Espiritualizando



Fé Racional

"Em lugar da fé cega que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inquebrantável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. À fé é necessária uma base, e essa base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque ela quer se impor e exige a adição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio." (O Evangelho Segundo o Espiritismo.)

Espiritualize-se...

Sábio é aquele que a tudo compreende e nada ignora. Deus não impôs aos ignorantes a obrigação de aprender, sem antes ter tomado dos que sabem o juramento de ensinar.

Nenhum mistério resiste à fragilidade da Luz. Conhecer a Umbanda é conhecer a simplicidade do Universo.



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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Os Orixás nos Ensinos de Jesus - Ogum




Jesus e os Ensinamentos dos Orixás contidos nos Evangelhos

OGUM é a vontade, os caminhos abertos, a energia propulsora da conquista, o impulso da ação, da vontade, o poder da fé, a força inicial para que haja a transformação. É o ponto de partida, aquele que está à frente. É a vida em sua plenitude, a vitalidade “ferrosa” contida no sangue que corre nas veias, a manutenção da vida, a generosidade e a docilidade, a franqueza, a elegância e a liderança.

A energia oriunda da vibração de Ogum pode ser percebida claramente nestas palavras de Jesus:

- “A tua fé te curou” (com a imposição das mãos, Ele acionou o poder da vontade de mudar de atitudes e pensamentos).

- “Pedi e recebereis! Buscai e achareis! Batei e abrir-se-vos-á! Porque todo aquele que pede, recebe”, demonstrando que Deus nos dotou de inteligência e capacidade para que superemos nossas dificuldades, recomendando-nos o trabalho, a atividade e o esforço próprio.

Precisamos aprender a pedir, pois costumamos exigir soluções rápidas e eficazes para problemas de ordem material. Estamos sempre correndo contra o relógio e perdidos entre compromissos assumidos, os quais muitas vezes extrapolam nossa capacidade de cumprir. Esquecemos de cuidar de nossos sentimentos, de ir ao encontro do que nos realiza e nos dá satisfação interior, das coisas simples da vida.

Se acreditamos na reencarnação, então sabemos que tudo é transitório, que estamos na Terra para evoluir em espírito, para superar a nós mesmos. O “pedir”, colocado aqui, é no sentido de “receber” da Providência Divina o ânimo, a coragem, as boas ideias, a fim de que possamos crescer e adquirir a paciência necessária para lidar com as nossas imperfeições e com as dos outros.

Cada problema contém em si mesmo a solução. Tudo está certo como está, pois tudo tem o seu tempo para mudar, crescer e amadurecer. Aquilo que não nos cabe resolver “agora”, confiemos em Deus, pois quando estivermos prontos para compreender, tudo se resolverá. Devemos dar o melhor de nós, com ânimo, entusiasmo e confiança, agradecendo a oportunidade da vida.

- “Orai e vigiai”, pois a oração é o alimento do espírito; ela abre portas para a compreensão, é um bálsamo no momento das dores. A oração abranda nosso coração, nos protege e nos fortalece. A vigilância é a resposta que vem para aquilo que pedimos em oração. Ocorre que geralmente pedimos, e depois não prestamos atenção na “resposta”, porque somos imediatistas. Mas nem sempre a resposta que desejamos ouvir é a que chega até nós, e sim a que necessitamos naquele determinado momento.

Por outro lado, devemos observar que tipo de pensamento estamos alimentando em nossa mente, e o que estamos atraindo. Vigiar no sentido de prestar atenção a nós mesmos, pois buscamos auxílio espiritual na casa de Umbanda, mas o que fazemos com a orientação recebida? Continuamos o tratamento até o final, com [oração], com passes, banhos, água fluidificada, leituras esclarecedoras? Estamos dispostos a mudar nossa conduta? Fazemos uma análise e higienizamos nossos pensamentos e sentimentos? Estamos dispostos a nos desapegar dos sentimentos de culpa, de nos colocarmos como vítimas das circunstâncias, de não participarmos ativamente da nossa “própria vida”?

Ninguém fará por nós o que nós mesmos temos de fazer, assumindo as rédeas da situação e acionando o “curador” interno, pois a felicidade é um estado de espírito.

- “A fé remove montanhas. Pois, em verdade vos digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: Transporta-te daí para ali, e ela se transportaria, e nada vos seria impossível”.

Na realidade a fé é ativa; é inspiração divina que nos auxilia a chegar ao fim desejado; é a confiança que fortifica e a certeza de vender os obstáculos. A fé se prega pelo exemplo e precisa ser apoiada na razão, porque é preciso amar e crer sabendo porque se ama e porque se crê. A fé caminha de mãos dadas com a esperança e com a caridade; está intimamente ligada ao poder da vontade, à crença interior de vencer as adversidades pela paciência que traz a compreensão dos fatos.

O Evangelho Segundo o Espiritismo [apesar de não ser uma obra umbandista], nos diz (capítulo 9) que o magnetismo é uma das maiores provas do poder da fé posta em ação. É pela fé que Jesus curava e produzia aqueles fenômenos singulares, qualificados outrora como milagres. É a vontade dirigida para o bem.

Tudo quanto a nossa mente poderosa acreditar e pedir com intensidade se realizará, pois isso Jesus disse: “Tudo quanto pedirdes em oração, crede que recebereis”.

Ogum representa, portanto, o caminho que precisamos percorrer, aquele caminho solitário para vencer os dragões internos que, na verdade, é o espírito em busca de si mesmo; percorrer o caminho de volta à unicidade com o Pai.

Somente quando aprendermos a amar e compreendermos em nosso espírito esse legado de amor, perdão, compaixão, o não-julgamento, a gratidão pela vida, respeito por nós e pelo próximo, quando usarmos o livre-arbítrio com responsabilidade, não viveremos mais presos ao passado, nem tão pouco angustiados e ansiosos com o futuro, compreenderemos de forma integral que o momento de servir é agora. Jesus participava, servia, ouvia, compartilhava, instruía e amava a todos sem distinção.

domingo, 3 de junho de 2012

Meditação Diária do Evangelho



Fora o dia em especial da realização do “Culto do Evangelho no Lar”, deveríamos fazer um estudo diário da “Boa Nova” a fim de adquirirmos a cada dia às orientações preciosas de Jesus em nosso dia-a-dia, para que possamos saber, em nossas decisões, o que Jesus faria em nosso lugar. Se assim agirmos, com certeza nunca mais erraremos e teremos condições de nos tornarmos pessoas melhores.


O QUE JESUS FARIA?

Essa é uma pergunta muito comum na mente de alguns. Embora a grande maioria da população sequer pense em Jesus ou no Pai, a não ser nos momentos difíceis; uma parte das pessoas se pergunta o que Jesus faria em determinadas situações.

Quem assim procede, na maioria das vezes, toma a decisão correta. Pensa com propriedade e com clareza, numa solução que de outra forma passaria por nós sem que sequer percebêssemos. E os que não pensam assim, estarão encrencados?

Não. Pois Jesus e nosso Pai são figuras que desejam apenas a nossa felicidade. Sabem que o ser humano é fraco e passível de influências malignas e emoções ruins; como a inveja, o ódio, o ciúme, etc. Por isso mesmo, eles sempre nos dão a oportunidade de, um dia, pararmos e pensarmos no que Jesus faria.

Muito mais do que imaginar, Jesus nos dá o exemplo vivo do que ele fez. Basta ler o Evangelho para ser apresentado a alguém que não profetizava o “fogo do inferno” a torto e a direito. Mas sim, alguém de propagava o amor e o entendimento. Por isso mesmo, ao pensar no que Jesus faria, pense sempre que ele faria algo com amor; com respeito e sempre pensando no melhor para o próximo.

Afinal, não foi ele que disse: “Vim para o pecador, não para o justo”.

Essa frase resume sua doutrina como nenhuma outra. Amor, respeito, fé. Essas são as bases da doutrina cristã e de ser um bom cristão. Sem isso, você é apenas como a terra seca e improdutiva. Procure fazer uma reflexão sobre sua vida e sobre as coisas que faz. Lembre-se que nós não somos perfeitos e que Jesus quer apenas que tentemos dominar o mal que teima em nos influenciar. O inimigo é poderoso e insidioso. E nós podemos, com a ajuda de Deus e de Cristo, derrotá-lo.

Sempre que um mau pensamento passar por sua mente, ou uma sensação ruim tentar se apossar de você pense sempre:

O que Jesus faria?

Decisões morais e éticas

Jesus chamou as pessoas para segui-lo. Os verdadeiros discípulos andam nos passos do Senhor (Marcos 8:34). Ele nos deixou um exemplo perfeito para ser imitado (1 Pedro 2:21b-22). Ele enfrentou as mesmas tentações que nós encaramos hoje, mas nunca caiu no pecado (Hebreus 4:15).

O exemplo de Jesus se torna imprescindível na nossa luta diária com as tentações e provações. Para vencer os desafios morais e éticos, precisamos buscar a resposta certa à pergunta: O que Jesus faria na minha situação?

Como podemos saber o que Jesus faria?

Não adianta fazer o que eu imagino que Jesus teria feito, e muito menos fazer o que eu quero e depois tentar convencer a mim mesmo que ele faria o mesmo! Eu preciso saber como ele agiria se enfrentasse as mesmas opções que estão diante de mim. De três maneiras, aprendemos nas Escrituras o que Jesus faria:

•   O que Jesus fez – pelo exemplo que ele deixou. Quando Jesus ensinou uma lição sobre humildade e serviço, ele disse aos apóstolos: “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (João 13:15). Jesus deixou um exemplo de obediência perfeita ao seu Pai, submetendo sua própria vontade à vontade do Pai (Mateus 26:39,42). Mostrando-nos seu exemplo de obediência, ele quer a nossa submissão à vontade divina (Hebreus 5:8-9).

•   O que Jesus falou – pelas suas palavras. Quando se trata de homens, sabemos que as palavras e os atos podem se contradizer. Alguém pode ensinar uma coisa e praticar outra. Jesus condenou tal hipocrisia dos líderes religiosos de sua época (Mateus 23:27-31). Infelizmente, o mesmo problema persiste até hoje. Mas quando Jesus fala, podemos confiar totalmente na integridade de seu caráter. As palavras dele concordam plenamente com os seus atos (Hebreus 1:12; 13:8; Tiago 1:17). Quando Jesus ensina como agir, podemos ter certeza que ele faria da mesma maneira que ensina aos outros.

•    O que ele mandou outros falarem – pelas palavras que ele transmitiu. Antes de voltar para os páramos da luz, Jesus deixou homens encarregados da responsabilidade de continuar seu ensinamento. Hebreus 2:3-4 mostra que as palavras transmitidas por estas testemunhas fazem parte do Evangelho revelado pelo Senhor. Jesus foi claro em mandar que eles revelassem suas instruções aos homens (Mateus 28:20; Atos 26:16,19). Todos os livros do Evangelho fazem parte da bússola que nos orienta nas nossas decisões.

Como escolher o caminho certo – três perguntas fundamentais:

As três maneiras de saber o que Jesus faria sugerem três perguntas fundamentais para acharmos o caminho certo:

•   O que Jesus fez em circunstâncias semelhantes? Jesus já passou por experiências semelhantes às nossas, e o procedimento dele serve para nos guiar. Se você for maltratado, olhe para o exemplo de Jesus (1 Pedro 2:23).

•   O que Jesus falou sobre o assunto? Jesus nunca se casou, mas falou da permanência do casamento (Lucas 16:18). Ele nunca pecou, mas mostrou a importância de pedir perdão (Mateus 6:12).

•   O que Jesus mandou outros falarem sobre a questão? Os apóstolos entenderam bem a importância de se limitarem à vontade de Deus em tudo que falaram (1 Pedro 4:11). Eles escreveram para orientar os fiéis em seu proceder (1 Timóteo 3:14-15). Eles esperavam que os discípulos se lembrassem do ensinamento, mesmo depois da morte daquela geração (2 Pedro 1:12-15).

O que Jesus faria – algumas aplicações práticas

Uma vez que entendemos estes princípios, devemos aplicá-los nas nossas decisões cotidianas. O que Jesus faria num mundo de confusão religiosa. É uma aplicação importante. Mesmo entre pessoas que se preocupam em voltar ao padrão evangélico nas práticas e ensinamentos religiosos, é necessário fazer outras aplicações – especialmente na conduta pessoal – destes mesmos princípios. O que Jesus faria diante das escolhas que enfrentamos no dia-a-dia? Como ele resolveria decisões de prioridades? Qual seria a resposta dele aos desafios morais e éticos? Vamos sugerir algumas aplicações para ilustrar o valor desta abordagem. Você, certamente, pensará em muitas outras.

O que Jesus faria...

•   Se alguém pedisse para colocar seu emprego acima do seu serviço espiritual? Muitos cristãos usam o trabalho como justificativa automática para não cumprir suas responsabilidades espirituais. Será que Jesus teria as mesmas prioridades? Ele nos adverte sobre o perigo de buscar só riquezas (Mateus 6:19-21; 1 Timóteo 6:9-10). E quando se trata de necessidades do dia-a-dia, e não de riquezas, ele ainda prioriza o serviço espiritual (Mateus 6:25,33)...

•   Se alguém pedisse para colocar um passeio acima do seu serviço espiritual? Não é errado sair da rotina para descansar em algum outro lugar, talvez um lugar mais deserto. Jesus mesmo levou os apóstolos num “passeio” deste tipo (Marcos 6:31-32). Mas, durante a viagem, surgiram trabalhos espirituais que eram mais urgentes, e Jesus atendeu as pessoas que o buscavam (Marcos 6:34). Afinal, o “descanso” dele foi uma caminhada subindo a um monte, onde passou várias horas em oração (Marcos 6:46-48). Não há dúvida sobre as prioridades de Jesus. E as nossas?

•   Se alguém pedisse para colocar a família acima das coisas de Deus? Famílias nem sempre ajudam em nosso serviço ao Senhor. Numa ocasião, a família de Jesus tentou impedir o trabalho dele (Marcos 3:20-21). Quando chegaram, Jesus não deu atenção à família, preferindo continuar seu trabalho com sua família espiritual (Marcos 3:31-35). Este exemplo não justifica a negligência de responsabilidades familiares. Os homens devem ser maridos e pais responsáveis, e as mulheres devem cumprir bem seus papéis como esposas e mães. Mas quando as atitudes carnais de uma pessoa da família força uma escolha entre Deus e a família, devemos ficar com o Senhor (Jesus disse: “Amai a Deus sobre todas as coisas”).

•   Se tivesse namorada? Mesmo não achando no Evangelho nenhum exemplo de namoro ou casamento na vida de Jesus, não temos dúvida que o comportamento dele num namoro teria sido exemplar. Se ele tivesse uma namorada que quisesse passar dos limites no contato físico, o que Jesus faria? Se ela quisesse usar uma roupa sensual, o que Jesus lhe orientaria? Se ela incentivasse a participação em atividades impuras, como Jesus reagiria? Não há dúvida de que Jesus manteria sua pureza, mesmo se tivesse que terminar o namoro. Considere o que ele nos instrui em 1 Pedro 1:14-16; Gálatas 5:19; 2 Coríntios 7:1 e Mateus 5:28-30.

•   Se Jesus enfrenta-se um adultério? Assim diz Mateus 5:32: “Eu porém vos digo, que todo o que repudia sua mulher, a não ser por causa de infidelidade, a faz ser adúltera; e qualquer que se casar com a repudiada, comete adultério”. Esse é um texto, que se mal interpretado, irá acarretar sérias complicações. Mas o que Jesus faria? Vamos a um texto explicativo do livro: “A Sabedoria do Evangelho”, de Carlos Torres Pastorino:

“... a questão do repúdio da esposa (jamais o inverso se podia dar!) permitido por lei (Deut. 24:1), mesmo que o motivo fosse unicamente "não achar graça em seus olhos ou encontrar nela alguma coisa que fosse feia”...

Jesus continua a autorizar o repúdio da mulher (ou divórcio) e o repete em Mat. 19:9-10, mas restringe essa atitude ao único caso em que a esposa tenha tido relações sexuais com outro homem (infidelidade).

Nesse caso, o libelo de repúdio a deixaria livre, podendo unir-se ao outro.

Entretanto, se o repúdio não for por causa de infidelidade da esposa, então o marido, pondo-a para fora de casa, a empurraria para o adultério; e quem a acolhesse também cometeria adultério porque, de fato, ela não estaria divorciada, isto é, os vínculos matrimoniais não estariam dissolvidos. Assim também o entende a igreja grega ortodoxa, que afirma: a infidelidade conjugal, por parte da esposa, dissolve os vínculos matrimoniais.

Lucas não cita a exceção: reproduz apenas a regra geral, que proíbe o repúdio.

Nada se fala, entretanto, do caso de uma separação espontânea e voluntária dos dois cônjuges, quando agissem de comum acordo. A prescrição é clara e taxativa: que o homem não cometa a injustiça de repudiar a esposa, depois que viveu com ela; dando quase a entender tratar-se do caso em que ela não quer, e ele a põe pela porta afora. A própria exceção apontada como lícita (quando ela mesma, a esposa, prefere sair de casa para unir-se a outro homem) parece confirmar que, quando o afastamento é voluntário de ambos os lados, nada existe que os impeça de reconquistar a liberdade.

•   Se os amigos incentivassem a participação das coisas erradas do mundo? Jesus tinha bastante contato com pessoas do mundo, mas sempre como a luz que convidava as outras pessoas a saírem das trevas. O cristão pode manter amizades com pessoas do mundo, desde que ele exerça a influência positiva, e não deixe os outros os levarem para o pecado (Mateus 5:14-16). Os discípulos do Senhor não saem do mundo, mas ficam livres do pecado do mundo (João 17:14-17). Os amigos podem estranhar, mas precisamos recusar participar das coisas erradas que fazem (1 Pedro 4:3-4).

•   Se vivesse no meio de pessoas perdidas no pecado? Jesus, como todos nós, viveu numa sociedade cheia de pessoas perdidas. Ele se compadecia delas e ensinava-lhes a palavra de Deus, que é o meio que Deus oferece para a salvação (Marcos 6:34; cf. Romanos 1:16). Ele olhou para as pessoas que o rejeitaram e queria resgatar e proteger todas (Mateus 23:37). E nós? Se já aprendemos alguma coisa da palavra salvadora do Evangelho, não temos a obrigação de compartilhar esta mensagem com as pessoas perdidas ao nosso redor? Nós devemos imitar o exemplo de Jesus com a mesma urgência que Paulo sentiu quando disse: “Pois sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes; por isso, quanto está em mim, estou pronto a anunciar o Evangelho também a vós outros” (Romanos 1:14-15).

O que Jesus faria? A resposta certa bem aplicada pode mudar o rumo de sua vida – para seguir os passos do Senhor até a vida eterna!

(Dennis Allan, acrescido e adaptado pelo autor)

Ai está. Para sabermos o que Jesus faria em nosso lugar, temos que, diariamente, ler um trecho do Evangelho, meditar sobre o que leu, fazer um compromisso de vida com você mesmo e seguir o orientado. Jamais poderemos saber o que Jesus faria se não estudarmos o seu legado. Isso é ser cristão. Muitos acharão difícil pelo fato de terem que modificar radicalmente seus atos, seus trejeitos, ou seja, sua vida. Por isso, invariavelmente ouvimos: “É muito difícil ser cristão. Isso é coisa de fanático. Eu creio em Deus do meu jeito e isso basta”. Meus irmãos. Cuidado com os desculpismos. Bom, ai está. A decisão é sua. Jesus lhe espera.

ROTEIRO DE MEDITAÇÃO DIÁRIA DO EVANGELHO

1°) Primeiro, marcamos uma hora diária que nos seja adequada. Deve-se assumir o compromisso de reservar entre as tarefas do dia-a-dia, este momento, todos os dias, para o encontro com o Evangelho.

Na hora, se preferir, desligue o telefone e a campainha para que não haja interrupções por fatores internos durante o tempo que durar a meditação (geralmente, fazemo-la em 15 minutos). Feito isso, iniciamos com uma prece simples e espontânea. Vamos dar aqui um modelo de prece, não para ser copiada, pois já sabemos que ela deve ser feita com o coração. Mas sim, para que possam ter uma idéia geral, um ponto de partida, caso seja necessário. Quem desejar poderá colocar um fundo musical suave.

Iniciar louvando a Deus, orando, e invocando as Santas Almas Benditas (os Espíritos Santos de Deus)

“PAI, AGRADEÇO A OPORTUNIDADE DE, EM TEU NOME, ESTAR AQUI, PARA BUSCAR EM SUA SABEDORIA OS ENSINAMENTOS QUE PRECISO PARA MINHA REFORMA ÍNTIMA. ABENÇOA A MINHA MENTE E O MEU CORAÇÃO, A FIM DE QUE EU POSSA USAR TUDO QUE ESTOU APRENDENDO EM MEU DIA-A-DIA, E DESSA MANEIRA, CONTRIBUIR PARA UM MUNDO MELHOR”.

“PAI NOSSO QUE ESTAIS NO CÉU, SANTIFICADO...................”

2°) Proceder a leitura de viva voz lenta e atenta de um texto escolhido

3°) Ampliar a visão, ligando o texto que leu, com, outros do Evangelho

4°) Ver bem o sentido de cada frase, entendendo-a

5°) Digerir cada palavra que leu, ligando-a à sua vida

6°) Momento de silencio interior, meditando sobre o que leu

7°) Formular um compromisso de vida, colocando-o em prática

8°) Orar agradecendo a Deus e as Santas Almas Benditas, pedindo forças para realizar o compromisso assumido

Após todo o roteiro, será feita a oração de encerramento, que deverá também ser simples e espontânea. Não nos esqueçamos nunca, de agradecer a Deus por tudo em nossas vidas. Por exemplo:

“AGRADEÇO AO SENHOR DA VIDA, E AO PLANO ESPIRITUAL, PELO SUPORTE QUE
DERAM À MINHA MEDITAÇÃO. APROVEITO PARA PEDIR A DEUS MEU PAI E AMIGO, QUE ME ABENÇOE; ATÉ AMANHÔ

Viu como é fácil? Vamos então criar o hábito da meditação diária do Evangelho.

PARA INTERPRETAR COM SEGURANÇA UM TRECHO DO EVANGELHO, É MISTER:

1.    Isenção de preconceitos.

2.    Mente livre, não subordinada a dogmas.

3.    Inteligência humilde, para entender o que realmente está escrito, e não querer impor ao escrito o que se tem em mente.

4.    Raciocínio perquiridor e sagaz.

5.    Cultura ampla e polimorfa, mas, sobretudo:

6.    Coração desprendido (puro) e unido a Deus

(Carlos Torres Pastorino)
Para facilitar na meditação do Evangelho, poderão usar os livros disponíveis no nosso ícone: “A Importância da Evangelização na Umbanda”.

Vale a pena também meditar sobre os textos evangélicos escritos pelo nosso irmão Chico Xavier. Todos os livros psicografados pelo Chico são altamente recomendados, pois seguem fielmente a doutrina cristã.

Fonte: http://www.umbanda.com.br/

terça-feira, 29 de maio de 2012

A Cada Um Segudo Suas Obras



Deus não patrocina nem administra propositadamente nenhuma instituição punitiva ou departamento específico de correção espiritual. Em verdade, toda conseqüência ou efeito desagradável, trágico, doloroso e infeliz do homem é sempre fruto do seu descaso aos ensinamentos e às advertências dos instrutores espirituais. A sua violência ou rebeldia aos princípios salutares e evolutivos decorrentes da Lei Maior, que regula o equilíbrio, a harmonia e a coesão do Cosmo, é que, então, produzem as conseqüências indesejáveis futuras. Ninguém é castigado porque "peca", assim, como ninguém é premiado porque é "virtuoso", mas todo desvio do ritmo eletivo e da ascensão do ser espiritual resulta em atrito e reação retificadora da entidade imortal existente em cada ser. O estado de erro é vitalizado pelo consumo de energias de baixa vibração, porque são forças oriundas do reino animal primário e que sustentam o campo instintivo inferior. Após o gasto do combustível primário, então resta a fuligem aderida ao perispírito, que é resultante da movimentação dos desejos inferiores ou da violência mental e astral do homem.

O Evangelho, À Luz do Cosmo

sexta-feira, 25 de maio de 2012

E a Tormenta Cessou...



Em uma passagem do Evangelho, narra-se que os Apóstolos se encontravam em um barco, em plena tempestade. No meio do mar, a embarcação era açoitada pelas ondas e por fortes ventos.

Em dado momento, Jesus, que estava orando em um monte, dirigiu-se para junto dos Apóstolos, andando sobre as águas. Os Apóstolos se assustaram muito, até que o Cristo os tranquilizou. Pedro pediu que Jesus o fizesse ir até Ele, por sobre as águas. O Mestre assentiu e o chamou. Pedro começou a andar sobre o mar, mas teve medo e principiou a afundar. Jesus estendeu a mão e o socorreu, lamentando a pequenez da fé do pescador. Quando o Messias subiu no barco, o vento acalmou. Essa passagem evangélica possui extrema beleza e profunda significação. À parte o inegável poder de Jesus sobre os elementos, pode-se fazer uma leitura focada no poder transformador de Sua mensagem. 

No mundo, as criaturas padecem vergastadas pelo vendaval das suas paixões. A vaidade, o egoísmo, a falta de ética e a desonestidade ensejam funestas consequências. Muitas das criaturas que se infelicitam, realmente gostariam de viver com dignidade e todas desejam ser felizes. Embora alguns desatinos pareçam sedutores, cedo ou tarde mostram seu lado amargo. O problema é que muitos se afirmam frágeis em excesso para vencer suas más tendências. Não é possível ser ingênuo e imaginar que a renovação moral se dê por um passe de mágica. Maus hábitos cristalizados por longo tempo não somem apenas porque a criatura decidiu mudar. Entretanto, a renovação é sempre possível e corre por conta da perseverança de quem a deseja. Nessa luta contra as trevas internas, surge a importância da fé. Pedro afundou por duvidar, conforme assentou o Cristo. Então, importa acreditar firmemente que a retificação da própria realidade espiritual é possível. Talvez hajam algumas quedas, mas a crença no sucesso necessita estar sempre presente. Essa crença será tão mais efetiva quanto mais se baseie nas propostas do Cristo.

A vivência da fraternidade, da esperança e da pureza constitui o maior antídoto contra as ilusões do mundo. Quando Jesus realmente adentra o barco da vida de alguém, cessam as tormentas das paixões. Surge a paz, não como um privilégio, mas como consequência natural de uma vida digna.

E eu ainda acrescentaria parte de uma importante mensagem certa vez trazida por Seu Tranca Ruas das Almas: 

"...Se alguém te deixou é porque não sabe o seu valor. Logo, enterre a criatura no lago dos esquecidos. Limpe o seu coração, esvazie-se. Quem tem equilíbrio não guarda mágoas. Só as pessoas com problemas emocionais é que se ressentem...."

Laroiê Exu!

Paz e Luz... Saravá Fraterno a todos!

Ouça os Pontos da Linha de Esquerda da Umbanda

A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho. Caboclo Índio Tupinambá.

Caboclo Índio Tupinambá

Caboclo Índio Tupinambá
"...Onde quer que Você esteja... meu Menino... Estarei Sempre com Você... Anauê!"

Luz Crística

Pense Nisso...

"Estudo, requer meditação. A meditação leva a conclusões. E as conclusões fazem com que as pessoas modifiquem os seus hábitos e suas atitudes" – Dr. Hermann (Espírito) por Altivo Pamphiro (Médium)

Obras Básicas da Doutrina Espírita - Pentateuco Espírita

O Livro dos Espíritos - Contendo os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade – segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ordenados por Allan Kardec. O Livro dos Médiuns - Contendo os ensinamentos dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo. Em continuação de "O Livro dos Espíritos" por Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo - Com a explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida por Allan Kardec. Fé inabalável só é a que pode encarar a razão, em todas as épocas da Humanidade. Fé raciocinada é o caminho para se entender e vivenciar o Cristo. O Céu e o Inferno - Exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e demônios, sobre as penas, etc., seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte por Allan Kardec. "Por mim mesmo juro - disse o Senhor Deus - que não quero a morte do ímpio, senão que ele se converta, que deixe o mau caminho e que viva". (EZEQUIEL, 33:11). A Gênese - Os milagres e a predições segundo o Espiritismo por Allan Kardec. Na Doutrina Espírita há resultado do ensino coletivo e concordante dos Espíritos. A Ciência é chamada a constituir a Gênese de acordo com as leis da Natureza. Deus prova a sua grandeza e seu poder pela imutabilidade das suas leis e não pela ab-rogação delas. Para Deus, o passado e o futuro são o presente.
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