Espiritualizando



Fé Racional

"Em lugar da fé cega que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inquebrantável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. À fé é necessária uma base, e essa base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque ela quer se impor e exige a adição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio." (O Evangelho Segundo o Espiritismo.)

Espiritualize-se...

Sábio é aquele que a tudo compreende e nada ignora. Deus não impôs aos ignorantes a obrigação de aprender, sem antes ter tomado dos que sabem o juramento de ensinar.

Nenhum mistério resiste à fragilidade da Luz. Conhecer a Umbanda é conhecer a simplicidade do Universo.



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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A Linha das Sereias na Umbanda


As Sereias são seres que vivem nas Dimensões Aquáticas do Plano Encantado da Vida. Manifestam-se na Umbanda dentro da chamada Linha do Povo do Mar, sob a regência do Orixá Iemanjá.

Quando incorporam em suas médiuns, umas ficam sentadas, como que de lado, e outras ficam em pé.

As que ficam sentadas movem o tronco e os braços, como se estivessem nadando e se banhando nas ondas.

As que ficam em pé, tal como os Marinheiros, movem-se com passos de dança e fazem uma linda coreografia mágico-religiosa. Nesses movimentos, vão recolhendo todas as cargas energéticas negativas do ambiente, dos seus médiuns e da assistência.

São higienizadoras, têm um poder de limpeza e purificação inigualável pelas outras Linhas de Umbanda, uma vez que nos trazem de forma potencializada as Energias da Dimensão Aquática onde vivem.

O arquétipo é poderoso porque tem a sustentação dos Orixás Femininos das Águas, as Forças Primordiais da Criação.

Quando incorporam, as Sereias não costumam falar. Apenas emitem um som que parece um canto e que, na verdade, é um mantra que repetem o tempo todo.

Para os clarividentes, mostram-se como seres com um corpo metade humano e metade peixe.

Como entender isso, dentro da religião de Umbanda?

A metade humana indica que são espíritos.

A metade peixe indica que se adaptaram ao meio, durante suas evoluções.

A evolução nos ensina que para caminhar sobre a terra temos que ter pernas; e que para viver na água se deve ter nadadeiras.

Seres que sempre viveram e evoluíram dentro da água também receberam de Deus tudo de que precisavam para se adaptarem ao meio a eles destinado.

A Espiritualidade Superior explica que há tantas formas de vida na Criação Divina que não devemos nos surpreender com nenhuma delas e sim, entendê-las.

Há Dimensões da Vida que são, em si, realidades plenas e destinadas a formas de vida específicas.

Há Dimensões Cristalinas, Minerais, Vegetais, Ígneas, Eólicas, Telúricas.

Também há Dimensões Aquáticas que não têm início ou fim; são infinitas e totalmente Aquáticas. São oceanos, só oceanos, tal como os conhecemos aqui na Terra, e dentro deles há tanta vida quanto Deus a criou.

As Sereias são seres Encantados da Natureza Aquática e também estão evoluindo.

O Plano Encantado é o Quinto Plano da Vida.

Em relação ao nosso planeta, este Plano é formado por 49 Dimensões, paralelas umas às outras. Em outros planetas, o número de Dimensões Encantadas pode ser maior ou menor.

As 49 Dimensões do Plano Encantado são trienergéticas, sendo formadas por combinações de Energias Elementais Puras com Energias Mistas das Dimensões Elementais Duais.

Essa combinação de energias do Quinto Plano da Vida cria condições ideais para que, ali, os seres, que já têm seu emocional desenvolvido e equilibrado, apurem a sensibilidade, a sensitividade e a percepção, depurando suas faculdades mentais dos vícios dos instintos básicos.

Dentro das 49 Dimensões do Plano Encantado, há sete Dimensões Cristalinas, sete Minerais, sete Vegetais, sete Ígneas, sete Eólicas, sete Telúricas e sete Aquáticas.

Em cada Dimensão, os seres vivenciam integralmente o Sentido da Vida relacionado às Energias que ali predominam.

Como alguém que dedicasse sua vida a estudar determinado assunto, vindo a saber tudo a respeito dele, assim também os seres que habitam naquelas Dimensões são “especializados” nas Energias do Sentido da Vida que lá predomina.

As Sereias vêm das Dimensões Aquáticas. E os seres Aquáticos estão associados ao Sentido da Geração.

Quando se manifestam entre nós, as Sereias nos envolvem de forma intensa com seu Magnetismo Aquático, de grande força equilibradora e purificadora do nosso campo emocional, e também nos despertam o Sentido da Geração e a Criatividade.

Elas purificam e equilibram nosso corpo emocional porque já têm o próprio emocional purificado, equilibrado e desenvolvido. É como se trouxessem a Natureza Aquática até nós, porque são portadoras desse Magnetismo e o vivenciam o tempo todo.

As Sereias, como tudo quanto existe nos mares, são regidas por Iemanjá e a têm na conta de Mãe Divina de todas.

Servem a Divina Mãe com dedicação e amor e gostam de nós porque, após concluírem o estágio Encantado da Evolução, irão para o estágio Natural, onde também deixarão de ter o corpo de peixe, da cintura para baixo, e daí em diante terão um corpo feminino igual ao dos espíritos humanos.

As Sereias não são como nas lendas, que as descrevem como seres que atraem os pescadores e os arrastam para o fundo do mar, sumindo com eles...

Elas são Seres da Natureza Aquática, mas em seu lado espiritual, pois não pertencem ao lado material.

Esses espíritos híbridos (metade peixe/metade mulher) possuem formidáveis poderes que, se colocados em nosso auxílio, muito nos ajudam.

Como o arquétipo já existia, em função dos mitos e das lendas, então não foi surpresa elas se manifestarem quando se canta para Iemanjá.

Na Umbanda, Iemanjá é tida como a “mãe-sereia”, a mãe dos peixes; diferente da Iemanjá Nigeriana, que não conhecia o mar, pois a Nigéria não faz limite com o mar. Na Nigéria, Iemanjá é associada às águas doces e existe até um rio com o seu nome. O que precisamos entender é que os Orixás foram reinterpretados e adaptados à Umbanda e à nossa cultura ocidental.

Na Umbanda, Iemanjá é a Regente do mar e tem sua hierarquia de auxiliares, que são: na Esquerda, os Exus, Pombagiras e Exus Mirins do mar; e na Direita, os Caboclos e as Caboclas do mar, os Marinheiros, bem como as Sereias.

No Estágio Encantado (Quinto Plano da Vida) elas são Sereias. Mas quando alcançam o Estágio Natural, no Sexto Plano da Vida, passam a ser denominadas Ninfas.

As Ninfas são uma transição para um estágio posterior, quando tornarão a encantar-se e se transformarão em Iemanjás, Oxuns e Nanãs da Natureza.

Quando se reencantam e se tornam Orixás da Natureza, adquirem o direito de se manifestarem já como Mães-Orixás, em seus médiuns, aos quais amparam e conduzem em suas evoluções.

Dentro de um trabalho religioso de Umbanda, havendo solicitação dos Mentores, uma oferenda para a Linha das Sereias pode seguir os elementos que são ofertados ao Orixá Iemanjá, a Regente da Linha. No caso, podemos usar rosas brancas, frutas aquosas e suaves, conchas recolhidas na beira-mar e ervas, por exemplos, para que sejam imantados e revertam suas energias em nosso benefício.

(FONTES: Os livros “Gênese Divina de Umbanda Sagrada” e “Arquétipos da Umbanda”, de Rubens Saraceni, Madras Editora.)

sábado, 5 de janeiro de 2013

Orixás Brigam Pela Nossa Coroa?




Olá a todos, mais uma vez estamos aqui prestando nossa contribuição para divulgarmos o lado sagrado da Umbanda que tanto amamos. Hoje abordaremos um esclarecimento sobre algo que comumente escutamos em determinados terreiros por parte de seus dirigentes quando estão fazendo um atendimento com o consulente dizem:

“FILHO, ORIXÁ TAL ESTÁ BRIGANDO COM ORIXÁ TAL PELA SUA COROA.”

Será que isso é verdadeiro?

Quando estudamos a Teologia de Umbanda aprendemos que Orixá que significa “senhores do alto ou ainda senhores da luz” são qualidades de Deus. Nós temos Orixás que regem: a fé, o amor, o conhecimento, a justiça, a lei, a evolução e a geração na vida dos seres, qualidades estas ligadas diretamente a Nosso Pai Olorum (Deus).

Se entendermos que Deus é a perfeição suprema, como podemos admitir que tenha lógica que determinado Orixá esta brigando pela nossa coroa?Isso nos mostra uma falha que não existe em Deus e que não pode ser aceita de forma racional. Irmãos e irmãs, muitos pela falta de informação “dizem a verdade que lhes cai bem” porém que somente sobrevive no meio humano, pois não tem um lado divino ou seja, não tem fundamento.Quando estudamos os planos da vida, ou planos da criação verificamos a perfeição de Deus no que tange o momento exato que adentramos na vibração do planeta e a fatoração de nossos Pais e Mães Orixás.

Orixá é sagrado, é amor, é luz, não se pode hoje dentro da Umbanda acreditar que os mesmos brigariam pela coroa de um filho, mostrando assim uma falha gravíssima na criação. Alegarmos tal anátema é abrir uma comparação infeliz na perfeição divina. Muitos sacerdotes mal informados e alimentados por fantasias, ainda pregam este absurdo o que mostra uma deficiência imensa em nossa religião criando mitos e dogmas desnecessários. É preciso conduzir nossa religião com bom senso antes de qualquer prática! Orixá tem fundamento, tem força e tem luz, pois são qualidades de Deus e não ficam por ai disputando esta ou aquela cabeça!

Conheça mais sua religião, estudando obras sérias, questionando seus guias e acima de tudo conhecendo o fundamento sagrado da Umbanda. Encerro por aqui nossa reflexão semanal deixando um pensamento do Paulo de Tarso: “Tudo me é lícito, porém nem tudo me convém…”

Reflita e viva a Umbanda com alegria, amor e paz… Na luz dos Orixás!

Com meu abraço fraternal,

Géro Maita.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

O Paraíso e o Inferno



Em todas as épocas o homem tem acreditado, por intuição, que a vida futura deveria ser feliz ou infeliz, em razão do bem ou do mal que se fez aqui em baixo. Crendo que a Terra é o centro do universo, os Antigos tinham colocado o Paraíso no Céu e o Inferno sob a terra. Esta idéia, que predominou durante séculos, tornou-se obsoleta quando a ciência se pôs a observar as profundezas do espaço e da Terra. Diante desses novos conhecimentos, as crenças tiveram que se modificar: o céu e o inferno foram deslocados. Onde estão? Diante desta questão, as religiões permanecem mudas.
O Espiritismo veio esclarecer esta questão nos ensinando que não existem lugares circunscritos para as almas.
Os Espíritos são criados simples e ignorantes, mas com a aptidão de tudo adquirir e de progredir, em virtude de seu livre arbítrio. Pelo progresso, eles adquirem novos conhecimentos, novas faculdades, novas percepções e, por conseguinte, novos gozos desconhecidos dos Espíritos inferiores; eles vêem, entendem, sentem e compreendem o que os Espíritos atrasados não podem ver, nem entender, nem sentir, nem compreender. A felicidade está na razão do progresso realizado; de sorte que, de dois Espíritos, um pode não ser tão feliz quanto o outro unicamente porque não é tão avançado intelectual e moralmente, sem que tenham necessidade de estar em lugares distintos. Ainda que estejam ao lado um do outro, um pode estar nas trevas, enquanto que tudo resplandece ao redor do outro, absolutamente como um cego e um vidente de mãos dadas; um percebe a luz, que não causa nenhuma impressão sobre seu vizinho. A felicidade dos Espíritos, sendo inerente às qualidades que possuem, são por eles absorvida em toda parte onde a encontram, na superfície da Terra, no meio dos encarnados ou no espaço.
Uma comparação vulgar permitirá compreender ainda melhor esta situação. Se, em um concerto se encontrarem dois homens, um bom músico, de ouvido exercitado, o outro sem conhecimento de música e com sentido da audição pouco desenvolvido, o primeiro experimentará uma sensação de felicidade, enquanto que o segundo ficará insensível, porque um compreende e percebe o que não causa nenhuma impressão sobre o outro. Assim são todos os gozos dos Espíritos, que estão na razão da sua aptidão em senti-los. O mundo espiritual tem esplendores por toda parte, harmonias e sensações que os Espíritos inferiores, ainda submetidos à influência da matéria, sequer entrevêem, e que são acessíveis apenas aos Espíritos depurados.
O espírito adiantado está liberto de todas as necessidades corporais. A alimentação e o sono não têm para ele nenhuma razão de ser. Ele deixa para sempre, ao sair da Terra, as vãs inquietações, os sobressaltos e todas as quimeras que envenenam a existência aqui em baixo. Os espíritos inferiores levam com eles, para o lado de lá do túmulo, seus hábitos, suas necessidades e suas preocupações materiais. Não podendo se elevar acima da atmosfera terrestre, eles voltam para compartilhar da vida dos humanos, misturar-se em suas lutas, em seus trabalhos e em seus prazeres. Suas paixões e seus apetites, sempre despertos, superexcitados pelo contínuo contacto da humanidade, os sobrecarregam, e a impossibilidade de os satisfazer torna-se para eles uma causa de torturas.
O espírito puro leva com ele sua luz e sua felicidade; elas o seguem por toda parte; fazem parte integrante de seu ser. Da mesma forma, o espírito culpado arrasta com ele sua noite, seu castigo, seu opróbrio. Os sofrimentos das almas perversas não são menos vivos por não serem materiais. O inferno não é senão um lugar quimérico, um produto da imaginação, um espantalho, necessário talvez, para ser imposto às pessoas infantis, mas que nada tem de real.
Pode-se ler em O Livro dos Espíritos, a propósito da eternidade das penas:
«Interroguem seu bom senso, sua razão, e perguntem se uma condenação perpétua por alguns momentos de erro não seria a negação da bondade de Deus? Que é, com efeito, a duração da vida, fosse ela de cem anos, com relação à eternidade? Eternidade! Compreendem bem essa palavra? Sofrimentos, torturas sem fim, sem esperança, por algumas faltas! Seu julgamento não recusa um tal pensamento? Que os antigos tivessem visto no mestre do universo um Deus terrível, ciumento e vingativo, se concebe; na sua ignorância, emprestaram à divindade as paixões dos homens; mas esse não é o Deus dos cristãos, que coloca o amor, a caridade, a misericórdia, o esquecimento das ofensas na categoria das primeiras virtudes: poderia Ele mesmo falhar nas qualidades das quais fez um dever? Não há contradição em lhe atribuir a bondade infinita e a vingança infinita? Vocês dizem que antes de tudo Ele é justo, e que o homem não compreende sua justiça; mas a justiça não exclui a bondade, e Ele não seria bom se consagrasse a penas horríveis e perpétuas, a maior parte de suas criaturas. Poderia Ele impor aos seus filhos a justiça como uma obrigação, se não lhes tivesse dado os meios de a compreender? Além disso, não é uma sublime justiça, unida à bondade, fazer depender dos esforços do culpado para se melhorar a duração das penas? Aí está a verdade destas palavras: «A cada um segundo as suas obras».
«Deus não criou os seres para que fossem devotados ao mal perpetuamente; apenas os criou simples e ignorantes, devendo todos progredir, em um tempo mais ou menos longo, conforme sua vontade. A vontade pode ser mais ou menos tardia, como há crianças mais ou menos precoces, mas ela vem, cedo ou tarde, pela irresistível necessidade que experimenta o Espírito de sair de sua inferioridade e de ser feliz. A lei que rege a duração das penas é então eminentemente sábia e benevolente, pois que subordina esta duração aos esforços do Espírito».
Chega enfim um dia em que o espírito, após haver percorrido o ciclo de suas existências planetárias e ser purificado por seus renascimentos e suas migrações através os mundos, vê cerrar a série de suas encarnações e se abrir a vida espiritual definitiva, a verdadeira vida da alma, onde o mal, a sombra e o erro estão banidos. Então, as últimas influências materiais se esvaneceram. A calma, a serenidade e a segurança profunda substituíram as aflições e as inquietudes de outrora. A alma atingiu o termo de suas provas; está assegurada de não mais sofrer. Com que sentimento emocionado rememora os fatos de sua vida, esparsos na sucessão dos tempos, sua longa ascensão, a lenta conquista de seus méritos! Que ensinamento nesta marcha ininterrupta, ao curso da qual se constitui e se afirma a unidade de sua natureza, de sua personalidade imortal!
Da lembrança dos longínquos sobressaltos, dos cuidados, das dores, ela se reporta às felicidades do presente e as saboreia com delícia. Que embriaguez sentir-se viver no meio de espíritos esclarecidos, pacientes e doces; unir-se a eles pelos laços de uma afeição que nada perturba; compartilhar suas aspirações, suas ocupações, seus gostos; saber-se compreendida, sustentada, amada, desligada das necessidades e da morte, jovem de uma juventude que os séculos não mais tomam! Depois, estudar, admirar, glorificar a obra infinita, penetrar mais profundamente os divinos mistérios; reconhecer por toda parte a justiça, a beleza e a bondade celeste, identificar-se com elas, dessedentar-se, nutrir-se; seguir os gênios superiores em suas tarefas e missões; compreender que chegaremos a igualá-los, que subiremos ainda mais alto, que sempre, sempre, novas alegrias, novos trabalhos, novos progressos nos esperam: tal é a vida eterna, magnífica, transbordante, a vida do espírito purificado pelo sofrimento.
Vale a pena anotar:

   
* O paraíso e o inferno não existem em lugares circunscritos: eles representam o estado de consciência do Espírito segundo o bem ou o mal que realizou.
   
 * Nenhuma pena é eterna. Não depende senão da vontade do Espírito melhorar sua condição.

Para saber mais:

    * O Livro dos Espíritos de Allan Kardec (4ª parte, cap. II, Penas e gozos futuros)
    * O Céu e o Inferno de Allan Kardec (1ª parte, cap. III, O céu)
    * O Céu e o Inferno de Allan Kardec (1ª parte, cap. IV, O inferno)
    * O Céu e o Inferno de Allan Kardec (1ª parte, cap. VI, Doutrina das penas eternas)
    * O Céu e o Inferno de Allan Kardec (1ª parte, cap. VII, As penas futuras segundo o Espiritismo)
    * Após a morte de Léon Denis (4ª parte, cap. XXXIII, A vida no espaço)
    * Após a morte de Léon Denis (4ª parte, cap. XXXIV, Erraticidade)
    * Após a morte de Léon Denis (4ª parte, cap. XXXV, A vida superior)
    * Após a morte de Léon Denis (4ª parte, cap. XXXVII, O inferno e os demônios)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O Umbral e as Colonias Espirituais



Localiza-se em um universo paralelo que ocupa um espaço invisível aos nossos sentidos que vai do solo terrestre até a algumas dezenas de metros de altura na nossa atmosfera.

O tempo, e as condições climáticas do Umbral seguem um ritmo equivalente ao local terrestre onde se encontra. Quando é noite sobre uma cidade, é noite em sua equivalência no Umbral. A névoa densa que cobre toda atmosfera dificulta a penetração da luz solar e da lua. A impressão que se tem é que o dia é formado por um longo e sombrio fim de tarde. A noite não é possível ver as estrelas e a lua aparece com a cor avermelhada entre grossas nuvens. Sua maior concentração populacional está junto as regiões mais populosas do globo.

Encontramos cidades de todos os portes, grupos de nômades e espíritos solitários que habitam pântanos, florestas e abismos. 

É descrito por quem já esteve lá como sendo um ambiente depressivo, angustiante, de vegetação feia, ambientes sujos, fedorentos, de clima e ar pesado e sufocante. Para alguns espíritos é uma região terrível e horripilante. Para outros é o local onde optaram viver. A vegetação vária de acordo com a região do Umbral. Muitas vezes constituída por pouca variedade de plantas. As árvores são normalmente de baixa estatura, com troncos grossos e retorcidos, de pouca folhagem. Existem também áreas desertas, locais rochosos, e lugares de vegetação rasteira composta de ervas e capim. É possível encontrar alguns tipos de animais e aves desprovidos de beleza. No Umbral se encontram montanhas, vales, rios, grutas, cavernas, penhascos, planícies, regiões de pântano e todas as formas que podem ser encontradas na Terra.

Como os espíritos sempre se agrupam por afinidade (igual a todos nós aqui na Terra), ou seja, se unem de acordo com seu nível vibracional, existem inúmeras cidades habitadas por espíritos semelhantes. Algumas cidades se apresentam mais organizadas e limpas do que outras. Todas possuem espíritos lideres que são chamados de diversos nomes: chefes, governadores, mestres, presidentes, imperadores, reis, etc. São espíritos inteligentes mas que usam sua inteligência para a prática consciente do mal. São estudiosos de magia, conhecem muito bem a natureza e adoram o poder, quase sempre odeiam o bem e os bons que podem por em risco sua posição de liderança.

Há grupos de pessoas nas cidades que trabalham para os chefes. Acreditam ter liberdade e muitas vezes gostam de servirem seu chefe na ansiedade pelo poder e status. Consideram-se livres, mas na verdade não o são, ao menor erro ou na tentativa de fugir são duramente punidos.

Existem os espíritos escravos que vivem nas cidades realizando trabalho e mantendo sua estrutura sem receberem nada em troca além da possibilidade de lá morarem. São duramente castigados quando desobedecem e vivem cercados pelo medo imposto pelo chefe da cidade.

As cidades possuem construções semelhantes as que encontramos nas cidades da Terra. As maiores construções são de propriedade do chefe e de seus protegidos. Sempre existem locais grandiosos para festas, e local para realização de julgamentos dos que lá habitam. Em cada cidade existem leis diferentes especificadas pelos seus lideres. Lá também encontramos bibliotecas recheadas de livros dedicados a tudo que de mal e negativo possa existir. Muitos livros e revistas publicados na Terra são encontrado lá, principalmente os de conteúdo pornográfico.

Pode-se se perguntar. Porque é permitido que existam estes chefes e desta estrutura negativa de tanto sofrimento? Deus nos permite tudo, ele nos deu o livre-arbítrio. O homem tem total liberdade para fazer tudo de ruim ou tudo de bom. Quando faz ou constrói algo de ruim acaba se prejudicando com isso e aos poucos, com o passar de anos ou de séculos vai aprendendo que o único caminho para a libertação do sofrimento e da felicidade plena é a prática do bem. A vida na Terra e no Umbral funciona como grandes escolas onde aprendemos no amor ou na dor.

Ninguém vai para o UMBRAL por castigo. A pessoa vai para o lugar que melhor se adapta a sua vibração espiritual. Quando deseja melhorar existe quem ajude. Quando não deseja melhorar fica no lugar em que escolheu. Todos que sofrem no Umbral um dia são resgatados por espíritos do bem e levados para tratamento para que melhorem e possam viver em planos de vibrações superiores. Existem muitos que ficam no Umbral por livre e espontânea vontade se aproveitando do poder e dos benefícios que acreditam ter em seus mundos.

Além das cidades encontramos o que é chamado de Núcleos. Não constitui uma cidade organizada como conhecemos, mas se trata de um agrupamento de espíritos semelhantes. Os grupamentos maiores e mais conhecidos são os dos suicidas. Estes núcleos são encontrados nas regiões montanhosas, nos abismos e vales. Por serem espíritos perturbados são considerados inúteis pelos habitantes do Umbral e por isto não são aceitos e nem levados para as cidades em volta. Os vales dos suicidas são muito visitados por espíritos bons e ruins. Os bons tentam resgatar aqueles que desejam sair dali por terem se arrependido com sinceridade do que fizeram. Os espíritos ruins fazem suas visitas para se divertirem, para zombarem ou para maltratarem inimigos que lá se encontram em desespero. Não é difícil imaginar um local com centenas de milhares de pessoas que cometeram suicídio, todas ali unidas, sem entender o que está acontecendo já que não estão mortas como desejariam estar.

Existem os núcleos de drogados onde também existem pequenas cidades. Existem algumas poucas cidades de drogados de porte grande no Umbral. Realizam-se grandes festas e são cidades movimentadas. Existem relatos psicografados sobre uma região de drogados chamada de Vale das Bonecas e cidades como a de Tongo que é liderada por um Rei. Para todo tipo de vício da carne existem cidades e núcleos de viciados. Por exemplo, existem cidades de alcoólatras ou de compulsivos sexuais. Todos os viciados costumam visitar o planeta Terra em bandos para sugarem as energias prazerosas dos vivos que possuem os mesmos vícios.

É comum a existência de núcleos de marginais. Locais onde estão reunidos assaltantes, assassinos, ladrões, traficantes, e outros tipos de criminosos em sintonia mútua.
Nas regiões fora das cidades e longe dos núcleos encontramos andarilhos solitários, espíritos considerados inúteis até pelos povos de cidades e núcleos do Umbral.

Grandes tempestades de chuva e raios ocorrem em todo Umbral. Tem importante função de limpar os excessos de energias negativas acumuladas no solo e no ar, tornando o ambiente menos insuportável aos seus habitantes.

As cidades, tribos e vilarejos do Umbral normalmente possuem chefes ou lideres. São pessoas inteligentes com capacidade de liderança que costumam controlar, dominar e explorar as almas que nestas cidades residem. Como pode ver não é muito diferente da vida aqui na Terra onde temos exploradores e explorados. Exercem seu controle a partir do medo, das mentiras, da escravidão, de regras rígidas e violência. Algumas sabem que estão no Umbral e sabem que trabalham pelo mal das pessoas. Seu reinado não dura muito tempo já que espíritos superiores trabalham para convencer sobre o mal que faz a si mesmo fazendo o mal aos outros. É comum que estes “chefes” desapareçam inesperadamente destas cidades por terem sido resgatados por bons Samaritanos em sua missão. Em pouco tempo uma nova liderança acaba assumindo o posto de chefe nestas cidades.

As regiões umbralinas são as que mais se parecem com a Terra. Os espíritos por estarem ainda muito atrelados a vida material, por lhe faltarem informação e conhecimento acabam vivendo suas vidas como se realmente estivessem vivos. As necessidades básicas do corpo acabam se manifestando nestes espíritos. Sofrem por sentirem dores, sono, fome, sede, desejos diversos.

No Umbral encontramos grupos de pessoas que se consideram justiceiras. Coletam espíritos desorientados em hospitais, cemitérios, e no próprio umbral. Pessoas que fizeram muito mal a outras durante a vida ou em outras vidas, e pessoas que fizeram poucos amigos e por isto não tem quem as possa ajudar. Estes espíritos sedentos de vingança e de justiça feita pelas próprias mãos conseguem aprisionar e escravizar as pessoas que capturam. Acreditam que as pessoas que estão no Umbral só estão lá por merecimento. E isto não deixa de ser verdade. Mas no lugar de ajudar estas pessoas eles a maltratam por vingança e ódio pelo mal que cometeram em quanto estavam vivas.

Somente quando estas pessoas se arrependem dos erros que cometem na Terra e esquecem os sentimentos negativos que ainda nutrem é que os espíritos mais elevados conseguem se aproximar para seu resgate.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Natal - Data Especial




No dia 25 de Dezembro que se aproxima comemora-se o nascimento do Mestre Jesus, Mestre Sananda, Jesus de Nazaré, Yeshua, Isa, Cristo.

Este Mestre da Hierarquia da Fé, veio ao mundo para ensinar ao homem, a venerar com Amor e Respeito o Deus nosso Pai Criador, que se manifesta em cada um de nós, pois todos somos Seres Divinos.

Jesus veio nos ensinar a venerar um Deus que encontramos em nosso interior, e não na figura do homem.

O simbolismo do momento, data “Nascimento de Jesus”, significa o nascimento do nosso Pai Criador em nossos respectivos íntimos. O instante em que somos capazes de nos voltar para nós mesmos, e reconhecer o nosso Deus Interior, a nossa Natureza Divina. E percebemos que a Vontade do Pai Maior pode se manifestar em nós.

Esta data significa o início do Caminho Místico, o qual trilhamos até que cheguemos de volta aos braços do Pai. E Mestre Jesus veio nos ensinar a trilhar esse caminho nos sentidos da Fé e do Amor.

Ao comemorá-la anualmente, estamos renovando a Fé e o Amor pelo Deus que habita em cada um de nós.

O Natal hoje se tornou um motivo para trocar presentes, enquanto o maior presente de todos já nos foi dado por Deus, que é poder ser um pedacinho dele. E o presente que podemos dar a alguém nesta data, é ver o Deus que há nela, reconhece-la como um ser Divino por isso perfeito, mas que pode somente estar neste momento desequilibrado.

No Natal todos estão mobilizados para preparar uma bela ceia, escolher a melhor roupa para usar, enfeitar a casa, brincar de Papai Noel. Este é o Natal da maioria das pessoas. Enquanto primeiro deveriam mobilizar-se para receber os aspectos divinos em nosso interior. A famosa frase “Jesus vem ceiar conosco esta noite” é falada em muitas casas neste dia, e é utilizada como motivo para preparar uma ceia estonteante. Isto é utilizar o Sagrado para justificar o Profano. “ Eis que bato a porta , SE abrires Eu entrarei e cearei contigo”…e muitos são os que não abrem a porta, pois estão envolvidos com a futilidade mundana. Lembrando mais algumas palavras “Onde houver dois ou três reunidos em Meu nome, eu estarei no meio deles.” E no Natal estamos nos reunindo em nome da troca dos presentes, das comidas saborosas, ou em respeito e reverência ao Mestre Jesus?

Una a sua família, acenda no íntimo de cada um a chama da Fé e do Amor, deem direção a esta data que está vazia de sentido. Avivem o Ser Divino de cada um, não importa como, se fazendo uma prece, um clamor, ou qualquer outra forma. Esta será a maneira que Deus se manifesta no seu interior, será a Vontade d’Ele.

Aos Magos, sugiro que também aproveitem o dia para se inspirar em Jesus, como um dos Grandes Magos que passou pela Terra. Na condição de Guardião dos Mistérios, auxiliou a todos que recorreram a ele. Amparado pelas Leis Divinas fez um lindo trabalho. E chamo a atenção também, para mais um simbolismo que há no “seu nascimento”: Os Três Reis Magos representam a Egrégora de Magia acolhendo o novo Mago que chegou para servir à Deus.

E, como Umbandista, não poderia deixar de falar que Nosso Amado Mestre Jesus trabalha da Hierarquia de Pai Oxalá, como um Oxalá Intermediário.

Portanto, desejo a todos que nesta data, todos se fortaleçam na Fé, livrando-se das ilusões e dos medos que os atormentam. E que através da Fé possam chegar ao Amor, Conhecimento, Justiça, Lei, Evolução e Geração.


Epa Babá Pai Oxalá! Agradeço ao Senhor por ter enviado um Senhor de sua hierarquia, para nos ensinar o que é a Fé; Para nos mostrar que não conseguimos chegar ao Pai Maior, sem passar pelo Primeiro Sentido da Vida que é a Fé. Peço hoje a sua benção a todos nós, que o Senhor nos ampare e estimule a nossa Fé sempre. Peço que envie a Sua Paz a todos nós agora e sempre. Amém!

Por Carla Guedes, com o auxílio dos Mestres Espirituais.

Ouça os Pontos da Linha de Esquerda da Umbanda

A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho. Caboclo Índio Tupinambá.

Caboclo Índio Tupinambá

Caboclo Índio Tupinambá
"...Onde quer que Você esteja... meu Menino... Estarei Sempre com Você... Anauê!"

Luz Crística

Pense Nisso...

"Estudo, requer meditação. A meditação leva a conclusões. E as conclusões fazem com que as pessoas modifiquem os seus hábitos e suas atitudes" – Dr. Hermann (Espírito) por Altivo Pamphiro (Médium)

Obras Básicas da Doutrina Espírita - Pentateuco Espírita

O Livro dos Espíritos - Contendo os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade – segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ordenados por Allan Kardec. O Livro dos Médiuns - Contendo os ensinamentos dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo. Em continuação de "O Livro dos Espíritos" por Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo - Com a explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida por Allan Kardec. Fé inabalável só é a que pode encarar a razão, em todas as épocas da Humanidade. Fé raciocinada é o caminho para se entender e vivenciar o Cristo. O Céu e o Inferno - Exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e demônios, sobre as penas, etc., seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte por Allan Kardec. "Por mim mesmo juro - disse o Senhor Deus - que não quero a morte do ímpio, senão que ele se converta, que deixe o mau caminho e que viva". (EZEQUIEL, 33:11). A Gênese - Os milagres e a predições segundo o Espiritismo por Allan Kardec. Na Doutrina Espírita há resultado do ensino coletivo e concordante dos Espíritos. A Ciência é chamada a constituir a Gênese de acordo com as leis da Natureza. Deus prova a sua grandeza e seu poder pela imutabilidade das suas leis e não pela ab-rogação delas. Para Deus, o passado e o futuro são o presente.
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