"Ninguém acende uma lâmpada e a coloca num lugar onde ficará escondida, ou sob uma tigela. Ao invés disso, coloca-se ela de pé, assim aquele que entrar pode enxergar a luz." "O reino de Deus está dentro de vós." "Eu sou o caminho, a verdade e a vida." Mestre Jesus Cristo.
Espiritualizando
Fé Racional
"Em lugar da fé cega que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inquebrantável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. À fé é necessária uma base, e essa base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque ela quer se impor e exige a adição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio." (O Evangelho Segundo o Espiritismo.)
Sábio é aquele que a tudo compreende e nada ignora. Deus não impôs aos ignorantes a obrigação de aprender, sem antes ter tomado dos que sabem o juramento de ensinar.
Nenhum mistério resiste à fragilidade da Luz. Conhecer a Umbanda é conhecer a simplicidade do Universo.
Tive fé, mas não fui atendido, muitos dizem. Pedis e não recebeis é porque pediste mal, proclamou o apóstolo Tiago. Isso significa que nem sempre a oração será atendida. Muitas vezes, achamos que temos razão, que os seres celestiais (Jesus, Buda, Oxalá) devem olhar nossas necessidades, mas não percebemos a presunção que permeia tal súplica. Será que realmente refletimos sobre que estamos solicitando? Quantas vezes somos os próprios responsáveis pelos erros cometidos e, logo em seguida, clamamos por ajuda espiritual? Óbvio que prontamente não haverá o auxílio - nem seria justo. No entanto, São Tomás de Aquino revelou que seremos atendidos se rezarmos, sem cessar, com perseverança e a devida compreensão da falha cometida.
Se mantivermos uma atitude positiva perante a vida, não haverá força negativa que invada nossos planos ou de inimigos que possam nos destruir. Assim, o melhor investimento em qualidade de vida é dedicar a si mesmo alguns minutos do dia para orar e meditar. Saiba que não existe oração poderosa nem santo milagroso que não dependa única e exclusivamente de nossa fé (desejo verdadeiro, força interior, crença inabalável).
Para orar, não fique retido ao banco de uma igreja ou ao altar de sua casa. Busque, igualmente, praça, jardim, pôr-do-sol, amanhecer, estrela, lua, mar, montanha e, até, o aconchego da cama. Há uma infinidade de locais. Deus está em todos eles, inclusive em sua alma, neste exato momento, mesmo que você não perceba ou sinta isso. Faça mais, Somente o bem pode gerar o bem! Mais Louvores do que súplicas, e ore diariamente. O sucesso chegará sem que você necessite rogar por ele. Igualmente, ore mais pelos outros (amigos, vizinhos, familiares), e o plano celestial retribuirá sem que precise implorar por ajuda.
Tão importante quanto clamar/louvar para si é fazê-lo pelos inimigos visíveis e invisíveis, porque a luz cintilará no coração de todos, e a desgraça será eliminada antes que você solicite. No mais: peça, implore, repita todos os dias até alcançar o objetivo. Ore, solicitando a intercessão dos santos, dos mártires, dos anjos, arcanjos, espíritos da natureza. Faça de sua emoção um palco de súplica. Visualize, pense, medite. Arrebata-te nos braços de Jesus, de Oxalá, de Buda, da Deusa, de quem desejar! Não tenha pudores nos braços do Senhor, já dizia Santa Tereza d'Ávila.
A idéia geral que se tem dos Guardiões do Astral, denominados na Umbanda por Exus, é controversa, polêmica e injusta. Por culpa de irmãos ignorantes - e também, alguns maus - esses Ordenadores, Cumpridores e Feitores da Lei Maior são confundidos com espíritos involuídos, os vulgos demônios e afins.
Quantos anúncios vemos pelas ruas da cidade e nos classificados de jornal que Sr. Zé Pelintra, Sr. Tranca Ruas ou mesmo Sra. Maria Padilha e Sra. Maria Mulambo são meros capatazes de "pais-de-santo" que atuam com baixa magia para vencer e destruir inimigos, separar casais, amarrar homem e outros quesitos indignos e mesquinhos que prometem cumprir em 3, 6, 12 horas, mediante a compra de material para o trabalho? A sordidez de tais "pais-de-santo" é tão desavergonhada que os mesmos, além de estarem usando - e difamando! - os nomes de nobres seareiros do Astral, dizem que faz caridade e não cobram pelo trabalho, apenas pelo material que será empregado!
Pois que, por causa desses inescrupulosos e sórdidos médiuns, que um dia macularam e corromperam tão divina missão, a da Mediunidade, nossos abençoados Guardiões, os Exus, são discriminados e difamados, confundidos com demônios, kiumbas, eguns (as várias denominações para os Espíritos humanos maus e sem Luz), quando, na verdade, Exu é a "polícia do Astral". Exus são espíritos que estão, pelo menos, um nível acima de nós, tão em caminhada à Luz quanto nós, mas que tomaram para si a incumbência de levar e fazer prevalecer a Ordem e a Justiça no nosso mundo, em todos os Planos que aqui se compõe, tanto este visível quanto o invisível - e além.
Exu, como eles mesmo dizem, é a Luz nas Trevas!
São Espíritos que se sacrificam em nome do Pai e a favor de nós - sim, NÓS, seus irmãos, muitas vezes ingratos! São Espíritos que adensam a sua matéria sutil e descem a níveis tão grosseiros que até mesmo nós encarnados, seres então adensados, não suportaríamos pela carga tóxica que emana de tais regiões. Umbral é fichinha perto dos lugares que os Exus se metem para desmontar antros de magia negra e resgatar outros irmãos que despertam a Luz em suas consciências, cansados de percorrer a estrada torta. Como o próprio nome diz, Umbral é somente a porta de entrada. Os Guardiões vão a níveis ainda mais profundos, chamados de Sub Crosta, que é o verdadeiro Inferno que a Igreja tem ensinado há séculos. Se já trememos e nos arrepiamos quando sentimos uma pequena descarga de energia perniciosa desferida por um encarnado ou desencarnado que está de pinimba conosco, imagina se nós conseguiríamos suportar a toxicidade e o peso áspero de tais regiões, tão agregadas de maldade e corrupção?!
Pois bem, os Exus conseguem. São eles que vão bater de frente com essa energia densa, negra e ácida. São eles que vêm nos socorrer e nos protege, quando invocamos a ajuda de Deus Pai ou Filho. "Exu é assim, assim ele é. Exu pode não ser anjo, mas diabo ele não é", como bem diz um de seus inúmeros pontos cantados.
Se te decides, efetivamente, a imunizar o coração contra as influências do mal, é necessário te convenças:
Que todo minuto é chamamento de Deus à nossa melhoria e renovação;
Que toda pessoa se reveste de importância particular em nosso caminho;
Que o melhor processo de receber auxílio é auxiliar em favor de alguém;
Que a paciência é o principal ingrediente na solução de qualquer problema;
Que sem amor não há base firme nas construções espirituais;
Que o tempo gasto em queixa é furtado ao trabalho;
Que desprezar a simpatia dos outros, em nossa tarefa, é o mesmo que pretender semear um campo sem cogitar de lavrá-lo;
Que não existem pessoas perversas e sim criaturas doentes a nos requisitarem amparo e compaixão;
Que o ressentimento é sempre foco de enfermidade e desequilíbrio;
Que ninguém sabe sem aprender e ninguém aprende sem estudar;
E que, em suma, não basta pedir aos Céus, através da oração, para que baixem à Terra, mas também cooperar, através do serviço ao próximo, para que a Terra se eleve igualmente para os Céus.
Recebido espiritualmente por Francisco Cândido Xavier - Texto extraído do livro "Meditações Diárias" – Editora Ide.
“... Olho para direita e vejo: não há
ninguém que cuide de mim. Não existe para mim um refúgio ninguém que se
interesse pela minha vida, eu vos chamo Senhor, vós sois meu refúgio, sois meu
quinhão na terra dos vivos. Atendei o meu clamor...” (Salmo 141, 5-7)
Montpellier, na França, foi no ano de 1295,
cenário e berço do nascimento de um de seus mais ilustres filhos; Roque! O
nobre Fidalgo João e sua esposa Libéria, aguardavam com ansiedade a chegada
dessa criança, era afinal, uma benção desejada.
Roque foi levado a pia Batismal, já nos primeiros
dias de vida; sua mãe Libéria, era mulher virtuosa, mulher de fé e piedosa, que
via naquele frágil bebê, um sinal de amor de Deus.
O pequeno Roque teve uma educação primorosa,
estudou nos melhores colégios e herdou de sua mãe os mais vivos sentimentos de
fé, e vida de oração.
Quando completou vinte anos, foi duramente provado
com a morte repentina de seus pais, vendo-se sozinho e com uma herança
invejável, sentiu em seu coração um forte apelo ao despojamento. Dispos de
todos os seus bens móveis em favor dos mais necessitados e os imóveis foram
entregues aos cuidados de seu tio; Roque em condições de pobre peregrino,
dirigiu-se a Roma.
Quando Roque chegou a Aguapendente, na Toscana, um
terrível epidemia (Peste Negra) se alastrava, e nosso jovem peregrino
ofereceu-se prontamente para tratar dos doentes que lotavam as enfermarias dos
hospitais.
De Aguapendente seguiu para Caesena e Rimini, por
toda parte onde chegava o jovem Roque, via-se desaparecer a terrível epidemia,
como que a fugir do Santo.
Foi em Roma que a caridade de Roque achou um novo
campo de ação, dedicando-se durante 3 anos, ao tratamento dos pobres e
abandonados doentes. Depois voltou aos lugares onde já tinha estado, e seu zêlo
escolhia entre os mais doentes, mais abonados, sempre nutrindo o desejo ardente
de poder oferecer a Deus o sacrifício da vida.
Por vária vezes foi provado pela doença e em todas,
o Senhor conservou-lhe a vida, no que todos reconheceram uma especial proteção
Divina.
Na Itália, Roque conheceu o carisma franciscano e
fez votos na Ordem Terceira, como irmão penitente.
Restabelecidas as forças, Roque seguiu para
Piacenza, onde a Peste dizimava a população. Com uma abnegação, que lhe era
peculiar, dedicou-se ao serviço de enfermeiro no hospital, sendo também
atingido pelo terrível mal. Após um sono profundo, foi acometido duma febre
violenta e atormentado por uma dor fortíssima na perna esquerda, causando-lhe
uma terrivel chaga.
Roque aceitou a doença, como uma Graça Divina, as
dores chegaram, porém, a tal ponto que fizeram chorar e gritar continuamente.
Em pouco tempo, Roque, viu-se abandonado e
desprezado por todos, decidiu em seu coração, não se tornar um peso para
ninguém. Com muito custo arrastou-se até um bosque e lá acomodou-se em uma
cabana abandonada.
Confiando no Senhor e entregando-se a sua Divina
Providência, Roque experimentou o amor de Deus, que todos os dias enviava um
cão para alimentá-lo, trazendo um pão tirado da mesa do Fidalgo Gottardo.
Certa manhã Gottardo, observando as atitudes do
cão, resolveu segui-lo e qual não foi sua surpresa ao encontra-lo na choupana
em companhia de Roque. Assim todos descobriram o paradeiro do Santo.
Gottardo ficou algum tempo em companhia de Roque e
este, sentindo-se restabelecido de sua forças decidiu voltar para sua terra
natal.
A França, por aquele tempo, estava em guerra, e
assim se explica que Roque, lá chegando fosse tomado por espião.
O sofrimento e a dor tinham deixado marcas
significativas em seu rosto, em seu corpo, que até o próprio Tio, que era o
juiz da cidade, não o reconheceu e condenou-o à prisão.
Toda essa humilhação, Roque aceitou sem protesto
algum, e todas as injustiças sofridas, ofereceu por amor a Jesus e pela
conversão dos pecadores.
Por cinco anos permanceu encarcerado sem que
ninguém o reconhecesse foi acometido por uma grave e terminal enfermidade, lá
no cárcere recebeu os Santos Sacramentos.
Confessou sua identidade ao Sacerdote, exalava de
seu corpo um suave perfume de santidade que se espalhou por todo o presídio,
Roque com seus 32 anos, entregou sua santa alma ao Senhor humilde e silenciosamente,
era o ano de 1327.
(O primeiro milagre póstumo que lhe é atribuido
foi a cura do seu carceireiro, que se chamava Justino e era manco de uma perna.
Ao tocar no corpo de Roque, para verificar se estaria morto realemente,
sentindo algo estranho percebeu sua perna milagrosamente curada).
Seu sepultamento, foi marcado por muitas honras e
grandes milagres, agora reconhecido com nobre filho de Montpelier. Tempos mais
tarde seus restos mortais foram transladados para Veneza, onde seus devotos lhe
erigiram um belo templo.
Assegura-se que por intercessão de São Roque,
muitas cidades foram poupadas da peste, entre elas Constança, na ocasião em que
dentro dos muros se lhe reunia o grande concílio, em 1414.
Para alcançar a vida eterna é necessária a prática
da virtude. Em São Roque temos o modelo de homem virtuoso de fato.
Os Santos são setas que nos indicam o caminho que
é Jesus, a verdade de Jesus e a vida que está em Jesus.
Oração
a São Roque
São Roque, que vos dedicastes com todo o amor aos doentes contagiados pela
peste, embora também a tenhais contraído, daí-nos paciência no sofrimento e na
dor.
São Roque, protegei não só a mim, mas
também aos meus irmãos e irmãs, livrando-nos das doenças infecciosas.
Enquanto eu estiver em condições de me
dedicar aos meus irmãos, proponho-me ajuda-los em suas reais necessidades,
aliviando um pouco o seu sofrimento.
São Roque, abençoai os médicos,
fortalecei os enfermeiros e atendentes dos hospitais e defendei a todos da
doenças e do perigos. Amém.
Hoje é Dia do nosso Pai Obaluaê - Evolução
Evoluir
significa crescer, aprimorar, lapidar, transformar, crescer mentalmente, passar
de um estágio a outro, ascender em uma linha de vida de forma contínua e
estável. Significa uma renovação contínua do ser, uma reposição constante de
valores, deixando para trás conhecimentos ultrapassados, hábitos e costumes
inadequados, atitudes e posturas velhas e decadentes. Significa procurar
continuamente o movimento e a estabilidade em nossas vidas. Pai Obaluaê é o
orixá que desperta em cada um de nós a vontade irresistível de seguir adiante,
de alcançar um nível de vida superior, para chegar mais perto de Deus. Ele é o
orixá do bem estar, da busca de melhores dias, de melhores condições de vida,
de sabedoria e de razão. A evolução costuma
ser representada por uma espiral
ascendente de progresso, por onde todos nós caminhamos.
Podemos, por vezes, ficar parados em algum lugar dessa espiral, o que significa
uma perda de tempo precioso. Podemos até escorregar para trás - perda ainda
maior de tempo e trabalho- mas, continuamos sempre. Não há como escapar ao
processo evolutivo. A evolução é uma situação pessoal. Ninguém evolui no lugar
do outro ou pelo outro. E o mais importante é que ninguém evolui de forma
isolada; ninguém evolui sozinho. O próprio universo é um fantástico
entrelaçamento de forças e formas. Todos nós temos em nosso interior um
potencial de incrível poder transformador e, junto da evolução pessoal, devemos
desenvolver ações amorosas e engrandecedoras, apoiadas no sentimento do
verdadeiro perdão. Precisamos eliminar os bloqueios que atrapalham nossa
evolução, dedicando diariamente alguns minutos, para perdoar as pessoas que, de
alguma forma, nos ofenderam, prejudicaram, rejeitaram, odiaram, abandonaram,
traíram, ridicularizaram, humilharam, amedrontaram, iludiram ou causaram
dificuldades. É necessário perdoar, especialmente, aqueles que nos provocaram,
até que perdêssemos a paciência e reagíssemos violentamente, sentindo, depois,
vergonha, remorso e culpa. Sabemos que, por várias vezes, fomos responsáveis
pelas agressões recebidas, pois confiamos em pessoas negativas e permitimos que
elas descarregassem sobre nós o seu mau caráter. Outras vezes, suportamos maus
tratos e humilhações, perdendo tempo e energia na inútil tentativa de conseguir
um bom relacionamento com elas. Devemos, também, pedir perdão a todas as
pessoas a quem, de alguma forma, consciente ou inconscientemente, ofendemos,
injuriamos, prejudicamos ou desagradamos. Só assim poderemos estar livres da
necessidade compulsiva de sofrer e conviver com indivíduos e ambientes
doentios. Vamos, a partir de agora, sob o amparo de nosso pai Obaluaê, iniciar
uma nova etapa de nossas vidas, em companhia de pessoas amigas, sadias e
competentes, compartilhando sentimentos nobres, enquanto trabalhamos pelo progresso
e evolução de todos.
Salve
Pai Obaluaê, orixá do perdão, da cura, das passagens e de todas as transformações!
Obaluaê
é o orixá que atua na evolução dos seres. "Pai Olorum, que tudo cria e
tudo gera, criou as qualidades de estabilidade e evolução. Sem
estabilidade nada se sustenta e sem transmutação tudo fica parado. A
estabilidade proporciona o meio ideal para os seres viverem e na mobilidade são
gerados os recursos para que eles evoluam.
Pai
Obaluaê é a divindade que representa essa qualidade dupla, pois tanto
sustenta cada coisa no seu lugar como conduz cada uma a ele. Ele está no
próprio Universo, na sustentação dos astros e no movimento da mecânica celeste.
Sua irradiação, aceleradora da vida, dos níveis e dos processos genéticos,
desperta nos seres a vontade de seguir em frente e evoluir. Obaluaê é o Pai
que, juntamente com Mãe Nanã, sinaliza as passagens de um estágio de evolução a
outro. Ambos são orixás terra-água; têm magnetismo misto, pois na terra está a
estabilidade e na água a mobilidade. Enquanto Mãe Nanã decanta os espíritos que
irão reencarnar, Pai Obaluaê estabelece o cordão energético que une o espírito
ao corpo (feto) e reduz o corpo plasmático do espírito, até que fique do
tamanho do corpo carnal alojado no útero materno. Pai Obaluaê é o "Senhor
das Passagens" de um plano a outro, de uma dimensão a outra, do espírito
para a carne e vice-versa. É o orixá da cura, do bem-estar e da busca de
melhores condições de vida. Na Umbanda, esse Pai é evocado como senhor das
almas, dos meios aceleradores de sua evolução. Quando um ser natural de Obaluaê
baixa num médium e gira no Templo, todos sentem uma serenidade e um bem estar
imenso, pois ele traz em si a estabilidade, a calmaria e a vontade de avançar,
de ir para mais perto de Deus. Esse Pai rege a linha das almas ou corrente dos
pretos velhos, que traz a natureza medicinal de Obaluaê, orixá curador. Muitos
têm sido curados, após clamarem por sua interseção. Os pretos velhos nos
transmitem paz, confiança, esperança e bem-estar.Os pontos de forças regidos
por Pai Obaluaê, no acima, são os cemitérios ou campos santos, lugares sagrados
para os povos de todas as culturas. São os pontos de transição do espírito,
quando deixa a matéria e passa para o plano espiritual.
Fonte:
Manual Doutrinário, Ritualístico e
Comportamental Umbandista Lurdes de Campos Vieira (Coord.) – Madras Ed.
A festa de Nossa Senhora da Glória é a mesma festa
litúrgica da Assunção de Nossa Senhora, em que a Igreja celebra a glorificação
de Maria coroada como rainha do céu e da terra. Por isso, Nossa Senhora da
Glória é representada com uma coroa na cabeça, um cetro na mão e o Menino Jesus
nos braços.
A devoção a Nossa Senhora da Glória chegou ao
Brasil em 1503, trazida pelos primeiros colonos portugueses que aqui chegaram e
construíram a primeira igreja a ela dedicada em Porto Seguro, na Bahia. Nossa
Senhora da Glória é festejada em 15 de agosto.
Maria aparece pela ultima vez nos escritos do Novo
Testamento no primeiro capítulo nos Atos dos Apóstolos: ela está no meio dos
apóstolos, em oração no cenáculo, aguardando a descida do Espírito Santo. Esta
celebração foi decretada no Oriente no séc. VII com um decreto do imperador
bizantino Maurício. No mesmo século a festa da Dormitio (significa passagem
para outra vida) foi introduzida também em Roma por um papa oriental, Sérgio I.
Mas passou-se um século antes que o termo Dormítio cedesse o lugar àquele mais
explícito de Assunção.
A
definição dogmática, pronunciada por Pio XII em 1950, declarando que Maria não
precisou aguardar como as outras criaturas, o fim dos tempos, para obter a
ressurreição corpória, quiseram pôr em evidência o caráter único da sua
santificação pessoal, pois o pecado nunca ofuscou, nem por um instante, o
brilho de sua alma. A união definitiva, espiritual e corporal do homem com
Cristo glorioso, é a fase final e eterna da redenção. Assim os santos, que já
tem a visão beatífica, estão se certo modo aguardando a plenitude final da
redenção, que em Maria já havia acontecido com a singular graça da preservação
do pecado.
Jesus
e Maria estão realmente associados na dor e no amor para espiarem a culpa dos
nossos progenitores. Maria é, portanto não só a Mãe do Redentor, mas também a
sua cooperadora, a ele intimamente unida na luta e na decisiva vitória. Essa
íntima união requer que também Maria triunfe como Jesus, não somente sobre o
pecado, mas também sobre a morte, os dois inimigos do gênero humano. Como a
redenção de Cristo tem a sua conclusão com a ressurreição do corpo, também a
vitória de Maria sobre o pecado, com a Imaculada Conceição, devia ser completa
com a vitória sobre a morte mediante a glorificação do corpo, com a Assunção,
pois a plenitude da salvação cristã é na participação do corpo na glória
celeste.
·
Sincretismo
da Nossa Senhora da Glória:
Iemanjá
·
Devoção
da Nossa Senhora da Glória:
Ela é gloriosamente recebida no céu, após sua dormição, tornando-se Rainha do
céu e da terra.
·
Data
Comemorativa:
15 de Agosto.
ORAÇÃO
Ó
Virgem Bem aventurada, louvada e querida de todos os Santos, rogai por mim,
pecador, ao vosso precioso Filho.
Estrela
dos Anjos, formosura dos Arcanjos e dos Santos Patriarcas, Santíssima Coroa dos
Mártires e das Virgens, ajudai-me, Senhora, naquela verdadeira hora da minha
morte para que possa ter ingresso minha alma em vossa preciosa morada.
Ó
Bem-aventurada protetora dos Cristãos. Virgem Santíssima, nas vossas mãos,
antes do sono eu entrego extenuado de fadiga, minha alma e que vosso santo
Filho me ampare com sua Santa Glória.
Livrai-me,
Mãe Santíssima, de meus inimigos, que eles tenham olhos e não me vejam.
Livrai-me da morte inesperada para que eu possa
morrer em tua Glória.
Mãe
Misericordiosa tem piedade de nós.
Amém.
Dia de Iemanjá na Umbanda
Vida é existência! Como somos seres espirituais, a vida é uma das vias
de evolução do espírito, que é eterno - imortal. A Mãe da Vida - criativa e
geradora - é a Divindade Iemanjá, criada e gerada pelo Divino Criador, Olorum,
para ser um princípio doador e amparador da vida. Ela atua com intensidade na
geração dos seres, das criaturas e das espécies. As características marcantes
da Divina Mãe Iemanjá são o amor maternal, a criatividade e a geração. Ela
simboliza o amparo, a maternidade que envolve os seres, amparando-os e
encaminhando-os diligentemente, protegendo-os até que tenham seus conscienciais
despertados, estando aptos a se guiar. A criatividade de Mãe Iemanjá torna os
seres, criaturas e espécies capazes de se adaptarem às condições e meios mais
adversos. geração irradia essa qualidade a tudo e a todos, concedendo-lhes a
condição de se fundirem, para se multiplicar e se repetir. Iemanjá é a amada
Mãe da Vida, pois gera vida em si mesma e sustenta o nascimento. Ela é a água
que vivifica os sentimentos e umidifica os seres, tornando-os fecundos na
criatividade (vida). Ela rege o mar, que é um santuário natural, um altar
aberto a todos. Por isso, é chamada "Rainha do Mar", para onde tudo é
levado, para ser purificado e depois devolvido. Água é vida. Somos regidos
pelas águas, pois tanto o nosso corpo como o nosso planeta são constituídos
predominantemente por água. A energia salina das Sete Águas Divinas de Mãe Iemanjá
cura enfermidades do espírito, queima larvas astrais resistentes e irradia
energias purificadoras para o nosso organismo. O mar é alimentador da vida e
irradiador de energias que purificam o planeta e o mantém imantado.Vida é
espiritualidade e espiritualização e, portanto, imortalidade. A carne é apenas
um meio para evoluirmos. A vida é a vivência das virtudes do espírito, na luz.
Iemanjá, nossa Mãe, Rainha do Mar, Senhora da Coroa estrelada, é a Orixá
Maior doadora da vida e dona do ponto de força da natureza, o Mar, santuário
aberto, onde tudo é levado para ser purificado e depois devolvido. Ela foi
gerada na qualidade criativa e geradora do Criador Olorum e é a criatividade e
a geração em si mesma. Iemanjá rege sobre a geração e simboliza a maternidade,
o amparo materno, a mãe propriamente dita. Iemanjá é a água que nos dá a vida,
como uma força divina. O Planeta Terra é na verdade, o planeta água, porque se
constitui de três quartos de água. Quando não há água, não há vida, e sem vida
nada existe. Iemanjá, a Guardiã do Ponto de Força da Natureza, o Mar, é a Orixá
que tem um dos maiores santuários. As pessoas que vivem onde há muita água são
mais emotivas. Quem vive à beira-mar absorve uma irradiação marinha muito
forte. Isso o torna mais saudável, menos suscetível a doenças do que quem vive
distante do mar. A irradiação marinha, assim como a das matas, é purificadora
do nosso organismo. Do mar saem irradiações energéticas salinas que purificam o
planeta e energias magnéticas que imantam o globo terrestre, ou o mantém
imantado. O mar é um santuário, um altar aberto a todos e regido por nossa mãe Iemanjá,
a Rainha do Mar, onde tudo é levado para ser purificado e depois
devolvido. Iemanjá, nossa mãe geradora, a mãe da vida, é em si mesma a
qualidade criativa e geradora de Olorum. Ela não é uma deusa, mas é um
princípio criativo, doador da vida, que gera a criatividade e a irradia de
forma neutra a tudo que vive, dando-lhes a apacidade de se adaptar às condições
e meios mais adversos à vida. Também gera e irradia a qualidade
genésica,concedendo a tudo e a todos a condição de se fundir com coisas ou
seres afins para multiplicar-se e repetir-se.
A energia salina cura enfermidades do espírito, queima larvas astrais
resistentes, irradia energias purificadoras para o nosso organismo. O mar é o
melhor irradiador de energias cristalinas; suas águas são condutores naturais
de energias elementais, que são concretizações puras de energia. O mar é
alimentador da vida. Esta é uma ação permanente. O homem não pode alterá-la e
ela não depende do homem para existir ou atuar. É um princípio divino e, como
tal, age sobre tudo e todos. À beira-mar, sobre o mar e dentro do mar existe um
plano etéreo da vida que é habitado por muito mais seres que na face da terra.
A vida ali, atinge a casa das dezenas de bilhões de seres regidos pelo
“principio” Iemanjá. O ponto de força do mar, e sua Guardiã, não querem ser
vistos apenas como objetos para adoração mística. Querem não ser profanados por
aqueles que trazem todos os vícios humanos em seu íntimo. Essas pessoas maculam
o mar com aquilo que têm de pior. Por isso o mar é tão fechado em seus
mistérios maiores, revelando apenas seus mistérios menores e, assim mesmo,
parcialmente. É uma forma de defesa de seus princípios sagrados. Iemanjá é a
Mãe da vida e como tudo o que existe só existe porque foi gerado, então, ela
está na geração de tudo o que existe. Ela atua na geração dos seres, das
criaturas e das espécies. O amor maternal é uma característica marcante dessa
divindade, mas, se Iemanjá é uma mãe ciumenta dos seus filhos, também é uma mãe
que não perdoa o erro daqueles que vão até seu ponto de força na natureza, os
mares para fazer o mal. Olhem para o mar e começarão a descobrir os mistérios
da Natureza. Descobrindo o seu encanto e magia, irão conhecer o outro lado da
vida. Ao mar, alimentador da vida, se dirigem milhares de espíritos após o
desencarne, à procura de paz. Lá encontram um campo vasto para viver em Paz.
Simbolicamente, Mãe Iemanjá é representada com a estrela do mar, que é a
estrela da geração (vida).
Fonte: Manual Doutrinário, Ritualístico e Comportamental
Umbandista Lurdes de Campos Vieira (Coord.) – Madras Ed.
Oração
‘Doce, meiga e querida Mãe Iemanjá. Vós permitiste
que no seio de vossa morada se formassem as primitivas formas de vida, que
foram o berço de toda a criação, de toda a natureza e de toda a humanidade,
aceitai nossas preces de reconhecimento e amor.
Que os lampejos que emanam de vosso diáfano manto
de estrelas venham, como benéficas vibrações espirituais, aliviar os males,
curar aos doentes, apaziguar os nossos irmãos revoltados, consolar os corações
aflitos. Que as flores e oferendas que depositamos em vosso tapete sagrado,
sejam por vós aceitas e quando entrarmos nas águas para vos ofertá-las sejam as
ondas do mar portadoras de vossos fluídos divinos. Fazei, Senhora Rainha das
Águas, com que a espuma das ondas em sua alvura imaculada traga-nos a presença
de Oxalá, limpe os nossos corações de todas as maldades e malquerenças.
Que os nossos corpos, tocados por vossas águas
sagradas, libertem-se em cada onda que passa, de todos os males materiais e
espirituais.
Que a primeira onda a nos tocar afaste
de nossas mentes todos os eventuais desejos de vingança; que a segunda lave
nossos corações e nosso espírito, para que não nos atinjam as infâmias e
malquerença de nossos desafetos; que a terceira onda afaste a vaidade de nossos
corações; que a quarta lave nosso corpo de todos os males e doenças físicas
para que, sadios, possamos prosseguir; que a quinta onda afaste de nossa mente
a ganância e a cobiça; que a sexta onda venha carregada de flores e que nosso
maior desejo seja o de cultivar o amor fraternal que deve existir entre todos
os homens; e que ao passar a sétima onda, nós , puros e limpos de mente, corpo
e alma, possamos ver, ainda que apenas por alguns segundos, o esplendor de
vossa radiosa imagem. É o que humildemente vos suplicam os filhos de Umbanda.
O que pensar desses
anúncios vinculados em jornais ou panfletos distribuídos nas ruas que prometem
a solução de nossos problemas amorosos, financeiros e de saúde? Eles funcionam
mesmo? Trazem a solução tão desejada?
Acredito que existem dois aspectos que devam ser
analisados. O primeiro refere-se ao desespero da pessoa que necessita ou deseja
a solução. O segundo é ver envolvido o nome da Umbanda nessa questão.
Analisando o primeiro aspecto, podemos
desmembrá-lo também em duas vertentes. A primeira compreensão da pessoa que por
acreditar que seu problema não seja de seu merecimento ou “culpa”, busca no
externo a solução do mesmo. Pessoas que buscam por esse tipo de “atendimento”
não têm menor noção de espiritualidade, de merecimento, e não estão nem um
pouco preocupadas com as conseqüências que este tipo de envolvimento pode
trazer, pois as desconhecem. Por acreditarem que o seu problema é conseqüência
de ações de terceiros, desafiam o próprio Deus, dizendo-se não merecedoras do
que estão passando.
Dentro de suas mentes obnubiladas pela dor e
sofrimento, querem uma solução rápida, mágica, que as façam verem-se livres e
felizes.
A segunda vertente diz respeito especificamente ao
sentimento do solicitante.
Muitos pedem que “a pessoa amada volte”. Ora,
sabemos que quem ama realmente deseja somente o bem do ser amado, portanto não
irá fazer um pedido desta natureza. Outras pessoas pedem que “fulano” perca o
emprego, pois ele precisa trabalhar e o “fulano” está atrapalhando; ou então
pedem pelo desencarne de “beltrano”. Francamente!
Mas, esses “trabalhos” funcionam? Certamente que
sim! Não para todos, mas para muitos ou alguns. Mas no fundo, no fundo, é
imprescindível que haja absoluta harmonia entre o solicitante, o executante e o
astral inferior. Portanto obter o resultado desejado apenas confirma a absoluta
sintonia entre essas três coisas.
Mas quem executa esses trabalhos em nível astral?
Espíritos que trabalham com forças trevosas, de baixo padrão vibratório e alta
densidade perispiritual. Espíritos altamente ligados à matéria, ao mundo encarnado.
Não são desprovidos de inteligência, muito pelo contrário, são desprovidos de
luz, de esclarecimentos da verdade eterna, de amor. Espíritos que saudosos de
seus tempos na terra ainda precisam se alimentar, fumar, beber, urinar,
defecar, sentem-se encarnados ainda, sentem dor, prazer sexual, etc. E para
satisfazerem as suas necessidades fisiológicas e outras intenções maléficas,
reúnem-se em torno de encarnados que poderão, por similitude vibratória,
atendê-los em seus desejos e aspirações. Muitos se agregam aos médiuns que por
sua invigilância, cedem lentamente a essas aspirações. Eles são ardilosos,
chegam a fazerem-se passar por Exu, dando ao médium a impressão de estar sendo
assistido pelo seu próprio Exu. Por isso é tão importante que o médium estude
sempre e mantenha-se empenhado no caminho do bem e da caridade.
Dentro de sua ousadia, esses obsessores envolvem o
médium dando-lhe “poderes” e sensações prazerosas em nível de terra. Atendem
rapidamente as necessidades mais mundanas do médium e se apresentam como
“solucionadores” de diversas questões. Mas ainda não é aí que começa a
cobrança. O médium empolgado desvia-se ainda mais, começa a procurar lugares
onde haja o mesmo tipo de afinidade vibratória, e tudo que estudou recebe outra
conotação. Começa a atender pessoas em casa e a pedir, sugestionado pelos
obsessores, os elementos que irão satisfazer as necessidades deles, e não vê
nada de mal em cobrar também pelo trabalho que irá executar. Afinal tem que
“salvar o santo”, “salvar o chão”, e salvar não sei mais o que.
A pessoa que foi pedir, poderá ou não receber a
“graça”, ou seja, a solução tão desejada, mas certamente ela receberá algumas
tantas companhias que turvarão ainda mais sua mente já tão conturbada e
perturbada pela dor. Neste caso em especial, não receber a “graça” é que é a
verdadeira graça, pois é sinal que a pessoa não está tão envolvida assim com a
espiritualidade inferior.
O segundo aspecto desta questão é quando envolvem
o sagrado nome da Umbanda nestes trabalhos. A Umbanda não se presta a este tipo
de coisa. Quem assim o diz está desviado de seu caminho. A Umbanda trabalha
justamente para combater o astral inferior e não compactua com obsessor, mas o
orienta e doutrina, ao contrário também do que muitos pensam.
Neste embate a primeira linha que é utilizada pela
Umbanda é a linha de Exu e Pomba Gira, porque são as entidades determinadas
pelo Astral Superior para esse trabalho em função de suas características
vibratórias, a sua enorme capacidade de manipulação energética e seu profundo
conhecimento das armadilhas do astral inferior. Exu trabalha para ascender às
hostes superiores, ou seja, para um dia vir a ser um Caboclo ou Preto Velho,
portanto jamais irá se deixar seduzir por armadilhas que ele tão bem conhece.
Além do mais, Exu trabalha sob as ordens de espíritos superiores que são os
enviados de Orixá. Logo, por dedução simples e lógica não faz sentido a
afirmação de que Exu faz tanto o mal quanto o bem, que não sabe diferenciar um
do outro; isso significaria inocência, coisa que está longe de ser uma das
características de Exu; além de significar que Exu seria um idiota, e não um
espírito de luz, guardião e defensor Exu é passional? Sim, Exu é passional, mas
não é bobo e muito menos violenta o livre arbítrio de ninguém, portanto Exu não
bate, não exige oferenda especial nenhuma, utiliza sim os elementos oferendados
(padé e bebida alcoólica), única e exclusivamente para manipular as energias
volatilizadas para a consecução dos objetivos propostos pelo Astral Superior, e
o mesmo não propõe que o Exu beba através de seu médium, mas que manipule a
essência dos elementos oferendados em favor dos seus comandados, estes sim mais
apegados as necessidades terrenas.
Eis o motivo de Exu ser tão mal compreendido. Eis
o motivo da Umbanda ser tão execrada. As pessoas leigas e os médiuns
desprovidos de esclarecimento e orientação, deixam-se levar por exemplos pouco
louváveis e acabam misturando as coisas.
O tempo que alguns médiuns perdem em querer
aprender “fuxicos”, oferendas e agrados para os Orixás e etc, deveriam usar
para elevarem o seu próprio padrão vibratório e se tornarem dignos de se
dizerem umbandistas.
Mas nada acontece por
acaso, pois todas as vezes que a Umbanda é atacada ela ressurge, tal qual
fênix, das cinzas dos médiuns invigilantes, através da força dos que realmente
amam a Umbanda.
Na grande maioria das vezes, é comum uma pessoa se
motivar em buscar sua espiritualidade porque experimenta um período de
calamidades emocionais, crises financeiras e existenciais. As portas do mundo
parecem fechadas para ela, e realmente é possível que estejam mesmo. São
momentos em que tudo dá errado, mas muito errado mesmo, a ponto de todos ao
redor sentirem pena. Nesse instante não dá realmente para ignorar que tem algo
estranho acontecendo. Além disso, muitas vezes o indivíduo adoece, sendo
acometido por dores fortes e outras complicações físicas. Literalmente, o mundo
caiu.
O que está acontecendo?
Na verdade, o mundo caiu mesmo porque foi
construído ao longo da vida sem alicerce firme, e agora a pessoa está colhendo
o que plantou.
Nesses momentos, a pessoa recorre a tudo que ela
já tenha ouvido falar, procurando ajuda para renascer e sair dessa lama que sua
vida se tornou. No desespero, inicia uma caminhada louca em busca de amenizar a
dor e o sofrimento, muitas vezes sem medir as consequências. É comum a procura
por milagres, milagreiros, gurus.
Não estou aqui desvalorizando a figura de tantas
pessoas que existem nesse mundo, que estão ensinando, ajudando, se portando
como verdadeiros mestres, que ajudam as pessoas a se entenderem em seus
aprendizados. No Brasil e no mundo, existem milhares de seres bem
intencionados, preparados, dedicados e verdadeiramente especiais, pois sem eles
a situação do Planeta seria ainda pior.
Refiro-me ao fato de que quando a pessoa mergulha
em um desespero, ela cria a tendência sempre de colocar a culpa no outro.
Então, naturalmente ela também vai achar que a solução de seus problemas está
com alguém externo e esse comportamento é condizente com quem está fora do
eixo.
Nessa busca por amenizar a dor, é comum as pessoas
buscarem igrejas, templos, religiões e filosofias que atribuem a causa de tanta
desgraça, crises e problemas à presença de seres desencarnados chamados de
obsessores ou encostos.
É claro que a influência produzida por espíritos
desencarnados e desequilibrados é nociva! Porém, quero evidenciar que a culpa
não é do encosto, do obsessor, do demônio ou sei lá de quem. A pessoa, por seu
comportamento, seu padrão emocional e mental, a sua conduta de vida, moral,
ética é que repele ou atrai tais influências.
Considero que a ajuda às pessoas que sofrem esse
tipo de influência seja necessária e que as energias intrusas precisam ser
removidas para que a pessoa viva feliz, mesmo porque, muitas vezes, sem ajuda
externa ela não consegue se libertar sozinha. Só que atribuir toda a culpa de
um fracasso atual para um "coitado" de um obsessor, puxa vida, aí é
injustiça!
Pergunte-se em primeiro lugar: O que eu fiz para
atrair esse tipo de influência? Por que eu estabeleci essa afinidade? Onde eu
errei? O que preciso mudar para isso não acontecer mais?
Bingo!!! É disso que estamos falando! A ajuda externa
é importante sim, mas não vai adiantar nada se você não mudar a sua maneira
antiga de pensar, e isso dá trabalho, requer empenho e dedicação.
Quantas pessoas se dizem obsidiadas, vão às suas
igrejas fazer descarregos, limpezas, purificações, desobsessões, no entanto
depois que voltam para casa, brigam com seus cônjuges, cultivam mágoa, ódio,
consomem álcool, cigarros, etc e não mudam nada em seus comportamentos. E daí,
o que será que acontece depois?
Não demora nada e a influência espiritual se forma
outra vez. Isso tudo sabe por quê?
Porque a única diferença que existe entre uma
pessoa e seu obsessor é que um está vivo e outro não, só isso. Estão
sintonizados pelo padrão de pensamentos, pelos vícios compatíveis, emoções
densas, etc. Desobsessão simples, sem grandes doses de consciência, dificulta a
evolução de qualquer ser.
Quando a pessoa se purifica e se eleva, a
afinidade com esses seres se desfaz. Com o padrão psíquico melhorando, passamos
a atrair seres espirituais com intenções muito mais elevadas, se configurando
nesse caso como uma bênção e não uma influência negativa.
A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho. Caboclo Índio Tupinambá.
Caboclo Índio Tupinambá
"...Onde quer que Você esteja... meu Menino... Estarei Sempre com Você... Anauê!"
Luz Crística
Pense Nisso...
"Estudo, requer meditação. A meditação leva a conclusões. E as conclusões fazem com que as pessoas modifiquem os seus hábitos e suas atitudes" – Dr. Hermann (Espírito) por Altivo Pamphiro (Médium)
Obras Básicas da Doutrina Espírita - Pentateuco Espírita