Espiritualizando



Fé Racional

"Em lugar da fé cega que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inquebrantável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. À fé é necessária uma base, e essa base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque ela quer se impor e exige a adição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio." (O Evangelho Segundo o Espiritismo.)

Espiritualize-se...

Sábio é aquele que a tudo compreende e nada ignora. Deus não impôs aos ignorantes a obrigação de aprender, sem antes ter tomado dos que sabem o juramento de ensinar.

Nenhum mistério resiste à fragilidade da Luz. Conhecer a Umbanda é conhecer a simplicidade do Universo.



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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Valorize-se para Crescer




Cada dia que a gente vive na Terra é um dia significativo demais para nós. Embora seja muito difícil viver no mundo - difícil, não por causa do mundo, mas por causa da gente - somos os únicos seres racionais que respiramos, sobre o planeta. Desse modo, todo tipo de confusões é gerado por nós, os seres inteligentes da criação de Deus.

Os animais seguem seu ciclo naturalmente. O que eles fazem está dentro da Lei do determinismo, do instinto. Os animais não erram jamais. Um predador, quando destrói o outro, o faz para comer e não apenas pelo prazer de destruir.

Quando olhamos as estações do ano, vemos como são regulares. Em todos os anos, as coisas se comportam do mesmo jeito. No inverno é frio, o verão é quente, o outono de folhas amareladas e muito fruto e, naturalmente, a primavera de flores.

O sol nasce sempre no mesmo lugar e se depõe sempre no mesmo lugar. O luar realiza o mesmo trabalho, a mesma qualidade de luar. Desde que os primeiros homens aportaram ao mundo, o luar é o luar. É uma chuva de prata sobre a Terra. E o sol a pino no meio dia é uma gargalhada de pingentes de ouro que a Divindade derrama sobre o mundo.

Então, se faz necessário que aprendamos a crescer para sermos dignos de todas essas bênçãos que Deus nos concede a cada dia. É importante que a gente cresça, é necessário que a gente cresça, é indispensável esse crescimento.

Não podemos esquecer que foi Jesus Cristo que nos disse que era importante que fôssemos perfeitos quão perfeito é o nosso Pai Celestial. Isso é um desafio. Naturalmente que não seremos perfeitos como Deus é perfeito. Mas, quando Jesus Cristo nos disse isto, é que Deus é a referência, a Ideia Divina é a referência para que marchemos para lá, através dos ensinamentos de Cristo.

Foi Ele também que nos disse:

Eu sou o Caminho, eu sou a Verdade, eu sou a Vida e ninguém chegará ao Pai se não for por mim.

Logo, essa direção que Ele nos aponta, esse sentido Divino que Ele nos dá, deverá ser percorrido através dos Seus ensinamentos. Então, para que se realize o nosso crescimento, será necessário que cada qual de nós se valorize.

E como é que a gente se valoriza? É muito interessante pensar nisso, porque há pessoas, variadíssimas pessoas no mundo, que têm um senso de auto-respeito muito comprometido. Dizemos que são pessoas que têm a auto-estima muito baixa. A estima por si mesmo é muito baixa nesse ou naquele indivíduo.E quando a nossa auto-estima é baixa, a gente começa a se desvalorizar, começamos a nos implodir, passamos a nos destruir a nós mesmos.

Quem sou eu? Eu não sou capaz disso não. Eu nunca vou aprender isso. Isso eu nunca serei capaz de fazer. Eu não sei isso. Quanta gente vive assim, se lamuriando, se lamuriando, se destruindo. Não é a vida que determinou isso para ela, não foi Deus que determinou isso para ela, é ela mesma que se vai destruindo. A auto-estima baixa.

Será importante que aprendamos a desenvolver por nós mesmos, a fim de crescermos, essa auto-estima alta, esse auto-respeito brilhante, nutrido, capaz de nos fazer dizer, por exemplo, ao invés de, diante de uma dificuldade:

Nunca vou aprender isto! dizermos: Eu ainda vou aprender isto!

Ao invés de dizer:

Eu nunca serei capaz de dizer isto! Eu ainda farei isto. -  Logo mais eu vou aprender isto. Eu ainda não sei, ainda não sei!

E, dessa maneira, nos lembramos de Jesus outra vez, nosso Modelo e nosso Guia como Ele é. Disse Jesus e o Evangelista Marcos escreveu:

Tudo é possível àquele que crê.

Isso porque quando nós cremos que as coisas vão acontecer, passamos a trabalhar com tal entusiasmo, com impulso interno, que fazemos com que as coisas aconteçam.

E Jesus Cristo nos diz ainda:

Tudo aquilo que pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vos atenderá.

Pedir ao Pai não significa que Ele nos dará de graça, significa que vamos correr atrás, vamos buscar. Em nome do nosso crescimento é preciso que a gente se valorize.

*   *   *

Todas as vezes que estivermos pensando em nossa valorização, não poderemos ser pessimistas, imaginando-nos sempre pessoas incapazes. Temos que fazer o contrário. Somos filhos de Deus, carregamos essa marca da Divindade. Tudo é possível àquele que crê que pode fazer. Tudo é possível a nós, desde que o queiramos.

Vós sois deuses... Vós sois o sal da Terra... Vós sois a luz do mundo...

Tantas coisas temos ouvido de Jesus Cristo, nesses dois milênios que nos separam de Sua estada na Terra, que nos faz ter esse brio próprio, que não tem nada a ver com orgulho nem vaidade. É esse auto-respeito, essa capacidade de buscar em nós e ao nosso derredor, aquilo que nos faça crescer, aquilo que seja fruto de nossa auto-valorização.

Estudar, por exemplo. Não adianta ficarmos dizendo: Isto não entra na minha cabeça! Eu não tenho cabeça para isto! Porque apenas vamos fixando negatividades. Apenas vamos confirmando a nossa tese de incapacidades.

É importante que digamos: Eu ainda vou aprender isto, mesmo que demore. Um dia, eu chegarei lá! Eu serei apto a fazer isto. Vou aplicar-me para fazer isto!

Sempre as expressões afirmativas. Exatamente por causa dessas expressões afirmativas, nós iremos conquistando as coisas gradativamente e aí seremos pessoas capazes de se valorizar no trabalho profissional.

Nunca nos conformemos em fazer o trabalho sob nossos cuidados da mesma forma, da mesma maneira medíocre. Estaremos sempre desejosos de nos aperfeiçoar, de fazer de uma maneira diferente, de embelezar mais o nosso trabalho, de torná-lo um trabalho feito melhor, mais rapidamente, de forma eficiente para que ele seja eficaz. Então, nós vamos crescendo.

Aquela pessoa que aprendeu a cozinhar muito lentamente, muito vagarosamente, ora salgava a comida, ora deixava dura, vai se desenvolvendo de tal maneira que se torna uma pessoa apreciada por todos aqueles que gostam dos seus pratos, dos seus preparos.

Aqueles que aprenderam a cantar, a princípio desafinados, desentoados, mas vão se aprimorando, vão fazendo aulas, vão fazendo cursos, vão treinando e se tornam verdadeiras cotovias.

Aqueles que começaram a jogar futebol como pernas de pau, como dizemos popularmente, aqueles que não sabiam de que lado estava o seu gol, vão observando, vão olhando, vão aprendendo, vão treinando e daí a pouco são uns verdadeiros craques.

Em todas as coisas que façamos, poderemos sempre nos aprimorar, sempre melhorar. Podemos nos aprimorar como amigos, como familiares, como marido e mulher. Aquela coisa de ser sempre do mesmo jeito, como a gente casou, e dizendo sempre do mesmo jeito as coisas... nós vamos aprendendo a dizer a mesma coisa de forma mais bonita, usar palavras mais bem postas, usar expressões mais elegantes.

Vamos aprendendo a nos desenvolver, a falar melhor. Não se justifica que, no mundo de hoje, em pleno século XXI, cometamos os mesmos erros em nosso idioma, com tantos livros na banca de jornal, com tantas bibliotecas ao nosso dispor. Ainda que o nosso país tenha poucas bibliotecas, mas teremos uma biblioteca na nossa cidade, no nosso bairro, em algum lugar. Apanharemos emprestado com um amigo, com um professor nosso, com alguém que nos possa emprestar, mas vamos aprimorando.

Os nossos conhecimentos de História, História do Brasil. Como é que foi que tudo começou aqui?

Cada vez que a gente vai se aprimorando, vamos crescendo. A gente vai crescendo E é tão importante que vamos aprendendo com isso a gostar mais de nós. Vamos conseguindo nos amar melhor, nos amar mais e, desse modo, a vida vai tendo um outro sabor para nós, outro sentido para nós.

Aprenderemos a nos desenvolver como religiosos. Deixaremos de ser essas pessoas piegas, repetindo chavões e aprenderemos que Deus não está apenas nos textos dos livros. Deus tem que estar na nossa vida.

Aprenderemos que a palavra de Deus não é simplesmente a palavra que está escrita na Bíblia. A palavra de Deus é toda palavra boa, toda palavra que vem para construir o bem, para reerguer a alma, para nos fazer felizes. Dita por uma criança, por um velho, por um jovem, por um professor, dita por um orador, dita por um religioso.Toda expressão boa representa a Lei de Deus. É a palavra de Deus.

Vamos amadurecendo os nossos conceitos, vamos aprendendo a nos valorizar, a não jogar pérolas aos porcos. Se as pessoas estão zombando de nós ou da nossa crença, ou do nosso modo de pensar, nós as respeitamos. E para demonstrar que as respeitamos, nos respeitamos a nós mesmos com a auto-estima alta.

Porque só será possível que amemos o próximo, quando aprendermos a amar a nós mesmos, como propôs Jesus de Nazaré:

Amai o vosso próximo como amai a vós mesmos.

E a partir disso, vamos verificar que a nossa vida será valorizadíssima. Cresceremos ao infinito, sob a luz do nosso Mestre Jesus.

Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 102, apresentado por Raul Teixeira, sob coordenação da Federação Espírita do Paraná.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A Linha das Sereias na Umbanda


As Sereias são seres que vivem nas Dimensões Aquáticas do Plano Encantado da Vida. Manifestam-se na Umbanda dentro da chamada Linha do Povo do Mar, sob a regência do Orixá Iemanjá.

Quando incorporam em suas médiuns, umas ficam sentadas, como que de lado, e outras ficam em pé.

As que ficam sentadas movem o tronco e os braços, como se estivessem nadando e se banhando nas ondas.

As que ficam em pé, tal como os Marinheiros, movem-se com passos de dança e fazem uma linda coreografia mágico-religiosa. Nesses movimentos, vão recolhendo todas as cargas energéticas negativas do ambiente, dos seus médiuns e da assistência.

São higienizadoras, têm um poder de limpeza e purificação inigualável pelas outras Linhas de Umbanda, uma vez que nos trazem de forma potencializada as Energias da Dimensão Aquática onde vivem.

O arquétipo é poderoso porque tem a sustentação dos Orixás Femininos das Águas, as Forças Primordiais da Criação.

Quando incorporam, as Sereias não costumam falar. Apenas emitem um som que parece um canto e que, na verdade, é um mantra que repetem o tempo todo.

Para os clarividentes, mostram-se como seres com um corpo metade humano e metade peixe.

Como entender isso, dentro da religião de Umbanda?

A metade humana indica que são espíritos.

A metade peixe indica que se adaptaram ao meio, durante suas evoluções.

A evolução nos ensina que para caminhar sobre a terra temos que ter pernas; e que para viver na água se deve ter nadadeiras.

Seres que sempre viveram e evoluíram dentro da água também receberam de Deus tudo de que precisavam para se adaptarem ao meio a eles destinado.

A Espiritualidade Superior explica que há tantas formas de vida na Criação Divina que não devemos nos surpreender com nenhuma delas e sim, entendê-las.

Há Dimensões da Vida que são, em si, realidades plenas e destinadas a formas de vida específicas.

Há Dimensões Cristalinas, Minerais, Vegetais, Ígneas, Eólicas, Telúricas.

Também há Dimensões Aquáticas que não têm início ou fim; são infinitas e totalmente Aquáticas. São oceanos, só oceanos, tal como os conhecemos aqui na Terra, e dentro deles há tanta vida quanto Deus a criou.

As Sereias são seres Encantados da Natureza Aquática e também estão evoluindo.

O Plano Encantado é o Quinto Plano da Vida.

Em relação ao nosso planeta, este Plano é formado por 49 Dimensões, paralelas umas às outras. Em outros planetas, o número de Dimensões Encantadas pode ser maior ou menor.

As 49 Dimensões do Plano Encantado são trienergéticas, sendo formadas por combinações de Energias Elementais Puras com Energias Mistas das Dimensões Elementais Duais.

Essa combinação de energias do Quinto Plano da Vida cria condições ideais para que, ali, os seres, que já têm seu emocional desenvolvido e equilibrado, apurem a sensibilidade, a sensitividade e a percepção, depurando suas faculdades mentais dos vícios dos instintos básicos.

Dentro das 49 Dimensões do Plano Encantado, há sete Dimensões Cristalinas, sete Minerais, sete Vegetais, sete Ígneas, sete Eólicas, sete Telúricas e sete Aquáticas.

Em cada Dimensão, os seres vivenciam integralmente o Sentido da Vida relacionado às Energias que ali predominam.

Como alguém que dedicasse sua vida a estudar determinado assunto, vindo a saber tudo a respeito dele, assim também os seres que habitam naquelas Dimensões são “especializados” nas Energias do Sentido da Vida que lá predomina.

As Sereias vêm das Dimensões Aquáticas. E os seres Aquáticos estão associados ao Sentido da Geração.

Quando se manifestam entre nós, as Sereias nos envolvem de forma intensa com seu Magnetismo Aquático, de grande força equilibradora e purificadora do nosso campo emocional, e também nos despertam o Sentido da Geração e a Criatividade.

Elas purificam e equilibram nosso corpo emocional porque já têm o próprio emocional purificado, equilibrado e desenvolvido. É como se trouxessem a Natureza Aquática até nós, porque são portadoras desse Magnetismo e o vivenciam o tempo todo.

As Sereias, como tudo quanto existe nos mares, são regidas por Iemanjá e a têm na conta de Mãe Divina de todas.

Servem a Divina Mãe com dedicação e amor e gostam de nós porque, após concluírem o estágio Encantado da Evolução, irão para o estágio Natural, onde também deixarão de ter o corpo de peixe, da cintura para baixo, e daí em diante terão um corpo feminino igual ao dos espíritos humanos.

As Sereias não são como nas lendas, que as descrevem como seres que atraem os pescadores e os arrastam para o fundo do mar, sumindo com eles...

Elas são Seres da Natureza Aquática, mas em seu lado espiritual, pois não pertencem ao lado material.

Esses espíritos híbridos (metade peixe/metade mulher) possuem formidáveis poderes que, se colocados em nosso auxílio, muito nos ajudam.

Como o arquétipo já existia, em função dos mitos e das lendas, então não foi surpresa elas se manifestarem quando se canta para Iemanjá.

Na Umbanda, Iemanjá é tida como a “mãe-sereia”, a mãe dos peixes; diferente da Iemanjá Nigeriana, que não conhecia o mar, pois a Nigéria não faz limite com o mar. Na Nigéria, Iemanjá é associada às águas doces e existe até um rio com o seu nome. O que precisamos entender é que os Orixás foram reinterpretados e adaptados à Umbanda e à nossa cultura ocidental.

Na Umbanda, Iemanjá é a Regente do mar e tem sua hierarquia de auxiliares, que são: na Esquerda, os Exus, Pombagiras e Exus Mirins do mar; e na Direita, os Caboclos e as Caboclas do mar, os Marinheiros, bem como as Sereias.

No Estágio Encantado (Quinto Plano da Vida) elas são Sereias. Mas quando alcançam o Estágio Natural, no Sexto Plano da Vida, passam a ser denominadas Ninfas.

As Ninfas são uma transição para um estágio posterior, quando tornarão a encantar-se e se transformarão em Iemanjás, Oxuns e Nanãs da Natureza.

Quando se reencantam e se tornam Orixás da Natureza, adquirem o direito de se manifestarem já como Mães-Orixás, em seus médiuns, aos quais amparam e conduzem em suas evoluções.

Dentro de um trabalho religioso de Umbanda, havendo solicitação dos Mentores, uma oferenda para a Linha das Sereias pode seguir os elementos que são ofertados ao Orixá Iemanjá, a Regente da Linha. No caso, podemos usar rosas brancas, frutas aquosas e suaves, conchas recolhidas na beira-mar e ervas, por exemplos, para que sejam imantados e revertam suas energias em nosso benefício.

(FONTES: Os livros “Gênese Divina de Umbanda Sagrada” e “Arquétipos da Umbanda”, de Rubens Saraceni, Madras Editora.)

sábado, 5 de janeiro de 2013

Orixás Brigam Pela Nossa Coroa?




Olá a todos, mais uma vez estamos aqui prestando nossa contribuição para divulgarmos o lado sagrado da Umbanda que tanto amamos. Hoje abordaremos um esclarecimento sobre algo que comumente escutamos em determinados terreiros por parte de seus dirigentes quando estão fazendo um atendimento com o consulente dizem:

“FILHO, ORIXÁ TAL ESTÁ BRIGANDO COM ORIXÁ TAL PELA SUA COROA.”

Será que isso é verdadeiro?

Quando estudamos a Teologia de Umbanda aprendemos que Orixá que significa “senhores do alto ou ainda senhores da luz” são qualidades de Deus. Nós temos Orixás que regem: a fé, o amor, o conhecimento, a justiça, a lei, a evolução e a geração na vida dos seres, qualidades estas ligadas diretamente a Nosso Pai Olorum (Deus).

Se entendermos que Deus é a perfeição suprema, como podemos admitir que tenha lógica que determinado Orixá esta brigando pela nossa coroa?Isso nos mostra uma falha que não existe em Deus e que não pode ser aceita de forma racional. Irmãos e irmãs, muitos pela falta de informação “dizem a verdade que lhes cai bem” porém que somente sobrevive no meio humano, pois não tem um lado divino ou seja, não tem fundamento.Quando estudamos os planos da vida, ou planos da criação verificamos a perfeição de Deus no que tange o momento exato que adentramos na vibração do planeta e a fatoração de nossos Pais e Mães Orixás.

Orixá é sagrado, é amor, é luz, não se pode hoje dentro da Umbanda acreditar que os mesmos brigariam pela coroa de um filho, mostrando assim uma falha gravíssima na criação. Alegarmos tal anátema é abrir uma comparação infeliz na perfeição divina. Muitos sacerdotes mal informados e alimentados por fantasias, ainda pregam este absurdo o que mostra uma deficiência imensa em nossa religião criando mitos e dogmas desnecessários. É preciso conduzir nossa religião com bom senso antes de qualquer prática! Orixá tem fundamento, tem força e tem luz, pois são qualidades de Deus e não ficam por ai disputando esta ou aquela cabeça!

Conheça mais sua religião, estudando obras sérias, questionando seus guias e acima de tudo conhecendo o fundamento sagrado da Umbanda. Encerro por aqui nossa reflexão semanal deixando um pensamento do Paulo de Tarso: “Tudo me é lícito, porém nem tudo me convém…”

Reflita e viva a Umbanda com alegria, amor e paz… Na luz dos Orixás!

Com meu abraço fraternal,

Géro Maita.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

O Paraíso e o Inferno



Em todas as épocas o homem tem acreditado, por intuição, que a vida futura deveria ser feliz ou infeliz, em razão do bem ou do mal que se fez aqui em baixo. Crendo que a Terra é o centro do universo, os Antigos tinham colocado o Paraíso no Céu e o Inferno sob a terra. Esta idéia, que predominou durante séculos, tornou-se obsoleta quando a ciência se pôs a observar as profundezas do espaço e da Terra. Diante desses novos conhecimentos, as crenças tiveram que se modificar: o céu e o inferno foram deslocados. Onde estão? Diante desta questão, as religiões permanecem mudas.
O Espiritismo veio esclarecer esta questão nos ensinando que não existem lugares circunscritos para as almas.
Os Espíritos são criados simples e ignorantes, mas com a aptidão de tudo adquirir e de progredir, em virtude de seu livre arbítrio. Pelo progresso, eles adquirem novos conhecimentos, novas faculdades, novas percepções e, por conseguinte, novos gozos desconhecidos dos Espíritos inferiores; eles vêem, entendem, sentem e compreendem o que os Espíritos atrasados não podem ver, nem entender, nem sentir, nem compreender. A felicidade está na razão do progresso realizado; de sorte que, de dois Espíritos, um pode não ser tão feliz quanto o outro unicamente porque não é tão avançado intelectual e moralmente, sem que tenham necessidade de estar em lugares distintos. Ainda que estejam ao lado um do outro, um pode estar nas trevas, enquanto que tudo resplandece ao redor do outro, absolutamente como um cego e um vidente de mãos dadas; um percebe a luz, que não causa nenhuma impressão sobre seu vizinho. A felicidade dos Espíritos, sendo inerente às qualidades que possuem, são por eles absorvida em toda parte onde a encontram, na superfície da Terra, no meio dos encarnados ou no espaço.
Uma comparação vulgar permitirá compreender ainda melhor esta situação. Se, em um concerto se encontrarem dois homens, um bom músico, de ouvido exercitado, o outro sem conhecimento de música e com sentido da audição pouco desenvolvido, o primeiro experimentará uma sensação de felicidade, enquanto que o segundo ficará insensível, porque um compreende e percebe o que não causa nenhuma impressão sobre o outro. Assim são todos os gozos dos Espíritos, que estão na razão da sua aptidão em senti-los. O mundo espiritual tem esplendores por toda parte, harmonias e sensações que os Espíritos inferiores, ainda submetidos à influência da matéria, sequer entrevêem, e que são acessíveis apenas aos Espíritos depurados.
O espírito adiantado está liberto de todas as necessidades corporais. A alimentação e o sono não têm para ele nenhuma razão de ser. Ele deixa para sempre, ao sair da Terra, as vãs inquietações, os sobressaltos e todas as quimeras que envenenam a existência aqui em baixo. Os espíritos inferiores levam com eles, para o lado de lá do túmulo, seus hábitos, suas necessidades e suas preocupações materiais. Não podendo se elevar acima da atmosfera terrestre, eles voltam para compartilhar da vida dos humanos, misturar-se em suas lutas, em seus trabalhos e em seus prazeres. Suas paixões e seus apetites, sempre despertos, superexcitados pelo contínuo contacto da humanidade, os sobrecarregam, e a impossibilidade de os satisfazer torna-se para eles uma causa de torturas.
O espírito puro leva com ele sua luz e sua felicidade; elas o seguem por toda parte; fazem parte integrante de seu ser. Da mesma forma, o espírito culpado arrasta com ele sua noite, seu castigo, seu opróbrio. Os sofrimentos das almas perversas não são menos vivos por não serem materiais. O inferno não é senão um lugar quimérico, um produto da imaginação, um espantalho, necessário talvez, para ser imposto às pessoas infantis, mas que nada tem de real.
Pode-se ler em O Livro dos Espíritos, a propósito da eternidade das penas:
«Interroguem seu bom senso, sua razão, e perguntem se uma condenação perpétua por alguns momentos de erro não seria a negação da bondade de Deus? Que é, com efeito, a duração da vida, fosse ela de cem anos, com relação à eternidade? Eternidade! Compreendem bem essa palavra? Sofrimentos, torturas sem fim, sem esperança, por algumas faltas! Seu julgamento não recusa um tal pensamento? Que os antigos tivessem visto no mestre do universo um Deus terrível, ciumento e vingativo, se concebe; na sua ignorância, emprestaram à divindade as paixões dos homens; mas esse não é o Deus dos cristãos, que coloca o amor, a caridade, a misericórdia, o esquecimento das ofensas na categoria das primeiras virtudes: poderia Ele mesmo falhar nas qualidades das quais fez um dever? Não há contradição em lhe atribuir a bondade infinita e a vingança infinita? Vocês dizem que antes de tudo Ele é justo, e que o homem não compreende sua justiça; mas a justiça não exclui a bondade, e Ele não seria bom se consagrasse a penas horríveis e perpétuas, a maior parte de suas criaturas. Poderia Ele impor aos seus filhos a justiça como uma obrigação, se não lhes tivesse dado os meios de a compreender? Além disso, não é uma sublime justiça, unida à bondade, fazer depender dos esforços do culpado para se melhorar a duração das penas? Aí está a verdade destas palavras: «A cada um segundo as suas obras».
«Deus não criou os seres para que fossem devotados ao mal perpetuamente; apenas os criou simples e ignorantes, devendo todos progredir, em um tempo mais ou menos longo, conforme sua vontade. A vontade pode ser mais ou menos tardia, como há crianças mais ou menos precoces, mas ela vem, cedo ou tarde, pela irresistível necessidade que experimenta o Espírito de sair de sua inferioridade e de ser feliz. A lei que rege a duração das penas é então eminentemente sábia e benevolente, pois que subordina esta duração aos esforços do Espírito».
Chega enfim um dia em que o espírito, após haver percorrido o ciclo de suas existências planetárias e ser purificado por seus renascimentos e suas migrações através os mundos, vê cerrar a série de suas encarnações e se abrir a vida espiritual definitiva, a verdadeira vida da alma, onde o mal, a sombra e o erro estão banidos. Então, as últimas influências materiais se esvaneceram. A calma, a serenidade e a segurança profunda substituíram as aflições e as inquietudes de outrora. A alma atingiu o termo de suas provas; está assegurada de não mais sofrer. Com que sentimento emocionado rememora os fatos de sua vida, esparsos na sucessão dos tempos, sua longa ascensão, a lenta conquista de seus méritos! Que ensinamento nesta marcha ininterrupta, ao curso da qual se constitui e se afirma a unidade de sua natureza, de sua personalidade imortal!
Da lembrança dos longínquos sobressaltos, dos cuidados, das dores, ela se reporta às felicidades do presente e as saboreia com delícia. Que embriaguez sentir-se viver no meio de espíritos esclarecidos, pacientes e doces; unir-se a eles pelos laços de uma afeição que nada perturba; compartilhar suas aspirações, suas ocupações, seus gostos; saber-se compreendida, sustentada, amada, desligada das necessidades e da morte, jovem de uma juventude que os séculos não mais tomam! Depois, estudar, admirar, glorificar a obra infinita, penetrar mais profundamente os divinos mistérios; reconhecer por toda parte a justiça, a beleza e a bondade celeste, identificar-se com elas, dessedentar-se, nutrir-se; seguir os gênios superiores em suas tarefas e missões; compreender que chegaremos a igualá-los, que subiremos ainda mais alto, que sempre, sempre, novas alegrias, novos trabalhos, novos progressos nos esperam: tal é a vida eterna, magnífica, transbordante, a vida do espírito purificado pelo sofrimento.
Vale a pena anotar:

   
* O paraíso e o inferno não existem em lugares circunscritos: eles representam o estado de consciência do Espírito segundo o bem ou o mal que realizou.
   
 * Nenhuma pena é eterna. Não depende senão da vontade do Espírito melhorar sua condição.

Para saber mais:

    * O Livro dos Espíritos de Allan Kardec (4ª parte, cap. II, Penas e gozos futuros)
    * O Céu e o Inferno de Allan Kardec (1ª parte, cap. III, O céu)
    * O Céu e o Inferno de Allan Kardec (1ª parte, cap. IV, O inferno)
    * O Céu e o Inferno de Allan Kardec (1ª parte, cap. VI, Doutrina das penas eternas)
    * O Céu e o Inferno de Allan Kardec (1ª parte, cap. VII, As penas futuras segundo o Espiritismo)
    * Após a morte de Léon Denis (4ª parte, cap. XXXIII, A vida no espaço)
    * Após a morte de Léon Denis (4ª parte, cap. XXXIV, Erraticidade)
    * Após a morte de Léon Denis (4ª parte, cap. XXXV, A vida superior)
    * Após a morte de Léon Denis (4ª parte, cap. XXXVII, O inferno e os demônios)

Ouça os Pontos da Linha de Esquerda da Umbanda

A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho. Caboclo Índio Tupinambá.

Caboclo Índio Tupinambá

Caboclo Índio Tupinambá
"...Onde quer que Você esteja... meu Menino... Estarei Sempre com Você... Anauê!"

Luz Crística

Pense Nisso...

"Estudo, requer meditação. A meditação leva a conclusões. E as conclusões fazem com que as pessoas modifiquem os seus hábitos e suas atitudes" – Dr. Hermann (Espírito) por Altivo Pamphiro (Médium)

Obras Básicas da Doutrina Espírita - Pentateuco Espírita

O Livro dos Espíritos - Contendo os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade – segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ordenados por Allan Kardec. O Livro dos Médiuns - Contendo os ensinamentos dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo. Em continuação de "O Livro dos Espíritos" por Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo - Com a explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida por Allan Kardec. Fé inabalável só é a que pode encarar a razão, em todas as épocas da Humanidade. Fé raciocinada é o caminho para se entender e vivenciar o Cristo. O Céu e o Inferno - Exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e demônios, sobre as penas, etc., seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte por Allan Kardec. "Por mim mesmo juro - disse o Senhor Deus - que não quero a morte do ímpio, senão que ele se converta, que deixe o mau caminho e que viva". (EZEQUIEL, 33:11). A Gênese - Os milagres e a predições segundo o Espiritismo por Allan Kardec. Na Doutrina Espírita há resultado do ensino coletivo e concordante dos Espíritos. A Ciência é chamada a constituir a Gênese de acordo com as leis da Natureza. Deus prova a sua grandeza e seu poder pela imutabilidade das suas leis e não pela ab-rogação delas. Para Deus, o passado e o futuro são o presente.
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