Espiritualizando



Fé Racional

"Em lugar da fé cega que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inquebrantável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. À fé é necessária uma base, e essa base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque ela quer se impor e exige a adição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio." (O Evangelho Segundo o Espiritismo.)

Espiritualize-se...

Sábio é aquele que a tudo compreende e nada ignora. Deus não impôs aos ignorantes a obrigação de aprender, sem antes ter tomado dos que sabem o juramento de ensinar.

Nenhum mistério resiste à fragilidade da Luz. Conhecer a Umbanda é conhecer a simplicidade do Universo.



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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Zé Pelintra e a Linha dos Malandros




Nos quatro quantos do mundo, eu vi chover relampiar.
Nos quatro quantos do mundo, eu vi chover relampiar.

Se há demanda na encruza, eu faço ela quebrar.
Se há demanda na encruza, eu faço ela quebrar.

O Madalena, Minha Companheira,…

Ae seu Zé Força e Proteção.


Oração a Zé Pelintra

Salve Deus Pai criador de todo o Universo.

Salve Oxalá Força Divina do Amor, exemplo vivo de abnegação e carinho.

Bendito seja o Senhor do Bonfim.

Salve Zé Pelintra, mensageiro de Luz, guia e protetor de todos aqueles que em nome de Jesus Cristo, praticam a caridade.

Dai-nos Zé Pelintra, o sentimento suave que se chama misericórdia,

Dai-nos o bom conselho,

Dai-nos apoio, instrução espiritual que necessitamos,

Para dar aos nossos inimigos,

O amor e a misericórdia, que lhe devemos pelo amor de Nosso Senhor Jesus Cristo,

Para que todos os homens sejam felizes na terra, e possam viver sem amarguras, sem lágrimas e sem ódios.

Tomai-nos Zé Pelintra sob vossa proteção,  desviai-nos dos espíritos atrasados e obsessores, enviados por nossos inimigos encarnados e desencarnados e pelo poder das trevas.

Iluminai nosso espírito,

Nossa alma,

Nossa inteligência

E nosso coração abrazando-nos na chama do vosso amor por nosso Pai Oxalá.

Valei-nos Zé Pelintra nesta necessidade,  concede-nos a graça do vosso auxílio junto ao Nosso Senhor Jesus Cristo, em favor deste pedido ( faz-se o pedido ).

E que Deus nosso Senhor em sua infinita misericórdia, nos cubra de bênçãos e aumente a vossa luz e vossa força,

Para que mais e mais possa espalhar sobre a terra a caridade de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Força e Proteção…


Assim Seja!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Salve a Malandragem!

 Malandro bom, trabalha em qualquer lugar,
Vem na Linha de Exú, porque sabe se comportar,
Também vem com a dos Baianos, Catimbó e Juremá,
Malandro bom, sabe se relacionar.

Não nasci para Umbanda, nasci para lhe ajudar,
Se chamar por mim na igreja, te encontro no altar,
Se na roda de amigos, um vier a precisar,
Tenha fé que apareço, ajudo em qualquer lugar.

Já baixei em centro espírita, falando como doutor,
Por que ali um certo dia, um amigo precisou,
Já baixei como poeta, repentista, trovador,
Sou malandro, sou experto, só Deus é meu detentor.

Uns me chamam de Caboclo, de Baiano, Exú, Mestre e Doutor,
Sou no mundo dos espíritos, mais um trabalhador,
Não escolho lado fixo, pois em movimento estou,
Não há certo ou errado, no aprendizado que dou.

Uso branco, uso vermelho e uso preto também,
Sou malandro brasileiro, vivo a fazer o bem,
Eu trabalho pra meu Pai, não trabalho pra ninguém,
Faço uso do que posso e não excluo ninguém.
Salve a Malandragem...
 
Saiba Mais Sobre a Linha de Malandros na Umbanda, Acesse: http://salveamalandragem.blogspot.com.br/

Por José Roberto

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Salve a Malandragem na Umbanda!

 PALAVRAS DITAS PELO “SEU” ZÉ:
Sete caminhos andei. Cheguei.
Sete perigos passei. Passou.
Sete demandas venci. Conquistei.
Sete vezes tentaram me derrubar. Mais em pé fiquei.
Sete forças meu Pai Ogum me deu pra levantar e vencer.
Mereci e agradeci.
Lute por aquilo que quer.
Erga sua cabeça. Acredite.
Confie. Tenha fé.

Fonte: Internet

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Malandros na Umbanda



A Umbanda, religião brasileira, é uma mistura de vários outros cultos como o catolicismo, espiritismo, o culto aos Orixás e às religiões ameríndias, além do catimbó. Contudo, há de ressaltar que suas bases estão solidificadas no Evangelho de Jesus. Portanto, seus objetivos estão voltado para a caridade material e espiritual. Trabalha com Espíritos em diferentes faixas vibratórias e tem seus fundamentos em Mantras cantados e riscados.

Um ponto de discordância para muitos, é a enigmática figura de Zé Pelintra, que iremos analisar criteriosamente. Em muitos terreiros de Umbanda, ele é impedido de trabalhar, sobretudo nos esotéricos, que o chamam de espírito atrasado. O mesmo, dizem alguns em relação à Maria Padilha, aos Boiadeiros e Marinheiros. Tudo isso é fruto de ignorância daqueles que não os respeitam e não os conhecem, pois devemos lembrar que nossa religião é um entrada aberta para todos os que nela queiram praticar a caridade. Nõ nos cabe julgar ninguém, já que temos uma enorme trave em nossos olhos. O respeito ao ser humano, reencarnado ou desencarnado, é a base fundamental para o nosso progresso como espíritos em aprendizado constante.

O Zé que conhecemos, foi introduzido na Umbanda a partir do catimbó, culto praticado no Nordeste brasileiro, que se apóia bastante na religião católica, apesar de guardar um pouco das praticas pagãs, vindas da bruxaria européia. Ela pode se parecer um pouco com a Umbanda, mas, tem um pouco com o Candomblé. A semelhança com a Umbanda é devido ao trabalho com entidades incorporadas. Entretanto, os Mestres do Catimbó possuem uma teatralidade de incorporação muito típica e discreta que está longe do "trabalho de palco" umbandista. Neste cenário, Zé Pelintra é um dos mestres desse culto. Poucos sabem, mas o mesmo teve vida na Terra. Nascido em Pernambuco, José Gomes da Silva, como era chamado, ainda jovem foi viver no Rio de Janeiro, onde frequentava a boemia do central bairro da Lapa.

Fez amigos entre a malandragem e bandidagem da época, sendo querido por todos. Perito em jogos de azar (baralho e dados) ganhava de todos os que ousassem desafiá-lo. Exímio no manejo de armas brancas, sempre estava pronto a defender os injustiçados, coisa que ainda faz, hoje em dia, só espiritualmente.

Assim, Zé Pelintra formou uma bela falange de malandros de luz, que vem ajudar aqueles que necessitam. Eles são as entidades amigas e de muito respeito, sendo assim, não aceitamos que pessoas que não respeitam a religião digam que estão incorporadas com seu Zé ou qualquer outro malandro, e façam uso de maconha ou tóxicos. As entidades usam cigarros e charutos, pois a fumaça funciona como defumador astral e não visa. Entre os membros de sua falange, há: Seu Chico Pelintra, Cibamba, Zé da Virada, Zé Camisa Preta, Zé Mineiro, Zé Camisa Vermelha, Zé Camisa Listrada, Malandrinho,

Zé da Mata. Malandro da Baixa do Sapateiro, Malandro da Lapa, Malandro do Pelourinho, Malandro da Praia, Malandro da Zona Portuária, entre outros.

Os malandros vêm na Linha de Exu, mas não são Exus! Aderiram à Linha das Almas da Umbanda. São Guias luzeiros que são frequentemente encontrados em giras de Exu devido à afinidade com o sub-mundo e também por não haver comumente nos terreiros uma gira a eles dedicado. Zé Pelintra é considerado o "advogado dos pobres" Possui conhecimentos para curas de males físicos e espirituais. Devido a sua extrema simpatia é adorado quando baixa nos terreiros, canalizando para si a atenção de todos.

Tornou-se chefe da Linha dos Malandros, que compreende espíritos que tiveram vida nos morros cariocas, na boemia da Lapa, nos subúrbios cariocas, baianos e recifenses. Trata-se de um coringa, tanto incorporando na direita como na esquerda. Isto é, Seu Zé pode baixar em qualquer gira, tanto de Exu, como de Preto Velho, Mineiro, Baiano, boiadeiro, marinheiro e caboclo.

Há casos de trançamento, ou cruzamento com esses também, como por exemplo, Zé Baiano, Zé Boiadeiro, entre outros.

São entidades de Luz, carismáticas, e chegam nos terreiros de Umbanda, com seu samba ou capoeira no pé, seu cigarro na boca, chapéu de panamá de lado, com toda a ginga de um malandro. Ao contrário dos Exus que estão nas encruzilhadas, encontramos os malandros em bares, subidas de morros, festas, esquinas e muito mais. Suas cores são vermelho e branco, ou branco e preto. Pra oferendas são recomendados camarões, carne seca com farofa, e outros petiscos servidos em bares. A bebida é a cerveja branca bem gelada. Salve a malandragem! Saravá Seu Zé Pelintra!

           Autor: André Luiz P. Nunes

terça-feira, 17 de julho de 2012

A Verdadeira Fortuna


Era a segunda noite que a insônia indesejável me fazia companhia, e para passar as horas, ler um livro ou assistir a TV, são opções a considerar. Naquela quarta-feira chuvosa, minha escolha foi a telinha, e navegar pelos muitos canais disponíveis em busca de algo que valesse a pena ver. Em outro momento talvez eu seria mais tolerante, mas naquela noite de vigília imposta, eu estava muito irritado. Lá pelas tantas, percebi que o Sr. Zé Pilintra estava sentado no outro extremo do sofá, e como sempre calmo, de pernas cruzadas curtia uma cigarrilha pendurada no canto da boca.

– Saravá meu paizinho, disse eu com a voz rouca…

Depois dele sorrir e gesticular, eu prossegui:

– Veja que coisa absurda meu paizinho…

– Onze canais estão ocupados por religiosos! Mudei rapidamente de canal e apontei o dedo para a TV:

– Veja este cara paizinho! Está pedindo grana discaradamente!

– Será que ninguém vê isso acontecendo!!! Que absurdo! Como fica isso???

Ele levanta os olhos para o teto, faz vários círculos de fumaça e continuou:

O ouro é sem dúvida a maior provação a que se pode submeter o homem.

A convivência com o dinheiro causa imensa preocupação naqueles que estão voltando a terra, pois sabem eles o poder que tem o dinheiro de comprometer toda uma evolução.

Por mais preparados que estejam os irmãos encarnados, não resistem muitos, aos encantos do dinheiro, e percorrem toda existência na carne, escravos do ouro. Enfeitiçados, esquecem dos compromissos de outrora, e cegos pela ganância, sem pudor e sem receio de se expor, lançam mão de todo tipo de artimanhas para conseguir acumular fortuna. Não quero com este depoimento dizer que não devas progredir e adquirir posses, mas afirmo que deveria o dinheiro, ganho de forma honesta, ser apenas mais um instrumento para o exercício da caridade e para o seu crescimento como filho de Deus.

Chegará o dia em que estarás de frente ao juiz celestial. Nada além de suas vestes terás, e Ele terá nas mãos uma lista de todas as suas obras, a qual representará a verdadeira fortuna acumulada por você ao longo da vida. Para aqueles que tiveram uma existência ofuscada pelo brilho do ouro, a lista estará em branco e nada mais restará senão retornar e começar tudo de novo.

– Mas… paizinho… e aquelas pessoas que doam parte de seus ganhos, passam dificuldades, e muitas vezes são enganadas???

Ele se levanta, dá um tapinha nos meus ombros e diz:

– Maninho… a responsabilidade maior é de quem toma, e não de quem doa…

Em seguida Ele foi embora, e o sono finalmente se apresentou…

Axé meu Pai Zé Pilintra!


Por: Wilson de Omulu

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Quem Sou??? Por Zé Pelintra


Sou guia, sou corrente, egregora e proteção.

Sou chapéu, sou terno, gravata e anel.

Sou sertão, sertanejo, carioca, paulista, alagoano e brasileiro.

Sou Mestre, Malandro, Baiano, Catimbozeiro, Exu e Povo de Rua.

Sou faca, facão e navalha.

Sou armada, cabeçada e rasteira.

Sou Lua cheia, sou noite clara, sou céu aberto.

Sou o suspiro dos oprimidos, sou a fé dos abandonados.

Sou o pano que cobre o mendigo, sou o mulato que sobe o morro e o Doutor que desce a favela.

Sou Umbanda, Catimbó e Candomblé.

Sou porta aberta e jogo fechado.

Sou Angola e sou Regional.

Sou cachimbo, sou piteira, cigarro de palha e fumo de corda.

Sou charuto, sou tabaco, sou fumo de ponta, sou brasa nos corações dos esquecidos.

Sou jogo de rua, sou baralho, sou dado e dominó.

Sou cachetinha, sou palitinho, sou aposta rápida.

Sou truco, sou buraco e carteado.

Sou proteção ao desamparado, sou o corte da demanda e a cura da doença.

Sou a porta do terreiro, sou gira aberta e gira cantada.

Sou ladainha, sou hino, sou ponto, sou samba e sou bamba.

Sou reza forte, sou benzimento, sou passe e transporte.

Sou gingado, sou bailado, sou lenço, sou cravo vermelho e sou rosas brancas.

Sou roda, sou jogo, sou fogo.

Sou descarrego, sou pólvora, sou cachaça e sou Jurema.

Sou lágrima, sou sorriso, sou alegria e esperança.

Sou amigo, parceiro e companheiro.

Sou Magia, sou Feitiço, sou Kimbanda e sou demanda.

Sou irmão, sou filho, sou pai, amante e marido.

Sou Maria Navalha, Sou Zé Pretinho, sou Tijuco Preto e sou Camisa Preta.

Sou sobrevivência, sou flexibilidade, sou jeito, oportunidade e sabedoria.

Sou escola, sou estudo sou pesquisa e poesia.

Sou o desconhecido, sou o homem de história duvidosa, mas sou a história de muitos homens.

Sou a vida a ser vivida, sou palma a ser batida, sou o verdadeiro jogo da vida EU... SOU ZÉ PILINTRA!!!!!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Linha de Ação e Trabalho dos Malandros



As entidades que hoje se manifestam nessa “nova” linha de ação e trabalho umbandista, antes chegavam nas giras nas linhas dos Baianos ou dos Exus. Aos poucos, foram sendo aceitos, respeitados e procurados, ganhando linha própria, comandados por Seu Zé Pelintra.

Originaram-se no Catimbó nordestino, com identidade na pajelança xamânica dos índios brasileiros e no catolicismo, na chamada Linha dos Mestres e do culto à Jurema sagrada, bem antes da Umbanda. São o resultado da grande miscigenação cultural e racial brasileira e retratam as populações marginalizadas, desfavorecidas, pobres e sofredoras das periferias do país, tanto rurais quanto urbanas.

O Catimbó se desenvolveu paralelamente à Umbanda, mas ambos se encontraram nos grandes centros urbanos. O termo “Mestre”, usado no Catimbó, vem da feitiçaria européia, principalmente a portuguesa, da qual adotou várias práticas, inclusive o uso do caldeirão e rituais de magia. É fundamental no Catimbó o uso de ervas e raízes, a fidelidade aos dogmas do catolicismo, aos santos, ao terço, à água benta e à reza. O trabalho e a força estão na fumaça e nas ervas. O fumo é especialmente preparado e a magia do trabalho vai pelo ar, no tempo, junto com a fumaça e a bebida.

Em geral, os mestres são espíritos curadores que tiveram mortes trágicas e se “encantaram”. Trabalham para a solução de alguns problemas materiais e amorosos.

As entidades que se manifestam na Linha dos Malandros são um agrupamento de espíritos que viveram suas reencarnações na pobreza e no sofrimento, mas souberam tirar da dor o humor e o jogo de cintura para driblar a miséria e o baixo astral. Por onde passam levam alegria e arrancam sorrisos e gargalhadas, com seu samba no pé, sua ginga e malandragem.

Os malandros do astral não são marginais do além, como muitos supõem. São espíritos amigos, voltados para a prática da caridade espiritual e material. Propagam o respeito ao ser humano, a tolerância religiosa, a humildade, os bons exemplos, o amor ao próximo, o amparo às crianças desamparadas e aos idosos. Combatem as trevas e desmancham feitiços e magias negras.

Em locais de extrema pobreza e ausência de assistência pública e de justiça humana, os malandros estão presentes com sua misericórdia, buscando aliviar o sofrimento e socorrer os necessitados, enxugando as lágrimas dos que sofrem.
Manifestam-se na Linha dos Malandros muitos “Zés”: Zé Pelintra, Zé da Virada, Zé Navalha, Zé Malandrinho, Zé da Faca e outros, como Chico Pelintra, Cibamba, Seu Malandro etc. São “mandingueiros” do bem e apresentam grande senso de humor em suas manifestações. São entidades da rua, encontrados em bares, festas, subidas de morros etc.

Zé Pelintra é uma entidade urbana, que pode até nada ter a ver com a origem dos mestres, mas é chamado de mestre catimbozeiro, doutor, curador, conselheiro, defensor das mulheres, das crianças e dos pobres, guerreiro da igualdade social, médico dos pobres, advogado dos injustiçados, dono da noite e rei da magia. Tem grande importância nos catimbós e nas macumbas cariocas e é o protetor dos comerciantes, principalmente de bares, lanchonetes, restaurantes e boates.

A saudação para essa linha é: Salve os Malandros! Salve a Malandragem!

Suas cores são o vermelho e o branco ou o preto e o branco. A regência dos malandros é de Pai Ogum e, pelas cores, Pai Omolu.

Por Lurdes de Campos Vieira   

domingo, 6 de novembro de 2011

Homenagem a Malandragem - Malandro do Morro da Mangueira




A alegria não durou, pois ele teve que voltar
Para o Morro da Mangueira que é seu lugar
Para não magoar a baiana
Aquele bom malandro cantou
Que em Mangueira a poesia, feito o mar, se alastrou
Tudo começou quando ele chegou na Bahia
Cantando aquele samba de Tupi de Braz de Pina
Conhecendo a malandragem ali do Pelô
Sem mais nem menos ele avistou
A baiana faceira subindo a ladeira
Filha de Orixá Iaiá mandingueira
Uma idéia, um olhar, então se cruzaram
Como num sonho encantado se apaixonaram
Foi aí que começou uma linda história de amor
A baiana pelo forasteiro se encantou
Só que aquele romance não duraria muito tempo
Pois o malandro voltaria para o Rio de Janeiro
Era mandingueiro, tocava berimbau
Na hora do Quebra Jereba não corria do pau
Capoeirista de moral, respeito e fé
Dobrava um rum como ninguém nas gírias de candomblé
Bem alinhado, vestido todo de branco
Uma pena azul no chapéu pra saudar o Santo
E cantava, ah! Como ele cantava
Pra Oxossi, santo que em sua cabeça mandava
E ao cantar rezava mesmo no seu inconsciente
Não gostaria que sua baiana sofresse
Pois chegara o dia de sua partida
E sua baiana ele nunca mais veria...

Um malandro não casa
Um malandro não é feliz
Um malandro não é feliz
O seu destino não quis

Aquela baiana ao ver seu homem partir
Dali pra frente dificilmente voltaria a sorrir
Aquele navio que zarpara com destino ao Rio de Janeiro
Levara seu amor único e verdadeiro
Igomar Navarro, Neguinho da Mangueira
João da Baiana, nascido na Estação Primeira
Respeitado em Madureira, no Jongo da Serrinha
Portela, considerado na favela
Na Praça Onze era o Rei do Carnaval
Relíquia natural de um Brasil desigual
O Carnaval era a festa do povo
Das comunidades, da gente do morro
E do morro ele olhava o povo
Trabalhando, sofrendo, passando sufoco
E dizia: Oxossi existe, eu sei
Por isso eu também tenho um Rei
E cantava com sua bela garganta afinada
Compunha com sua mente iluminada
O coração batia, a saudade apertava
Pois da sua baiana se lembrava
Um homem de várias mulheres, várias ilusões
Poucos sonhos, muitas decepções
No seu mundo de sambas e canções
Morreu degolado nos braços de uma de suas paixões
Considerado hoje até nas Amoreiras
Nascido e criado na Estação Primeira
Levou com ele três coisas, a Mangueira, o samba
E a sua inesquecível baiana.

Salve a Malandragem! Salve os Malandros e Malandras na Umbanda!!!

Fonte: http://malandrodalapa.blogspot.com

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Santo Antônio

Falar de Santo Antonio na Umbanda, não é tarefa fácil, ainda mais de Santo Antonio de Pemba, de Lisboa, de Ouro fino, de Pádua. Mas seja lá qual for o Santo Antonio, uma coisa é certa, Zé Pelintra trabalha muito com ele, e é o Santo em que Zé Pelintra deposita seus pedidos. De casamenteiro à Guerreiro, Santo Antonio às vezes é confundido com Ogum. Temos consciência que Ogum é Ogum, e Santo Antonio é Santo Antonio. Antonio, que largou tudo pelo sacerdócio da caridade e luta justa pelos valores dos humanos seja o padre, ou o padeiro, o padre que alimentava seus fiéis pela palavra de Deus ou o padeiro que matava a fome dos pobrezinhos da aldeia de Pádua. Antonio, que quando vivo já era um Santo para o povo, após sua passagem se transforma em Santo Antonio Milagreiro. Zé Pelintra, em tudo que faz, homenageia Santo Antonio, inclusive, no dia 13 de junho, benze os pães de Santo Antonio, distribuindo-os aos filhos de fé, para colocarem no açúcar, e durante um ano inteiro, o pão permanece sem estragar. Isto para que não falte a fartura. Santo Antonio de Pemba, na Umbanda, que é o Patrono de Exú, que rege as legiões desses espíritos guerreiros e mensageiros dos Anjos Superiores (Orixás), que preside as batalhas navais e terrestres. Santo Antonio que protege as pessoas dos espíritos malignos e que traz o que estava perdido. Zé pelintra do Catimbó, ora muito a Santo Antonio. Em uma das suas cantigas, pergunta-se: - Zé Pelintra, cadê Santo Antonio; Estava rezando e fazendo oração; Santo Antonio que gira e retira que quebra as demandas de toda a nação e assim, Zé Pelintra, invoca ao Santo, trazendo sua força, inspiração e proteção à Umbanda e aos seus filhos de fé.

Salve Santo Antonio.

Salve Seu Zé.



sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O Catimbó e o Xamanismo


O Catimbó é a prática de rezas e orações, e com as folhas de Jurema, proveniente da árvore Jurema, sagrada da natureza. É a invocação dos espíritos da Jurema (encantados), e serve para curar doenças, trazer a Paz e dar prosperidade a todos. O CATIMBÓ de seu Zé Pelintra se baseia no antigo e verdadeiro catimbó da JUREMA. Dentro da Umbanda, sem ser muito percebido, Zé Pelintra pratica e muito seu Catimbó. O prato principal é o Cuscuz de Peixe, que é símbolo da saúde e prosperidade. São Mestres de Catimbó, o Mestre Carlos, Arigó, Araribóia, etc... Nas situações mais difíceis, perante os seres humanos que se julgam, às vezes MESTRES, que se acham muito entendidos nos assuntos espirituais de Umbanda e Candomblé, Zé Pelintra sempre se mantém humilde perante essas situações. A vaidade humana é sem dúvidas o atraso das Obras espirituais. Devemos sempre apreender a sermos humildes e nos considerar sempre um eterno Aprendiz, pois mesmo o mestre sempre está apreendendo com outro mestre. No Catimbó de seu Zé, a bebida Vinho da Jurema é feita a partir da árvore sagrada, com folhas da jurema branca, rapadura, e outros mistérios, e serve para curar males físicos do corpo e é usada em rituais sagrados do Catimbó. A Jurema preta é usada para lavar feridas infectadas e assim cicatrizá-las. O fumo utilizado é de charutos nobres, e o macaia às vezes somente para curas externas. As rezas são variadas, e mesa sempre com muita fartura, sob a égide do Patrono Santo Antonio. Dentro do catimbó encontramos também um pouco de XAMANISMO. Mas o que é Xamanismo? É um caminho, uma forma de religião dos nossos Irmãos Índios Ameríndios, que buscam a cura das pessoas através das plantas, rezas, ervas e banhos. O Catimbó e o Xamanismo são parecidos em alguns aspectos e comungam de fatores iguais: - Deus e a Natureza. O Xamanismo é principalmente praticado pelos Indios Amerindios. Claro que o Catimbó e o Xamanismo tem fatores que aproximam o homem da natureza, do seu interior e de Deus.

Salve as Religiões, Cultos e Rituais Espirituais.

Salve o Catimbó... Salve Zé Pelintra.

Ouça os Pontos da Linha de Esquerda da Umbanda

A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho. Caboclo Índio Tupinambá.

Caboclo Índio Tupinambá

Caboclo Índio Tupinambá
"...Onde quer que Você esteja... meu Menino... Estarei Sempre com Você... Anauê!"

Luz Crística

Pense Nisso...

"Estudo, requer meditação. A meditação leva a conclusões. E as conclusões fazem com que as pessoas modifiquem os seus hábitos e suas atitudes" – Dr. Hermann (Espírito) por Altivo Pamphiro (Médium)

Obras Básicas da Doutrina Espírita - Pentateuco Espírita

O Livro dos Espíritos - Contendo os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade – segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ordenados por Allan Kardec. O Livro dos Médiuns - Contendo os ensinamentos dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo. Em continuação de "O Livro dos Espíritos" por Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo - Com a explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida por Allan Kardec. Fé inabalável só é a que pode encarar a razão, em todas as épocas da Humanidade. Fé raciocinada é o caminho para se entender e vivenciar o Cristo. O Céu e o Inferno - Exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e demônios, sobre as penas, etc., seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte por Allan Kardec. "Por mim mesmo juro - disse o Senhor Deus - que não quero a morte do ímpio, senão que ele se converta, que deixe o mau caminho e que viva". (EZEQUIEL, 33:11). A Gênese - Os milagres e a predições segundo o Espiritismo por Allan Kardec. Na Doutrina Espírita há resultado do ensino coletivo e concordante dos Espíritos. A Ciência é chamada a constituir a Gênese de acordo com as leis da Natureza. Deus prova a sua grandeza e seu poder pela imutabilidade das suas leis e não pela ab-rogação delas. Para Deus, o passado e o futuro são o presente.
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