas como um todo, que demonstram forte tom conservador, porque a preocupação com a moral e a espiritualidade, paradoxalmente, podem desenvolver uma tendência ao tradicionalismo, ao reacionarismo. Mal alguém revela a intenção de manifestar uma iniciativa de divulgação ou de renovação das idéias ou das atividades e métodos de realização do bem (como é imprescindível, para que acompanhemos o progresso do globo, em todos os sentidos), espoca uma algaravia ensurdecedora, uma legião de resistências grita, em uníssono, um veemente “não”, com múltiplas facetas (e argumentações), puxando o idealista para baixo, pugnando por lhe abafar a voz. Isso, reitero, ocorre em toda parte, até fora dos meios religiosos. Todo vanguardista sofre a adversidade da retaguarda, que luta por sobreviver – esta é uma atitude muito mesquinha, pequena, baixa, hipócrita, venal… De modo algum, condiz com a nossa corrente de pensamento (espírita), que prima pela lucidez, pela criticidade. Então, nós, kardecistas, devemos ser mais críticos, pois que somos livres-pensadores. Não se justifica que se detectem, entre os próprios confrades espiritistas, comportamentos radicais, dogmáticos, de perseguição aos renovadores, de fixação em antigas cosmovisões, como é natural encontrarem-se em outros agrupamentos religiosos, que não se preocupam em buscar uma abordagem científica, nem progressista, em sua essência filosófica. Debelemos, definitivamente, esse tipo de postura viciosa. Vamos dar contas disso depois de desencarnar.

Façamos o esforço de… – como é que eu poderia dizer?… (*9) – nos impermeabilizar a influências negativas, e simplesmente voltar os ouvidos da alma para a voz da consciência, ignorando as sugestões e padrões de sentimento ou argumentação que não estejam em consonância com essa freqüência sublime – esta, sim, respeitável, a única inteiramente confiável: a voz da própria consciência. Agindo desta forma, com completo decoro e rigorosa coerência com nosso ideal e intuição, descobriremos que, apesar de nos fazermos minoritários, no seio das comunidades de que sejamos partícipes, existem pessoas e grupos que concordarão conosco, que partilharão dos nossos valores e prioridades – a exemplo disso, aqui mesmo, no grupo de vocês, já ocorre esta confortadora ressonância de propósitos elevados. Busquemos o aconchego e a retroalimentação das almas que pensam como nós, que privam de semelhante hierarquia de valores. Contudo, ainda que estejamos sós, jamais tergiversemos quanto à linha do dever que nos foi delegado, para a presente existência, seja no plano físico ou no extrafísico de Vida.

Desculpem-me ter sido um tanto prolixo, neste meu depoimento de caráter íntimo, e, em muitos aspectos, emotivo e pessoal. Minha intenção não foi essa, mas sim verificar, por meio de circunlóquios, se havia verbalizado todos os tópicos imprescindíveis da grave temática, para que – justamente pela seriedade de implicações que podem estar envolvidas na discussão de tema tão sério, profundo, complexo, como efeito na vida de milhares, quiçá milhões – não negligenciasse nada que me pudesse consumir a consciência mais tarde – ela, que já está tão ulcerada. Vale considerar, no entanto, que, por mais me esforçasse, aqui, em estender minhas colocações, não conseguiria cobrir nem um décimo do alcance do assunto. Em vista disso, não me preocupei em sintetizar minha exposição ou em evitar prolongamentos da minha fala. Peço desculpas a quem terá o encargo de transcrever esta mensagem psicofonada, por conta do trabalho que terá em fazê-lo, mas acredito que será um empenho benemérito, pelo bem que pode ser gerado, na vida de outras pessoas, auxiliando-as mesmo a não perderem suas encarnações.

A desencarnação é uma coisa medonha, quando chegamos aqui, sem cumprir, em medida razoável, o que nos foi incumbido pelas Autoridades Celestes. Meu Deus!… Como é horrendo saber que perdemos um século de vida e que até teremos que nos organizar e reorganizar, não só individualmente falando, mas coletivamente, aguardando um concerto de circunstâncias, uma orquestração de planejamentos existenciais de inúmeros outros indivíduos, com quem sejamos ligados, pelos fios místicos do carma, para só então podermos voltar ao âmbito físico de existência e reiniciar o que deixamos inacabado ou mal-feito. E, pior do que vários séculos serem consumidos neste processo: é comum não termos, nunca mais, a enchança de fazer o que realmente teríamos realizado, caso houvéssemos cumprido nossos deveres, no tempo certo, visto que muitas obras são intrinsecamente relacionadas a determinadas épocas e fases da evolução planetária. Por esta perspectiva, tem-se uma pálida noção do desperdício gigantesco, do inaquilatável valor de uma oportunidade de serviço medianímico; tão ímpar, tão grave, que é difícil colocar em palavras… São vidas literalmente defenestradas, obras que atingiriam milhares, milhões de pessoas, simplesmente atiradas na lata do lixo cósmico… dos ensejos perdidos para todo o sempre… Este é um prisma de eternidade, que muito ajuda a apreciar, apropriadamente, a importância de cada instante de vida e contato com nossos semelhantes, que os reencarnacionistas costumam malbaratar, pela ilusão de que se poderá fazer mais tarde o que não se faz hoje. Sim, pode-se fazer depois… sabe lá Deus como, com quem, em que circunstância, e, principalmente, sem que se tenha a menor idéia da avultação de dívida e complicações cármicas que se deverão suportar…

Acredito, sinceramente, que tenha alcançado o coração de vocês, não só em relação ao tema da mediunidade, em particular, que foi o tópico central de meu desabafo construtivo, mas também no que pertine às vocações de cada qual. Espero que me levem a sério, que tenham noção da extrema gravidade e relevância do que expus. É curioso, trágico e mesmo deplorável que a maior parte dos encarnados de hoje, na Terra, adie o mais importante de tudo, enquanto dedica, por outro lado, atenção e tempo – a ponto de comprometer a própria saúde – a assuntos urgentes mas não essenciais, como contas a pagar, no final do mês, problemas familiares ou orgânicos, e todo tipo de questão profissional ou acadêmica. Tais problemáticas são até respeitáveis; entrementes, como se pode esquecer ou considerar em segundo, terceiro ou centésimo plano o ouvir o próprio coração, a voz da própria consciência, a matéria mais fundamental, entre todas. Como lecionou nosso Mestre Maior: “Buscai, primeiramente, o Reino dos Céus e sua justiça, e o demais se vos acrescentará.” Não precisaríamos dizer, mas vale recordar: nunca se edificará algo de valor, que seja essencial ao próprio espírito eterno que se é, preso ao padrão de viver no afã de atender a emergências, solucionar urgências, ou, como se diz no popular, apagar incêndios.

Peço desculpas, pelas eventuais falhas de raciocínio e clareza na exposição das idéias, em virtude de minhas limitações. Mas importa registrar que me faço, nesta ocasião, porta-voz dos orientadores do Plano Sublime. Recebo, por exemplo, inspiração da mestra maior da casa, Eugênia, que assiste esta comunicação, pelo seu particular interesse de ver tal depoimento divulgado em massa. Agradeço a oportunidade, a honra de ter conseguido, quem sabe (?), ser útil, com meu testemunho pessoal, relato de um grande desviado do próprio caminho; e espero estar, um dia, mais uma vez, entre os prezados companheiros (sabe lá Deus quando), pelas portas da reencarnação, reiniciando a minha parte na tarefa que hoje vocês têm a bênção de viver. Tenho disso a amarga convicção (amarga, porque a menoscabei criminosamente): é uma dádiva de valor inestimável, não dá para se ter idéia de quão preciosa é a oportunidade de estar reencarnado nos dias que correm, em uma atividade espírita, de mente aberta para o futuro, como a que aqui se desdobra. E lamento, profundamente, notar que alguns estão entediados, ou pouco motivados, ou quase se desligando, condenando-se ou condenando o(s) outro(s), preocupando-se com as próprias ou as falhas alheias – coisas tão pequenas –, enquanto há tantas realizações, tão grandes e sérias a serem desdobradas, incontáveis vidas a serem salvas do suicídio e da loucura, das obsessões, da angústia, da infelicidade de não saber que Deus existe, que os amigos espirituais sempre assistem, que a prática da oração e do bem propiciam a materialização da felicidade, na Terra mesmo, no transcurso das reencarnações… Não fazem idéia vocês do desperdício que representa deixar de vivenciar este ensejo bendito plenamente, de quantos invejam, desencarnados, seu lugar, de quantas almas (na própria dimensão física), inclusive, desejam sua posição. Muitos há que estão tropeçando em pérolas no caminho, supondo tratar-se de pedras… Não são pedras! São pérolas! E quão ingratos somos nós, seres humanos, dragões de egoísmo e capricho, reclamando por não se apresentar o caminhar muito confortável, por sentirmos pedrinhas debaixo dos pés! Sim… às vezes, são pedras mesmo… mas pedras preciosas! O ônus que pagamos é insignificante, para o bônus de jornadear sobre gemas de infinitas bênçãos de Deus! Suspendamos a lamúria viciosa e mórbida, e reconheçamos as graças do Ser Todo-Amor! Extingamos, veemente, imediata e definitivamente, esta fixação blasfema e autodestrutiva no pior ângulo da vida! Vamos abolir, de uma vez por todas, esta loucura suicida nossa – de nós, seres humanos (mormente os ocidentais, racionais demais) –, esta esquizoidia quase cínica de reclamarmos de tudo o tempo todo, em lugar de agirmos mais, servirmos mais, agradecermos mais (o que nos viabilizaria, realmente, a felicidade). Paremos de nos lamentar e ajamos… a própria palavra “re-clamar” significa “clamar de novo”, reagir e repetir o ineficiente. Vivamos, ao contrário, o universo revolucionário e transformador, em três progressivas dimensões: a da ação, a da pró-ação e a da criação! As pessoas estressam-se reagindo ao que na verdade não é inerentemente negativo, e sim produtivo, constituindo, amiúde, um convite para o desenvolvimento de um talento, um incentivo a uma boa ação. O que mais é foco de fúria, revolta e desespero costuma se revelar uma experiência de finalidade construtiva, originalmente, porque propulsora à autotranscendência do indivíduo.

Não pretendemos dizer, com isso, que as pessoas vão deixar de sofrer tristezas, mágoas, momentos de desânimo ou mesmo de quedas morais. Entretanto, poderíamos fazer muito mais do que nos imaginamos ser capazes de fazer e do que de fato realizamos, no campo do bem. Somos adultos! Tornemo-nos um pouquinho mais maduros! Não estaríamos sendo muito caprichosos, com tanto queixume, com tanta sensação de vazio? Ao invés de preencher esse vazio interior com lágrimas, esperando que o mundo venha resolver nossos problemas, deveríamos preenchê-lo com sorrisos, no serviço solidário, em nos mobilizar pelo bem comum. Quase sempre os motivos das lágrimas são coisas risíveis, o que não temos como perceber, no momento que surgem. Todavia, mais cedo ou mais tarde, reconheceremos não terem passado de meras ninharias. Se, porém, nos puséssemos no empenho constante de trabalho benemerente, dedicando-nos a auxiliar nossos semelhantes, em situação muito pior do que a nossa, veríamos que a circunstância que se nos afigurava absurdamente injusta e insuperável não era nada daquilo que nos parecia em princípio.

Deus os abençoe a todos. Peço-lhes escusas, novamente, pela minha abordagem de tom muito franco (e, por isso, certamente menos agradável), mas que se compreenda que assim o faço, porque, daqui, não temos espaço há nenhum subterfúgio ou justificativas para nós mesmos e nossos vícios. Quando nos ligamos ao Plano Superior, perdemos completamente o verniz da diplomacia, da política das interações interpessoais, sobretudo ao tratar de questões muito graves, como a que ventilamos hoje. Jesus, revirando as bancas do templo, nos dá uma idéia de quão pouco política pode vir a ser uma mensagem que provenha, genuinamente, do Domínio Excelso de Consciência. Minha função, ante os prezados irmãos em ideal, não foi lhes trazer afagos emocionais (que normalmente amolentam o caráter), mas exatamente oferecer um presente muito maior, um sacolejo moral, a fim de que não menoscabem e percam, como eu desperdicei, esse ensejo especialíssimo de trabalho e serviço ao próximo, oportunidade esta que provavelmente nunca mais se repetirá, conforme agora se apresenta, na vida de cada um de vocês. Isso bem demonstra a verdade inconteste da máxima que assevera haver uma eternidade em cada instante. Ninguém terá como dimensionar o que digo, a não ser chegando do Lado de Cá, tarde demais para reparar-se pelos erros cometidos, principalmente pelas omissões permitidas. Não aguardemos ocasiões futuras, porquanto elas podem nunca mais vir a acontecer…

Se alguém supuser que insinuo culpa ao falar desta forma, transforme culpa em ação construtiva. É preciso se compensar pelo tempo perdido, antes da chegada do momento crítico da desencarnação, que pode ocorrer a qualquer hora e lugar. Sempre é tempo de a pessoa recorrigir sua rota, duplicar, decuplicar o que poderia fazer, ressarcindo-se, assim, por suas negligências, pedindo ajuda a Nosso Senhor Jesus, para multiplicar esses recursos de gerar o bem. Não importa em que idade demos início ao nosso compromisso com o bem, mas que o encetemos agora, sem mais procrastinações, sem mais nos permitir paralisar por racionalizações falaciosas, não importando quanto tenhamos nos equivocado ou sido omissos no passado. O que importa é agirmos agora, porque estaremos nos posicionando a agir no futuro também, em função desta nossa eternidade fundamental, em nome dos orientadores desencarnados, sobremaneira dos espíritos-espíritas.

Despeço-me, pois, deixando-os com o meu voto, muito sincero e ardoroso, de que apliquem, sistematicamente, nossa sugestão, não ficando apenas na empolgação do momento, esquecendo-se de tudo posteriormente, ao retornarem à rotina da vida profissional e familiar, entregando-se aos mesmos vícios da lamúria contínua, quais se fossem crianças… animalizadas, dementadas, a caminho de pesadelos muito maiores, na outra dimensão de existência… enquanto as aguardam situações bem mais dolorosas, em reencarnações muito mais difíceis, quando então terão que agradecer pelas dores que lhes bafejarão o destino, em vez de reclamar – como hoje fazem – pela felicidade que os beneficia. Fiquem com Deus.

(Mensagem recebida psicofonicamente, no transcurso de reunião mediúnica fechada do Instituto Salto Quântico, em 11 de março de 2008. Transcrição de Úrsula Rangel. Revisão de Delano Mothé.)

(*8) Período de vida, no mundo espiritual, entre reencarnações.

(*9) Achamos correto preservar este solilóquio do autor desencarnado, em seu ditado original, dando nota de sua humanidade e espontaneidade, que ele primou por deixar clara, assim demonstrando seu esforço em concatenar idéias e articular os raciocínios com o vocábulo mais apropriado a comunicá-las, como é comum fazermos, no dia-a-dia, todos nós, encarnados.

(Notas do Médium)

Relato de Um Médium Suicida - Parte 2




Benjamin Teixeira
por um espírito anônimo.

Não gostaria que a minha experiência se repetisse, com outros médiuns invigilantes, como eu fui. É deplorável constatar, porém, que não seja esta uma situação rara; talvez não de modo tão dramático, ao fim, qual a minha, mas estou informado, inclusive, de que isto acontece, efetivamente, em ampla medida, das formas mais variadas e indiretas de deserção. Por isso, estou aqui. Muitos medianeiros, nesta mesma sala, fazem-se escrupulosos demais, deixando de viver a graça, de desfrutar a dádiva ímpar de se tornarem canais da espiritualidade – tanto da orientadora, quanto da sofredora –, podendo, com isso, não só se aconselhar diretamente com os guias espirituais, em relação a seus rumos existenciais (além de transmitir instruções dos mentores desencarnados a terceiros, encarnados), como também prestar um relevante serviço aos semelhantes (de ambos os domínios de vida) incursos em processos obsessivos, atividade socorrista esta com que se comprometeram antes de renascer.


Deixo aqui o meu registro – espero que possa ser útil a alguém ou a muitas pessoas –, e lamento (embora atualmente me encontre mais equilibrado) os tresvarios da minha deserção espetacular e ominosa. Agora, sinto-me em paz e de volta ao meu eixo, por mercê da Misericórdia Divina. Ao desencarnar, em meio a tanto destrambelho emocional e mental, fui recebido em instituição hospitalar de nosso plano, e, após décadas de indescritível sofrimento, já estou em melhores condições de pensar e agir com relativo acerto. Portanto, posso dizer que, sem sombra de dúvidas, o meu foi um clamoroso erro – comum, é certo, mas que não deixa de ser, ainda assim, um vergonhoso delito.

Não se permitam, os amigos encarnados que tiverem acesso ao meu relato doloroso, enveredar por esse desvão da destruição da própria vida física e suas inapreciáveis oportunidades de crescimento e serviço (seja direto ou indireto o suicídio), infelizmente rotineiro, entre médiuns ostensivos ou indivíduos sem mediunidade ostensiva, com relação a seus planejamentos encarnatórios. Numa instituição espírita, como esta, não são dezenas, e sim centenas de pessoas que se comprometem, antes de reencarnar, a trabalhar como medianeiros ou colaboradores da casa. Há a revelação, na literatura kardecista disponível – e não está equivocada, apesar da estranheza que causa a muitos, em virtude da aparente hipérbole dos números –, de que, em expressivo percentual dos casos, as instituições espíritas surgem, no mundo material, com a promessa de cooperação de centenas de médiuns, ostensivos ou inspirados, para tarefas as mais variadas, que vão do esclarecimento de encarnados ou desencarnados, passando pela psicofonia (ou “incorporação” de sofredores de nossa dimensão) e psicografia de recados e conselhos dos orientadores desencarnados, até a função de “doutrinação” – no sentido de “disseminação das idéias espirituais”, em palestras públicas, denominadas, nos redutos mais conservadores do movimento, de “reuniões doutrinárias” –, ou , ainda, a de administração e operacionalização de todas as atividades físico-rotineiras da organização. Quando aportam à crosta terrena, com seus escafandros orgânicos, entretanto, das centenas, apenas algumas dezenas encetam o trabalho, de fato. E, com o correr dos anos, tão-só alguns poucos, normalmente, permanecem no encargo espiritual heroicamente – “heroicamente”, porque, em sua persistência, os poucos que perseveram sofrem a sobrecarga de serviço do conjunto inteiro, que deveria ser diluída, com todos os outros inúmeros desertores.

A instituição de vocês não é exceção, neste capítulo trágico das programáticas reencarnatórias de nosso orbe. Centenas, muitas centenas planejaram estar aqui, no trabalho direto, corpo a corpo (*4), e não mais se acham entre vocês. Metade destes mesmos que agora se encontram nesta reunião, eventuais desertores, fá-lo-ão por conta da aversão aos próprios princípios esposados pelo grupo, que são acertadíssimos, na luta contra toda forma de discriminação e preconceito, no mesmo sentido propugnado por Kardec e, mais ainda, por Jesus, embora não sob este mote: “combate a preconceitos”. E, lá fora (*5), nem se comente… Significativos segmentos do movimento kardecista, presentemente, mostram-se resistentes a idéias novas, ostentam uma lamentável tendência ao conservadorismo. Isso constitui um completo disparate, visto que, pelo simples fato de se definir como conservador, alguém já está se declarando não ser um espírita legítimo, em considerando que o Espiritismo propõe, em sua base principiológica, a diretriz fundamental (estatuída pelo codificador e seus orientadores excelsos) de se acompanharem todos os progressos do conhecimento e da ciência humanos, bem como de fomentar a evolução de indivíduos e coletividades na Terra, por todos os meios possíveis. Centenas, repito, deveriam estar aqui, e não mais estão. Muitos… vocês mesmos identificam-nos pela memória. Oxalá, metade dos que agora se integram a esta agremiação permaneça; todavia, não acredito que isso se dê, como nas instituições espíritas de um modo geral – e em todo serviço do bem, “idem”.

É tão lamentável que isso ocorra… Dúvidas… damos tanto espaço a dúvidas… esquecemos de dar guarida à fé em nossos corações e mentes. Da mesma forma que, nas igrejas evangélicas, fala-se mais das forças diabólicas do que na Presença Onipotente (para o orbe) de Jesus, no rincão espírita, que sempre teve como vocação essencial o trabalho de ciência (“lato sensu”), no campo do estudo do mundo espiritual, igualmente se preocupa mais com dúvidas do que com fatos e evidências, a despeito de os indícios e mesmo provas da existência do domínio extrafísico e de sua interpenetreção com a dimensão material de vida abundarem, enormemente, em torno dos passos de todos os trabalhadores, como tão bem é expresso em lindo excerto de “O Evangelho segundo o Espiritismo” (*6). Assim, em vez do assombro, do maravilhamento com a consoladora realidade imortalista, por toda parte, nos redutos espiritistas, há a suspeita de “animismo” e de “mistificação inconsciente”, como se estes dois fenômenos naturais, correlatos à interpretação subjetiva das comunicações espirituais, invalidassem, de todo, a realidade inconteste – por tantos e exaustivos estudos a respeito – da tese sobrevivencialista da alma humana. Não se apercebe, a esmagadora maioria dos encarnados, das argumentações capciosas e das falácias bem urdidas, pela sutil atuação sedutora dos espíritos pseudo-sábios, que se introduzem em seus ambientes, contaminando os corações e destruindo realizações gigantescas que poderiam vir a acontecer, crestando-lhes as possibilidades, desde a raiz axial das matrizes de esperança, ideal e fé…

Gostaria que isso fosse propalado aos quatro ventos, em vista de saber que vocês têm condições de publicar, em grande escala, este testemunho do bem, para que se evite este mal medonho, na vida de muitos. Por tal razão, estou aqui, sob determinação de Nossos Maiores, esperando que esta mensagem chegue ao maior número alcançável de consciências. Não vou minudenciar detalhes sobre lugar ou condições em que reencarnei, nesta última existência a que aludo, por não condizer com a finalidade do presente comunicado. Acredito, no entanto, importante afirmar que fui (e me sinto) brasileiro; e espírita, em solo pátrio. Vim para oferecer este estímulo a que vocês primem pelo idealismo, pela responsabilidade, em suas tarefas e motivações espirituais.

O orientador que fez uso, inicialmente, do recurso da fala – o padre Gustavo – falou sobre isso (*7). É extremamente importante reiterar, tantas vezes quantas suponhamos necessárias, nossa profissão de fé, nossa disposição ao serviço, nossa iniciativa sincera de fazer o bem, em todos os sentidos que nos estejam ao alcance. Cada um renasce, no organismo físico, com um propósito de trabalho e crescimento. Todas as pessoas são, no mínimo, médiuns inspirados (eis por que se diz que todos, em última análise, são médiuns, conquanto não captem, clara e diretamente, a presença dos desencarnados em torno de si), e, com esta ferramenta, que, grosseiramente, podemos denominar de intuição-voz-da-consciência, qualquer criatura humana é capaz de acessar a freqüência mental de seus guias espirituais, que lhe podem fazer sugestões telepáticas e até supervisionar-lhe o destino, por meio de orientações mais diretas, quando parcialmente há o desvencilhamento da máquina biológica, durante o sono. Deste modo, será mais fácil levar a cabo as incumbências que lhes foram designadas, como parcela de responsabilidade pessoal, para a existência material que ora desfrutam.

Então, ainda que tão-somente nos considerando médiuns inspirados, por que não realizamos nossas tarefas no bem? Por que essa vaidade, essa pretensão de querer ver e ouvir, com nitidez perfeita, o domínio de freqüências mais elevadas de consciência? Também existe esta questão: a da vaidade – a pretensão de fazer com perfeição alguma coisa, ou então não fazer nada. Com isso, não se vai fazer nada de significativo jamais, realmente, pois só se chega à excelência, porque se começou a agir, mesmo precária e deficientemente. Se o indivíduo não inicia a caminhada, ainda que claudicando ou caindo sucessivas vezes, nunca fortalecerá os músculos das pernas e, destarte, jamais chegará a caminhar com firmeza. Vacilar e ter pudores demais é errado, em serviços elementares do bem. Estou falando de cátedra, como alguém que resvalou exatamente nesses deslizes deploráveis. Sei, outrossim, que todos já sofreram muito, mas ainda estão, vários de vocês, mesmo hoje, padecendo de uma atroz dúvida, que paralisa a alma, que subtrai energia, que vampiriza a motivação. Isso precisa se findar, de uma vez por todas, e tem a ver com escolha, determinação e autodisciplina.

(Mensagem recebida psicofonicamente, no transcurso de reunião mediúnica fechada do Instituto Salto Quântico, em 11 de março de 2008. Transcrição de Úrsula Rangel. Revisão de Delano Mothé.)

(*4) O espírito se preocupou em diferenciar os trabalhadores envolvidos nas atividades desdobradas mais diretamente, na central do Instituto Salto Quântico, daqueles que colaboram com nossa Organização (e com as idéias por ela divulgadas) em tarefas à distância, em seus lares e ambientes de trabalho, por exemplo, eis que temos muitos milhares assim comprometidos, com este empenho benemérito de salvar vidas e levar a felicidade a muitos, em função do alcance gigante, pela televisão, em rede nacional de TV, de nossas postulações públicas.

(*5) Fora de nossa Organização.

(*6) Item 7, capítulo XIX, de “O Evangelho segundo o Espiritismo”.

(*7) Gustavo Henrique fez uso de minha psicofonia, para falar com os circunstantes àquela mediúnica, antes de esta entidade assenhorear-se de minhas faculdades mediúnicas, comunicando este depoimento tocante.

(Notas do Médium)

Relato de Um Médium Suicida - Parte 1





Benjamin Teixeira
por
um espírito anônimo.

Digam aos médiuns que essa orientação, que vocês fornecem, enfaticamente, em sua Instituição, do Culto do Evangelho Diário, é extremamente importante. Quando encarnado, eu não conseguia fazê-lo nem semanalmente – uma vez na semana! (*2). Essa inconsciência e inconsistência na disciplina era tão comum… Descobríamos, eu e meus íntimos, as falhas, mas tudo contribuía para que não realizássemos o culto… Percebíamos até as obsessões se estabelecerem, criando tramas para nos afastar das atividades espirituais. Essas obsessões, todavia, pareciam invencíveis.

Freqüentei uma casa espírita, durante algum tempo. Era um centro pequeno, e havia sincera devoção. Devíamos orar mais, todos nós. Falando por mim, dedicava-me muito pouco à prece; achava que precisava só amar as pessoas, já que o amor constituía a essência do ensinamento do Cristo. Só que, por falta de bases meditativas e oracionais, que me propiciassem viver o amor fraterno, em regímen de desinteresse – em função de minha humanidade precária – o sentimento que me motivava rapidamente se transformou em ressentimento, cobrança, manipulação, culpa, vaidade, recalque… Tanta coisa ruim era instilada nos componentes do grupo, pela insuflação dos agentes das trevas (que encontravam brechas na nossa fragilidade vibratória): crítica, suspeita, maledicência… Nos primeiros anos de trabalho, havia mesmo um transbordamento de ideal, de boa vontade, de desejo de ser útil. Entretanto, com o passar do tempo, foi-se tornando cada vez mais difícil manter esse desejo original de servir, preservar a empolgação saudável do período inicial, de descoberta… Hoje, atribuo isso à insuficiência de oração, à falta do culto do Evangelho, à precariedade ou quase ausência de práticas meditativas e terapêuticas.

Outra coisa muito importante: peçam aos médiuns, encarecidamente, que parem de querer ver e ouvir, escrever e receber os espíritos, com precisão matemática. Vulgarmente, as pessoas acham que ser médium é perder a consciência, desmaiar sobre a mesa destinada à reunião de desobsessão, canalizando à perfeição a fala e a personalidade das inteligências comunicantes, ou ter convulsões e fazer barulho, entortar-se e cair de quatro no chão, como se histeria e distúrbios neurológicos tivessem alguma coisa a ver com mediunidade. Os anos de exercício sistemático, sem a devida cautela e estudo, começaram a me engolfar de dúvidas, levando-me a imaginar aquela pecha horrenda de “animismo” pregada na minha e na fronte dos meus companheiros de sensibilidade psíquica mais acentuada. Pior do que isso, nós éramos chamados (e, mais grave ainda: nós mesmos nos sentíamos) mistificadores inconscientes, ou seja: estaríamos tomados por desejos inconscientes de obter algum benefício emocional ou psicológico, por meio do transe mediúnico. Que coisa horrível! Quase como se fôssemos desonestos, ou estivéssemos fraudando… Muito preconceito, ignorância… Por fim, acabei por me afastar da mediunidade!…

Comuniquem isto aos médiuns, dêem um jeito de levar este alerta a mais pessoas. Sei que, atualmente, muitos dos que reencarnaram com esta programática de trabalho – como eu no passado – estão para se afastar ou já se afastaram de suas atividades de interação psíquica com os desencarnados, por escrúpulos excessivos, até respeitáveis em sua intenção original, mas completamente equivocados em seus efeitos de paralisar iniciativas do bem. Lembremos que, assim como os sonhos e as intuições – que costumam ser difusos e incompreensíveis a princípio, mas contêm material espetacular para estudo e análise, em sua natural e complexa subjetividade –, a interpenetração mental entre encarnado e desencarnado, enleados no fenômeno medianímico, comumente se apresenta de forma imprevisível e repleta de significados ocultos. Não precisamos funcionar como aparelhos telefônicos; não somos repetidores automáticos do pensamento e das atitudes dos que se asilam em outras faixas de consciência (porque continuamos, inclusive, sendo intermediários psíquicos do Lado de Cá, como médiuns de esferas mais altas de consciência). Somos, sim, intérpretes livres, com as nossas avaliações e tom mental próprios. Muitos medianeiros não são orientados a aceitar isso. Alguns parecem ter até medo de dizerem, em público, que nem sempre ouvem nitidamente ou vêem objetivamente os desencarnados (como se nós, que nos albergamos nesta dimensão de Vida, pudéssemos ferir-lhes, diretamente, o sensório carnal, qual se encarnados fôssemos), com o receio de serem vistos como mistificadores. Outros sensitivos, ainda mais, por não fazerem leituras mediúnicas inteiramente constatáveis, mensuráveis e seguras, a todo tempo (o que é absurdo cobrar-se de uma experiência inerentemente subjetiva e crepuscular, difusa e indefinida, tal quais intuições e sonhos, como dissemos), chegam mesmo ao absurdo de não mais se considerarem médiuns ostensivos. Isso precisa ser falado bem aberta e largamente, uma vez que muitos trabalhos importantes deixam de ser realizados, projetos inteiros reencarnatórios são perdidos, por conta desse pudor e prurido exacerbados de precisão. Nós, médiuns (encarnados ou desencarnados), não somos computadores, nem máquinas copiadoras: somos seres vivos, inteligências livres, com sua vivência muito pessoal do que está notando ocorrer “fora” do campo da própria psique, embora, paradoxalmente, aconteça por dentro dela também, por um fenômeno de ressonância.

Inevitavelmente, no intercâmbio interdimensões – sei que já têm consciência disso –, muito é passado de traços do próprio inconsciente mediúnico. Por estas influências da mente do intermediário intermundos se imiscuírem, inexoravelmente, nas atividades de comunicação – aparecendo em algum percentual (que pode e deve ser reduzido, pelo exercício e desenvolvimento das faculdades psíquicas, mas não eliminado de todo), na resultante final das mensagens recebidas e transmitidas –, não significa dizer que houve fraude ou que o trabalho não seja construtivo e produtivo. Afastar-se da tarefa mediúnica, este compromisso e carma de tão sérias implicações, sim: é um grande, um gravíssimo desvio, e que muito freqüentemente acontece – como ocorreu comigo, inclusive, conforme disse –, em função de tanto preconceito em torno do assunto, na cultura ocidental hegemônica.

Por alguns anos, submeti-me, no plano físico, aos encargos de instrumento vivo nas mãos dos benfeitores espirituais, em socorro dos sofredores, encarnados e desencarnados. Permiti, no início do meu engajamento, num grupo de trabalho de natureza desobsessiva, até uma significativa abertura e aceitação da minha condição de porta-voz entre os vivos na matéria e os vivos fora dela. Após o primeiro qüinqüênio de operacionalidade ininterrupta no posto de serviço que me fora confiado por desígnio da Bondade de Deus, comecei a não mais me considerar médium ostensivo, induzido a isso, hoje o sei, por agentes tenebrosos da dimensão extrafísica de vida, que pugnavam pela perda da bênção inaquilatável do trabalho mediúnico que desfrutava. Lutei contra o conflito íntimo, e pedi, ardorosamente, auxílio aos protetores espirituais (meus e do grupo), voltando, com isso, a me achar médium, mas só inspirado, como toda criatura de boa vontade pode ser – passei mais dois anos assim. Por fim, terminei por me desligar, completamente, das tarefas de intercurso medianímico de socorro e orientação a sofredores, julgando-me obsediado por ter suposto, em algum tempo, ter podido laborar como médium de incorporação ou de esclarecimento, nas seriíssimas reuniões de desobsessão. E eis que o programa de trabalho, que estava planejado, antes de minha reencarnação, a benefício meu e de uma legião de entidades padecentes, quanto de encarnados desorientados, a estender-se pelo espaço de quatro décadas e meia, foi suspenso no primeiro septênio de serviço.

Asilei-me, pois, em atividades outras da casa espírita, de ordem caritativa. Foi quando, então, pela minha fuga ao compromisso moral assumido quanto à mediunidade, e com a energia mediúnica estrangulada no âmago de minha própria mente, de fato me tornei obsediado e, mais que isso, atormentado, de uma forma que não teria como qualificar e traduzir em palavras. Tinha as chaves psíquicas ativas e abertas, para a conexão com inteligências desencarnadas, e, como não as usei para o bem, o mal se introduziu em meus arcabouços mentais, fazendo-me, destarte, resvalar, francamente, para o desequilíbrio íntimo, de modo que, da obsessão simples, avancei rapidamente para a fascinação (*3).

Neste desvão medonho do meu desvario, resolvi afastar-me do Espiritismo. Sentia-me tão perturbado, que, acatando a recomendação de um amigo, busquei socorro médico, procurando, assim, um psiquiatra. Fiz uso de psicofármacos pesados (daquele início da era da medicação psiquiátrica), mas meu quadro de depressão, paranóia e episódicos “surtos psicóticos” (minhas percepções mediúnicas foram diagnosticadas como alucinações, no jargão psiquiátrico) não só não foi revertido, como se aprofundou, já que sua causa não era uma patologia a ser debelada, mas, sim, um propósito de serviço ao bem comum que estava sendo negligenciado. A esta altura de meu desatino, depois de uma década e meia de tratamento intensivo com psicotrópicos altamente lesivos, tragicamente, após perder a fé espírita e me encontrar gravemente manietado por agentes malevolentes do plano espiritual de vida, lancei-me ao precipício da idéia e da prática do suicídio!…

(Mensagem recebida pela psicofonia do médium Benjamin Teixeira, no transcurso de reunião mediúnica fechada do Instituto Salto Quântico, realizada em 11 de março de 2008. Transcrição de Úrsula Rangel. Revisão de Delano Mothé.)

(*1) Este tocante testemunho de um médium (que preferiu o anonimato), descrevendo sua desastrosa queda moral, na vala sinistra do suicídio, por perturbações acumuladas, em conseqüência da deserção aos compromissos mediúnicos que o trouxeram à reencarnação, foi recebido em muito escorreita e fluente fala da entidade, no transcurso de trinta e dois minutos, aproximadamente, só me deixando tempo, como médium que lhe deu voz, para respirar entre as brevíssimas pausas que oferecia, em seu depoimento enfático e dramático. Pela extensão de seu discurso, foi este seccionado em três partes, que serão publicadas, na próxima semana, neste mesmo site (visto que amanhã, sexta-feira, como último dia útil da semana, será trazido a lume novo capítulo do romance mediúnico: “Alice – Uma História de Amor, Além da Morte”). Cabe avisar ao leitor mais exigente, deste nosso sítio eletrônico, que o trabalho de revisão de Delano Mothé sofreu um pequeno descompasso, nas últimas semanas, em relação à minha recepção psicográfica e psicofônica das mensagens, sobretudo fomentado pela extensão dos textos do referido romance mediúnico (de autoria do espírito Gustavo Henrique), em consórcio com o acentuado nível de critério de nosso revisor, em vasculhar todas as entrelinhas fraseológicas e vernaculares, no uso de nosso idioma. Muito brevemente, contudo, terão os prezados internautas assinantes as subscrições de Delano, nos arquivos de “mensagens anteriores”, em cada um dos artigos mediúnicos que foram publicados sem a supervisão clínica, gramatical e sintática, de nosso lingüista.

(*2) De fato, no meio espírita convencional, há a sugestão a se fazer o Culto do Evangelho no Lar, com os familiares, apenas uma vez na semana. Por outro lado, os orientadores desencarnados de nossa Organização, sob a batuta de Eugênia, propõem – sobremaneira a médiuns ostensivos participantes de reuniões mediúnicas – que se realize tal prática diariamente, ainda que a pessoa esteja sozinha. Caso o prezado leitor se interesse, procure o item pela busca automática deste nosso site.

(*3) Estágio mais avançado da obsessão, quando se começam a perder os parâmetros do bom senso e não se nota mais o descalabro dos próprios pensamentos, sentimentos e atitudes. É a fase imediatamente anterior à subjugação (ou possessão), que lhe segue, como último nível de desequilíbrio obsessivo a que um indivíduo pode chegar.

(Notas do Médium)

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A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho. Caboclo Índio Tupinambá.

Caboclo Índio Tupinambá

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"...Onde quer que Você esteja... meu Menino... Estarei Sempre com Você... Anauê!"

Luz Crística

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"Estudo, requer meditação. A meditação leva a conclusões. E as conclusões fazem com que as pessoas modifiquem os seus hábitos e suas atitudes" – Dr. Hermann (Espírito) por Altivo Pamphiro (Médium)

Obras Básicas da Doutrina Espírita - Pentateuco Espírita

O Livro dos Espíritos - Contendo os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade – segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ordenados por Allan Kardec. O Livro dos Médiuns - Contendo os ensinamentos dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo. Em continuação de "O Livro dos Espíritos" por Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo - Com a explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida por Allan Kardec. Fé inabalável só é a que pode encarar a razão, em todas as épocas da Humanidade. Fé raciocinada é o caminho para se entender e vivenciar o Cristo. O Céu e o Inferno - Exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e demônios, sobre as penas, etc., seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte por Allan Kardec. "Por mim mesmo juro - disse o Senhor Deus - que não quero a morte do ímpio, senão que ele se converta, que deixe o mau caminho e que viva". (EZEQUIEL, 33:11). A Gênese - Os milagres e a predições segundo o Espiritismo por Allan Kardec. Na Doutrina Espírita há resultado do ensino coletivo e concordante dos Espíritos. A Ciência é chamada a constituir a Gênese de acordo com as leis da Natureza. Deus prova a sua grandeza e seu poder pela imutabilidade das suas leis e não pela ab-rogação delas. Para Deus, o passado e o futuro são o presente.
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