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Fé Racional

"Em lugar da fé cega que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inquebrantável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. À fé é necessária uma base, e essa base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque ela quer se impor e exige a adição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio." (O Evangelho Segundo o Espiritismo.)

Espiritualize-se...

Sábio é aquele que a tudo compreende e nada ignora. Deus não impôs aos ignorantes a obrigação de aprender, sem antes ter tomado dos que sabem o juramento de ensinar.

Nenhum mistério resiste à fragilidade da Luz. Conhecer a Umbanda é conhecer a simplicidade do Universo.



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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O que é Umbanda?




O texto abaixo é parte do conteúdo do livro História da Umbanda publicado em Agosto de 2010, Editora Madras.


Caso queiram repassar fiquem á vontade, peço apenas para não ocultar a fonte. Obrigado!

Definir o que é Religião não é tarefa fácil, definir o que é a Religião de Umbanda é muito mais complexo. Existe uma dificuldade em entender uma religião ainda em formação, na qual os elementos oriundos de outras culturas são, ainda, muito vivos e perceptíveis, o que faz parecer uma simples mistura de fatores diversos. No entanto, como diria Arthur Ramos, não existe religião pura[1], nem na essência e nem na forma, nenhuma outra teve origem diferente, “nada nasce do nada” ou melhor “nada se cria, tudo se transforma”. Novas religiões nascem da necessidade em atribuir novos significados a antigos símbolos, trazendo valores que possam dar um novo sentido a nossas vidas. Símbolos são um patrimônio da humanidade, que transcendem nossas visões individuais e limitadas, exercendo influência subjetiva em quem crê ou não nos mesmos, independente das mais variadas interpretações. Quem percebe que os símbolos são ancestrais, corre o risco de confundir o símbolo (atemporal) com sua interpretação (temporal), estes acabam por declarar que “sua interpretação (temporal) é milenar e ancestral (atemporal)”. Nossas interpretações são religiões, que nascem, crescem, evoluem, envelhecem e morrem, o que fica é símbolo e uma nova religião vai, com certeza reinterpretá-lo.  Desta forma a Umbanda renova a interpretação para símbolos diversos; produzindo um novo significado, daí uma nova religião na qual antigos símbolos e novos valores se acomodam assumindo uma identidade única.
         Para entender melhor estes símbolos, seus significado e formas pelas quais se acomodam nesta nova religião, nos fazemos a pergunta:

O que é Umbanda?

A pergunta não é nova, desde seu nascimento que procuram umbandistas e não umbandistas responder a esta pergunta. Ao longo destes 100 anos de Umbanda no Brasil, é possível colher diversas respostas, sob diferentes pontos de vista, paradigmas e interesses. A História da Umbanda nos ajuda entender  que as diferentes interpretações também são influenciadas por questões regionais, sociais, políticas, econômicas e  culturais.

“A Umbanda é um ritual religioso tão grande que
nem que mil mãos escrevessem por mil anos ininterruptos
esgotariam seus mistérios”
Rubens Saraceni. Umbanda o Ritual do Culto à Natureza, 1995.


  • “Umbanda é a manifestação do espírito para a caridade”
 Caboclo das Sete Encruzilhadas em seu médium Zélio de Moraes (15 de Novembro de 1908)

  • “Umbanda é Amor e Caridade”
 Mãe Zilméia de Moraes em seus vários depoimentos para a Revista Espiritual de Umbanda, nas comemorações dos 97 anos de Umbanda e nas oportunidades que tive de estar junto dela, sempre foi esta a mesma definição dada para a Umbanda.

  • “Umbanda é a Escola da Vida”; “Umbanda é coisa séria, para gente séria”
 Caboclo Mirin e seu médium Benjamim Figueiredo (Tenda Mirim, 1924)

  • “O objetivo da Linha Branca de Umbanda e Demanda é a pratica da caridade, libertando de obsessões, curando as moléstias de origem ou ligação espiritual, desmanchando os trabalhos da Magia Negra, e preparando um ambiente favorável a operosidade de seus adeptos”
 Leal de Souza (O Espiritismo, a Magia e as Sete Linhas de Umbanda, 1933, p.49)

  • “Religião Afro-indo-católico-espírita-ocultista”
 Arthur Ramos, Antropólogo e etnólogo (Arthur Ramos. O Negro Brasileiro, 2ª ed. Pp.175-76, 1940 e 1ª Ed. em 1934, in, BASTIDE, 1971)

  • “Umbanda é, demonstradamente, uma das maiores correntes do pensamento humano existentes na terra há mais de cem séculos, cuja raiz se perde na profundidade insondável das mais antigas filosofias.”
 Diamantino Coelho Fernandes em sua tese apresentada no Primeiro Congresso Brasileiro do Espiritismo de Umbanda, O Espiritismo de Umbanda na Evolução dos Povos, como delegado e representante da Tenda Mirim, dia 19 de Outubro de 1941.

  • “O Espiritismo de Umbanda é... ao mesmo tempo Religião, Ciência e Filosofia”
Diamantino Coelho Fernandes em outra tese para o Primeiro Congresso, com o tema O Espiritismo de Umbanda como Religião, Ciência e Filosofia, também em nome da Tenda Espírita Mirim, dia 23 de Outubro de 1941.

  • “Umbanda é um ritual. Sua finalidade é o estudo e consequentemente a prática da magia.”; “Umbanda é o ritual indispensável à ação do homem no conhecimento de si mesmo e, consequentemente, no desbravamento do Universo, pois o Universo é um reflexo seu.”
 Dr. Baptista de Oliveira, em memória apresentada no Primeiro Congresso Brasileiro do Espiritismo de Umbanda, com o tema Umbanda: Suas origens – Sua natureza e sua forma, dia 22 de Outubro de 1941.

  • “Umbanda – tanto quanto qualquer outra doutrina espiritualista, alicerça-se nos Mistérios Arcaicos, é uma só e mesma coisa – Iniciação.”
 Antônio Flora Nogueira fez esta afirmação durante o Primeiro Congresso Brasileiro do Espiritismo de Umbanda, em 25 de Outubro de 1941, registrado no livro de mesmo nome, p.257. E complementa ainda:
“Conforme tão eruditamente já foi exposto pelo espírito brilhante do operoso trabalhador da ‘Seara de Mirim’, Sr. Diamantino Coelho Fernandes, verifica-se que  a lei-doutrina, ou mística, pertinente e inerente aos Mistérios Egípicios, Gregos, Aztecas, ou Incaicos – consiste numa única coisa, variando apenas a sua modalidade ritualística ou escola. Por isso não podemos concordar, quando um autor umbandista, embora culto e inteligente, afirma em seu livro que ‘Umbanda é um sincretismo, ou seja um sistema filosófico-religioso obtido pela fusão de todas as crenças universais’. Ademais, Umbanda existia como organização religiosa-iniciática, algumas centenas de milhares de anos antes da existência de religiões ou cultos organizados. Assim como o Ideal-Religioso-Iniciático foi lançado no continente africano pelos divinos reis ‘Kabirus’ que vieram das terras da Lemuria, de que a África era uma parte, outros divinos reis lançaram, como instrutores, a mesma semente iniciática junto de outros povos ou continentes.

  • “Umbanda é espiritismo prático, é Magia Branca, é sessão de espiritismo realizada em mesa ou terreiro, para a prática do bem”
 Lourenço Braga, 1941 (Lourenço Braga. Umbanda e Quimbanda. Rio de Janeiro: Ed. Spiker, 1961, 12ª edição, p.68). Nesta mesma obra o autor faz observações interessantes sobre a Umbanda, que merecem nossa citação aqui abaixo:
Não se deve dizer – ‘Linha de Umbanda’ - , mas sim, - ‘Lei de Umbanda’ - ; Linhas são as 7 divisões de Umbanda.
‘Umbanda’ tornou-se conhecida no Brasil através da colonização africana. Sua significação era a seguinte: - fazer magia, por intermédio das forças invisíveis -, isto é, por intermédio das forças astrais, através de rituais de preceitos, de sinais cabalísticos, de cânticos, de música apropriada e de elementos outros, tais como sejam: - a água, o fogo, a fumaça, as bebidas, as comidas, os animais, objetos apropriados, etc.”  p.12
“Essas organizações espirituais, ‘Umbanda’ e ‘Quimbanda’, vêm sofrendo várias modificações, desde a sua existência até à presente época, modificações essas acordes com a evolução dos espíritos reencarnados e com a marcha evolutiva do Planeta Terra. Assim é que, de acordo com as determinações do plano sideral, têm elas atualmente a organização apresentada neste livro (1941), a qual sofrerá ligeira alteração no ano 2.000 e profunda alteração no ano 2.200.” pp.14 e 15
“...Não, caros leitores, não se deixem empolgar e nem arrastar pelas inovações bizarras e nem tão pouco misturem Umbanda com Teosofia, Esoterismo ou Astrologia!” p. 15
     Na obra Umbanda e Quimbanda – 2ª Parte, 1955, Lourenço Braga afirma ainda:

Meus irmãos em Deus, tudo no Universo é vibração. Deus é o criador. Ele pensa, mentaliza e cria. A própria matéria é fluido condensado, é a vibração do pensamento Divino que tomou forma, cristalizou-se.
Umbanda é pois uma vibração permanente, emanada da Consciência Cósmica ou pensamento Divino, que penetra no mundo espiritual, obedecendo a uma lei, através de cinco espécies de ondas, em posição vertical, obliqua e horizontal, atingindo assim o Plano Sideral. (p.17)

  • “Umbanda – sincretismo de todas as religiões do planeta”
 Capitão José Álvares Pessoa, Presidente da Tenda Espírita São Jerônimo, durante a inauguração da Tenda Espírita Santo Agostinho, registrado no livro O Culto de Umbanda em Face da Lei (Rio de Janeiro: Biblioteca Espiritualista de Umbanda – UEUJ, 1944. P.127). Abaixo outras definições de Capitão Pessoa registradas em outra obra (José Álvares Pessoa. Umbanda religião do Brasil. São Paulo: Ed. Obelisco, 1960, p.84 e p.102):
“Umbanda é o milagre vivo diante dos nossos olhos deslumbrados; Umbanda é a ação do Cristo na sua jornada pelo planeta, realizando a magia divina em favor da humanidade que se debate no sofrimento e na dor. Umbanda é magia, e magia é a mola que move este mundo.” “Umbanda é a própria alma do mundo trabalhando em prol da regeneração dos homens.”
 
  • “A UMBANDA é hoje uma religião nacional, bem nossa, bem brasileira.”;
    “A ‘Umbanda’ é uma ‘religião-ciência’, resultante da mescla de tradições, conhecimentos, cultos e ritualísticas oriundos do africanismo, do ameríndismo, do catolicismo e do espiritismo.”
 Emanuel Zespo (Emanuel Zespo. O que é a Umbanda? Rio de Janeiro: Biblioteca Espiritualista Brasileira, 1946 – 2ª Ed. 1949. p.15 e 26)

Dando seqüência a esta definição o autor ainda explica:
“A Umbanda é uma religião porque possui culto, ritual, sacerdote, oferenda, e tudo quanto uma religião devidamente organizada possui neste ou naquele grau. A Umbanda é uma ciência porque, não se limitando a aceitação cega da imposição ritualística sacerdotal dogmática, indaga, pesquisa, investiga o dito sobrenatural servindo-se dos métodos mediúnicos kardecianos (mesmo quando seus adeptos não conhecem a ‘Terceira Revelação’) e dos métodos mediúnicos de Papus e Elifas Levi (mesmo quando as fórmulas evocativas são diferentes). A Umbanda, tanto quanto o espiritismo é uma ciência de experimentação e passível de evolução em grau que se não pode limitar. E é a Umbanda uma religião verdadeira? Para o católico nenhuma outra religião, além da sua, é verdadeira; e a sua fórmula dogmática é: ‘Fora da Igreja não há salvação’. Entretanto para o estudioso de religião comparada, que, à luz da história das civilizações e da ciência, concluiu que a fonte é uma só, a Umbanda não apenas é uma religião verdadeira como é também um vasto campo de pesquisa teosófica. É, portanto, a Umbanda, como antes dissemos, uma verdadeira religião e uma verdadeira ciência.”

No livro Codificação da Lei de Umbanda (Emanuel Zespo, Rio de Janeiro: Ed. Espiritualista, 1953, p.8 e p.47) o mesmo autor faz ainda outras considerações a cerca do que é a Umbanda, vejamos:
“A Umbanda – tal como surge agora no Brasil – é uma religião nascente, nova, moderna, produto da civilização ambiental; mas, também velha, antiga, remota quanto aos seus preceitos, à sua teogonia... Tanto quanto o Budismo aproveitou quase tudo do Bramanismo, o Cristianismo conservou o melhor do Mosaísmo, assim a Umbanda aproveita, conserva e guarda o que de bom e aproveitável pode haver em todas as religiões do passado. A Umbanda não é apenas uma corrente religiosa: ela é o sincretismo de todas as correntes religiosas, ela guarda os fundamentos de todas as teogonias e resume as bases de todas as filosofias”, “A Umbanda... é uma religião e uma ciência, um tipo de espiritismo religioso do Brasil”.

  • “A Umbanda é uma ‘Lei’, que engloba todos os cultos de origem africana e, atualmente, também os de origem ameríndia.”
 Oliveira Magno (A Umbanda Esotérica e Iniciática, 1950, p.14), como o autor teve alguns outros títulos publicados coloco abaixo mais duas considerações feitas por ele no título Ritual Prático de Umbanda, 1953, p.12 e 13, afim de complementar sua visão e a evolução do seu entendimento a cerca do que é a Umbanda:
“Podemos considerar a Umbanda na fé e na lei. Se a considerarmos na fé, principalmente de Jesus, temos uma religião; mas se a considerarmos na sua lei, temos uma ciência, porque na lei se pratica a magia, e a magia é considerada em ocultismo uma ciência.”
“Sendo nossas mentes limitadas, não nos é possível atingir ainda o ilimitado e portanto quem quiser saber o que é Umbanda que explique primeiro o que é Deus e a sua origem.”

  • “A Umbanda é a Luz Divina, é a Fôrça, é a Fé, ou melhor: é a própria vida”
       Aluízio Fontenele (EXU, 1952, Rio de Janeiro: Ed. Aurora)

  • “Sem cogitar da etimologia do vocábulo, podemos considerar a Umbanda como a ação organizada contra o erro e a maldade sob todos os seus aspectos, o da magia negra inclusive”
    João Severino Ramos (Tenda Espírita São Jorge. Umbanda e seus Cânticos, Rio de Janeiro, 1953, p. 22)
  
  • “Umbanda é uma seita, professada dentro dos cultos afro-brasileiros e dentro dela existem várias nações, como: Omolocô, Keto, Nagô, Cambinda, Angola e outras mais.”
        Tancredo da Silva Pinto (O Eró da Umbanda – Ed. Eco – sem data)

  • “Umbanda é a banda espiritual que DEUS deu de sua banda ao homem para o esclarecimento do seu espírito na verdade que é a luz e na fé que deu inicio a religião”
        Espírito de Francisco Eusébio“Chico Feiticeiro” – psicografada por sua médium Maria Toledo Palmer (Maria Toledo Palmer. A Nova Lei Espírita Jesus e a Chave de Umbanda, 1953. p.48)

  • “Umbanda é Evangelho e Magia. Luz que escapa às limitações. Vibração que percorre os espaços e vence os milênios. Escola magnífica da Ciência Secreta!”
Paulo Gomes de Oliveira (Umbanda Sagrada e Divina, 1953, Rio de Janeiro: Ed Aurora)

  • “Umbanda é a Religião ensinada pelos Pretos Velhos e Caboclos de Aruanda”
    AB’D  ‘Ruanda (AB’D  ‘Ruanda. “Lex Umbanda: Catecismo de Umbanda”. Rio de Janeiro: Ed. Aurora, 1954, p.17)

  • “Sincretismo Nacional Afro-aborígene, espírita cristão”
 Jamil Rachid, 1955 (Definição da Umbanda nos estatutos da União de Tendas, presidida por Pai Jamil, citado por NEGRÃO, 1995. p. 99; a mesma definição consta nos estatutos do SOUESP, Op. Cit. p. 147)

  • “A Umbanda auto-representada pelo Congresso é cristã, espírita-kardecista, ecumênica e moralizada.”
 Primeiro Congresso Paulista de Umbanda, 1961 (Citado por Lísias Nogueira Negrão, Entre a Cruz e a Encruzilhada, 1995. p.94)

  • “A Umbanda é um novo culto brasileiro do século XX, resultante do sincretismo religioso de práticas e fundamentos católico-banto-sudaneses, apresentando algumas fusões ameríndia e oriental, com observância do evangelho segundo o espiritismo, constituídos de planos espirituais evolutivos pela reencarnação. Em síntese: A Umbanda é um culto espírita brasileiro, com ritual afro-ameríndio, enriquecido com alguma liturgia católica”
 Cavalcanti Bandeira (O que é a Umbanda. Rio de Janeiro: Ed. ECO, primeira edição em 1961 e segunda edição em 1973, p.36)

  • “A Umbanda é um culto espírita ritmado e ritualizado”
 Fabico de Orunmilá, citado por Cavalcanti Bandeira na obra O que é a Umbanda, 1961.

  • “Umbanda é espiritismo prático é magia branca, é sessão de espiritismo realizada em mesa ou terreiro, para a prática do bem, e foi trazida para o Brasil pelos pretos africanos”
 Benedito Ramos da Silva, no livro Ritual de Umbanda, citado por Cavalcanti Bandeira, 1961, p.113.

  • “A Umbanda é perfeita. Religião indubitavelmente pura, já que é baseada nas forças da Natureza, a Umbanda é ciência das mais belas, e forçoso é reconhecer que seus princípios filosóficos são um tanto complexos e não são fáceis de uma assimilação geral, até mesmo para seus praticantes mais convictos”
 Átila Nunes Filho em Umbanda: Religião-desafio (Rio de Janeiro: Ed. Espiritualista, 1969. p.196) que complementa:
“As opiniões sobre os fundamentos da Umbanda se entrechocam e os exegetas se perdem no labirinto das teimosias, dos pontos de vista inarredáveis, e assim, geram controvérsias que levam os praticantes do culto à duvida constante sobre o que é certo ou que lhes parece incerto.” (p.196)
“ A Umbanda tem sua origem na ‘magia’, ou seja: ‘religião dos magos, ciência superior, sabedoria adquirida em conhecimento e experiências práticas, sensação de harmonia, fascinação, encanto...’ Umbanda não é brasileira nem africana; Umbanda é universal, pois suas pegadas são encontradas em toda parte, desde a criação do mundo.” (p.197)

  • “Umbanda é luz que ilumina os fracos e confunde os poderosos, os maus”
 Decelso (Decelso, Umbanda de Caboclos, 1972)

  • “A Umbanda tanto quanto o Espiritismo, é uma ciência de experimentação e passível de evolução em grau que se não pode limitar”
 Primado de Umbanda (Primado de Umbanda, Glossário, p.96. Decelso, Umbanda de Caboclos, 1972, p.23)


  • “Umbanda é uma religião espírita, ritmada, ritualizada, euro-afro-brasileira”
 Ronaldo Linares (Definição dada em aula, apostilada, por Ronaldo Linares para sua 25º turma de Sacerdotes Umbandistas, 2007. Também consta na sua obra Iniciação à Umbanda, Ed. Madras, 2008, p.52 )

  • “Umbanda é o Ritual do Culto à Natureza”;
“Umbanda é o sinônimo de prática religiosa e magística caritativa”
 Rubens Saraceni (Umbanda Sagrada, 2001 e Doutrina e Teologia de Umbanda Sagrada, 2003, Ed. Madras, Rubens Saraceni).

  • “Umbanda é uma poderosa pajelança urbana”
 Edmundo Pellizari (Jornal de Umbanda Sagrada, Julho de 2009)

  • “Forma cultural originada da assimilação de elementos religiosos afro-brasileiros pelo espiritismo brasileiro urbano; magia branca" (Do quimbundo, umbanda, ‘magia’)
 Aurélio Buarque de Holanda (Novo Dicionário Aurélio, 1986)


  • “Se o Espiritismo é crença à procura de uma instituição, a Umbanda é aspiração religiosa em busca de uma forma.” ( p. 33)
 Candido Procópio Ferreira de Camargo[2], Sociólogo, dando continuidade à obra de Roger Bastide (Socilogia da Religião), dedicou especial atenção ao “Kardecismo e Umbanda”. Definindo ambas como “Religiões Mediúnicas”, que fazem parte de um “continuum mediúnico”, como uma unidade, que “abarca desde as formas mais africanistas de Umbanda até o Kardecismo mais ortodoxo”.

Sobre a Umbanda ele complementa:
Dificuldade bastante maior apresenta-se na tarefa de caracterizar a Umbanda, pois representa sincretismo sem corpo doutrinário coerente e, pelo menos no momento (lembre-se ele está escrevendo este texto na década de 50), incapaz de se congregar em formas institucionais de certa amplitude.
Do ponto de vista histórico podemos discernir os elementos que integram o sincretismo umbandista:
a) Religiões de origem africana – dos povos Sudaneses e Banto – que vieram para o Brasil como escravos;
b) Catolicismo;
c) Espiritismo Kardecista;
d) Religiões indígenas (pp. 8-9)

  • “Interpretei a Umbanda como uma religião heterodoxa...”
 Diana Brown (Uma História da Umbanda no Rio in Umbanda e Política, 1985. p. 40)

  • “Umbanda é, sobretudo multiforme, um sistema religioso estruturalmente aberto.”
 Lísias Nogueira Negrão e Maria Helena Villas Boas Concone (Umbanda: da repressão à cooptação in Umbanda e Política, 1985. p. 74)

  • “Umbanda, uma religião brasileira”
 Este é o título de tese da Antropóloga Maria Helena Vilas Boas Concone, que foi usado para identificar a nacionalidade da religião, não pretendeu a autora fazer desta afirmação uma definição. Nós é que aproveitamos para lembrar que uma simples afirmação como esta pode vir a ser uma forma de identificação e definição.
Mas longe de resumir em palavras o que é Umbanda a autora afirma:
“Tentar caracterizar a Umbanda é um trabalho ingrato, escorregadio e difícil. Na verdade qualquer tentativa de caracterização absoluta está fadada, de antemão, ao insucesso”
(UMBANDA: UMA RELIGIÃO BRASILEIRA. São Paulo: Publicação do CER. Coleção “Religião e Sociedade Brasileira”, 1987. p.65)

  • “A Umbanda seria um código de percepção e ação pelo qual a visão de mundo subalterna da sociedade se elabora e manifesta”
 Lísias Nogueira Negrão referindo-se a forma como Bastide e Ortiz interpretavam a Umbanda, nas décadas de 1960 e 1970, respectivamente.

  • “A Umbanda é a religião nacional do Brasil”
Afirmações políticas sobre a Umbanda no Segundo Congresso Brasileiro de Umbanda – 1961 (Citado em Manchete 11/61 in Umbanda e Política. p. 27)

Artigos publicados no Jornal de Umbanda e em O Semanário, e em muitas outras colunas e publicações de Umbanda, referiam-se à Umbanda como “uma religião brasileira”, “Umbanda, Religião Nacional do Brasil”, “Umbanda, ideal religioso para o Brasil” (grifo nosso), com freqüentes menções à temática desenvolvida por Gilberto Freire de ser o Brasil o único produto de miscigenação, e a Umbanda a única e verdadeira expressão religiosa brasileira dessa mistura.[3]

  • “Umbanda é o grande e verdadeiro culto que os espíritos humanos encarnados, na Terra, prestam a Obatalá, por intermédio dos Orixás. Desse culto participam os espíritos elementais e os espíritos humanos desencarnados.” “Na sua essência e na sua finalidade, a Umbanda é idêntica a todas as religiões do passado e do presente.” “Em resumo, a Umbanda é a Caridade. Nada mais.”
Altair Pinto (Dicionário da Umbanda, Rio de Janeiro: Ed. ECO, 1971. pp. 195-197)

  • “A Umbanda é uma religião profundamente ecológica. Devolve ao ser humano o sentido da reverência face as energias cósmicas. Renuncia aos sacrifícios de animais para restringir-se somente às flores e à luz, realidades sutis e espirituais.”
Leonardo Boff, teólogo cristão (Texto O Encanto dos Orixás in Jornal “A Notícia” – Joinvile – SC, 05/12/2009)

  • “Umbanda é Brasil”
Jamil Rachid (Documentário Sarava 100 anos de Umbanda, 2009, Chama Produções)

  • “Umbanda é religião, portanto só pratica o bem”
Alexandre Cumino (Documentário Sarava 100 anos de Umbanda, 2009, Chama Produções)

  • “Umbanda é amor, humildade e caridade.” “Se um centro de Umbanda cobrar, coloque os dois pés para trás e saia correndo, isso não é Umbanda!”
Leonardo Cunha dos Santos, bisneto de Zélio de Moraes (Documentário Sarava 100 anos de Umbanda, 2009, Chama Produções).
Considero importante esta colocação, não apenas por ser uma afirmação do bisneto de Zélio, mas por lembrar que definir o que não é Umbanda faz parte do entendimento daquilo que vem a ser a Religião de Umbanda.

  • “A Umbanda é uma semente divina que serve para acolher aqueles que têm mediúnidade”
Rubens Saraceni (Documentário Sarava 100 anos de Umbanda, 2009, Chama Produções)

  • “A Umbanda é uma coisa só, ela está dividida em cada um de nós, está em cada um de nós, mas é uma coisa só. Muita gente pergunta: ‘O que é Umbanda Branca, o que é Umbanda Carismática, o que é Umbanda Sagrada?’ Umbanda é Umbanda. Umbanda ainda é amor e caridade, Umbanda ainda é o grito do caboclo, Umbanda ainda é o preto velho no toco”  “Umbanda é a religião mais ecológica que nós conhecemos.” “Agente pode dizer que Umbanda é a religião da onipresença divina, porque não há distinção ”
Adriano Camargo (Documentário Sarava 100 anos de Umbanda, 2009, Chama Produções)


  • “Umbanda é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”
Claudinei Rodrigues, Sacerdote de Umbanda  (Durante o Primeiro Seminário da Integração do Povo de Santo Para os Direitos Humanos – Câmara Municipal de São Paulo – 23/11/2009). Claudinei explica que embora aceite a definição do Caboclo das Sete Encruzilhadas, necessitamos de uma que fale ao coração de todos os cristãos, como esta que não é sua e sim de Cristo. Esta definição à luz do Cristianismo ajudaria muito a vencer o preconceito que sofremos por parte de alguns seguimentos “neo-pentecostais”.

  • “A Umbanda é Paz e Amor, é um mundo cheio de luz, é a força que nos dá vida e a grandeza nos conduz...”
J. Alves de Oliveira (Hino da Umbanda)

  • “Umbanda é fazer o bem sem olhar a quem”
Definição popular e de domínio público.

Todas estas definições foram pesquisadas para o livro História da Umbanda, de Alexandre Cumino e Editora Madras.
Definir Umbanda é definir algo vivo e em movimento, é como querer definir o que é o “ser” em toda a sua complexidade.

Segundo Roger Bastide nos encontramos em presença de uma religião a pique de nascer, mas que ainda não descobriu suas formas[4]. É certo que Bastide faz esta afirmação no final da década de 50, sob uma perspectiva dos Cultos Afro-Brasileiros.
         Lísias Nogueira Negrão afirma que:
         ...a identidade umbandista faz-se e refaz-se em função das demandas de diferenciação e legitimação, apresentando-se de forma eminentemente dinâmica e compósita. [5]
Hoje a Umbanda se encontra melhor estruturada, no entanto podemos dizer que ela mantém as características de:
 Religião ainda em formação (Roger Bastide), heterodoxa (Diane Brown),  dinâmica e sobretudo multiforme, um sistema religioso estruturalmente aberto  (Lísias Nogueira Negrão) e diversa, na qual se encontra uma certa unidade na diversidade[6] (Patrícia Birman).
         Em tempo, um fenômeno isolado não é Umbanda; Umbanda é Religião portanto existe dentro de um contexto histórico, geográfico, social e antropológico. Podemos dizer, num ponto de vista teológico, que Umbanda pertence a Deus e aos Orixás, quando pudermos definir Deus então, só neste dia, definiremos com precisão o que é Umbanda.
Alexandre Cumino

(Umbanda) não pode ser contida ou apreendida no seu todo por quem quer que seja. O mais que alguém poderá conseguir será captar partes desse todo... Umbanda traz em si energia divina viva e atuante, à qual nos sintonizamos a partir de nossas vibrações mentais, racionais e emocionais. Energias estas que se amoldam segundo nosso entendimento de mundo.
Rubens Saraceni. Umbanda – O Ritual do Culto à Natureza. 1995. P. 10

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[1] Arthur Ramos. O Negro Brasileiro p. tal
[2] CAMARGO, Candido Procópio Ferreira de. 1961, PP. XII
[3] Diana Brown. Uma História da Umbanda no Rio in Umbanda e Política. p.30
[4] BASTIDE, 1971, p.441
[5] Negrão, 1996 p. 170
[6] BIRMAN, 1985. p. 26

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Umbanda e Kardec



A Linha Branca de Umbanda e Demanda está perfeitamente enqua­drada na doutrina de Allan Kardec e nos livros do grande codi­ficador, nada se encontra susceptível de condená-la.
Leal de Souza, intelectual e escritor de origem espírita “kardecista”, tornou-se médium orientado por Zélio de Moraes e, também, o primeiro autor umbandista, com o título O Espiritismo, a Magia e as Sete Linhas de Umbanda, 1933, onde encontramos um capítulo inteiro (capitulo 31) onde defende a origem espírita da Umbanda.
Coloco abaixo apenas algumas passagens deste texto para apreciação do leitor, e faço algumas considerações ao final:

O Kardecismo e a Linha Branca de Umbanda
Por Leal de Souza
A Linha Branca de Umbanda e Demanda está perfeitamente enqua­drada na doutrina de Allan Kardec e nos livros do grande codi­ficador, nada se encontra susceptível de condená-la.
Cotejemos com os seus escritos os princípios da Linha Branca de Um­banda, por nós expostos no "Diário de Notícias", edição de 27 de novembro de 1932...
(...) Os protetores da Linha Branca de Umbanda se apresentam com o nome de caboclos e pretos, porém, freqüentemente, não foram nem ca­boclos nem pretos.

Allan Kardec, a página 215 de O Livro dos Espíritos, ensina:
"Fazeis questão de nomes: eles (os protetores) tomam um, que vos inspire confiança".
Mas como poderemos, sem o perigo de sermos mistificadores, confiar em entidades que se apresentam com os nomes supostos? Allan Kardec, a página 449 de O Livro dos Espíritos, esclarece:
"Julgai, pois, dos Espíritos, pela natureza de seus ensinos... Julgai-os pelo conjunto do que vos dizem; vede se há encadeamento lógico em suas idéias; se nestas nada revela ignorân­cia, orgulho ou malevolência; em suma,se suas palavras trazem todo o cunho de sabedoria que a verdadeira superio­ridade manifesta. Se o vosso mundo fosse inacessível ao erro, seria perfeito, e longe disso se acha ele".
Ora, esses espíritos de caboclos ou pretos, e os que como tais se apresen­tam, pela tradição de nossa raça e pelas afinidades de nosso povo, são humildes e bons, e pregam, invariavel­mente, sem solução de continuidade, a doutrina resumida nos dez manda­mentos e ampliada por Jesus...
(...) O objetivo da Linha Branca é a prática da caridade e Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo pro­clama repetidamente que "fora da cari­dade não há salvação".
A Linha Branca, pela ação dos espí­ritos que a constituem, prepara um am­biente favorável a operosidade de seus adeptos. Será isso contrário aos pre­ceitos de Allan Kardec?
Não, pois ve­mos, nos períodos acima transcritos, que os espíritos familiares, com ordem ou permissão dos Espíritos Protetores, tratam até de particularidades da vida íntima.
No mesmo livro, a página 221-222, lê-se:
"525. Exercem os espíritos alguma influência nos acontecimentos da vida?".
"Certamente, pois que te aconse­lham."
"- Exercem essa influência, por outra forma que não apenas pelos pen­samentos que sugerem, isto é, tem ação direta sobre o cumprimento das coisas?".
"Sim, mas nunca atuam fora das leis da natureza".
Assim, os caboclos e pretos da Linha Branca de Umbanda, quando intervém nos atos da vida material, em benefício desta ou daquela pessoa, agem confor­me os princípios de Allan Kardec.
Na Linha Branca, o castigo dos mé­diuns e adeptos que erram consciente­mente é o abandono em que os deixam os protetores, expondo-os ao domínio de espíritos maus.
Na página 213 de O Livro dos Espíritos Allan Kardec leciona:
"496. O espírito, que abandona o seu protegido, que deixa de lhe fazer bem, pode fazer-lhe mal?".
"Os bons espíritos nunca fazem mal. Deixam que o façam aqueles que lhe tomam o lugar. Costumais então lançar a conta da sorte as desgraças que vos acabrunham, quando só as sofreis por culpa vossa".
E adiante, na mesma página:
"498. Será por não poder lutar con­tra espíritos malévolos que um Espírito protetor deixa que seu protegido se transvie na vida?".
"Não é porque não possa, mas porque não quer".
A divergência única entre Allan Kar­dec e a Linha Branca de Umbanda é ma­is aparente do que real.
Allan Kardec não acreditava na magia, e a Linha Branca acredita que a desfaz. Mas a magia tem dois pro­cessos:
O que se baseia na ação fluídica dos espíritos, e esta não é contes­tada, mas até demonstrada por Allan Kardec. O outro se fundamenta na volatilização da propriedade de certos corpos, e o glorioso mestre, ao que parece, não teve oportunidade, ou tempo, de estudar esse assunto.
(...) ...a sua insignificante dis­cordância com a Linha Branda de Um­banda desaparece, apagada por estas palavras transcritas do "Livro dos Espíritos", páginas 449-450:
"Que importam algumas dissidên­cias, divergências mais de forma do que de fundo? Notai que os princípios funda­mentais são os mesmos por toda a parte e vos hão de unir num pensa­mento comum: o amor de Deus e a prática do bem"
E o amor de Deus e a prática do bem são a divisa da Linha Branca de Umbanda.

(Revista Espírita)

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Mão de Deus


Conta-se que o conquistador mongol Genghis-Khan tinha como animal de estimação um falcão. Com ele saía a caçar. Era seu amigo inseparável.
Certo dia, em uma das suas jornadas, com o falcão como companhia, sentiu muita sede. Aproximou-se de um rochedo de onde um filete de água límpida brotava.
Tomou da sua taça, encheu até a borda e levou aos lábios. No mesmo instante, o falcão se jogou contra a taça e o líquido precioso caiu ao chão.
Genghis-Khan ficou muito irritado. Levou a taça novamente até o filete de água e tornou a encher. De novo, antes que ele pudesse beber uma gota sequer, o falcão investiu contra sua mão, fazendo com que caísse ao chão a taça e se perdesse a água.         
Desta vez o impiedoso conquistador olhou para a ave e falou:
Vou tornar a encher a taça. Se você a derrubar outra vez, impedindo que eu beba, você perderá a vida.
Na mão direita segurando a espada mongol, com a esquerda ele tornou a colocar a taça debaixo do filete de água e a encheu.
No exato momento que a levava aos lábios, o falcão voou rápido e a derrubou.
Ágil como ele só, Genghis-Khan utilizou a espada e, em pleno ar, decepou a cabeça do falcão, que lhe caiu morto aos pés.
Ainda com raiva, ele chutou longe o corpo do animal.
E porque a taça se tivesse quebrado na terceira queda, ele subiu pelas pedras para beber do ponto mais alto do rochedo, no que imaginou fosse a nascente da fonte.
Para sua surpresa, descobriu presa entre as pedras, bem no meio da nascente, uma enorme cobra venenosa. O animal estava morto há tempo, com certeza, porque mostrava sinais de decomposição. O cheiro era insuportável.
Nesse instante, e somente então, o grande conquistador se deu conta de que o que o falcão fizera, por três vezes, fora lhe salvar a vida, pois se bebesse daquela água contaminada, poderia adoecer e morrer.
Tardiamente, lamentou o gesto impensado que o levara a matar o animal, seu amigo.

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Assim muitas vezes somos nós. A Providência Divina estabelece formas de auxílio para nós e não as entendemos. Pelo contrário, nos rebelamos.
Por vezes, a presença de Deus em nossas vidas se faz através dos sábios conselhos de amigos. Contudo, quando eles vêm nos falar de como seria mais prudente agirmos nessa ou naquela circunstância, nos irritamos. E podemos chegar a romper velhas amizades.
De outras vezes, Deus estabelece que algo que desejamos intensamente, não se concretize. Algo que almejamos: um concurso, uma viagem, um prêmio, uma festa, um determinado emprego. É o suficiente para que gritemos contra o Pai, nos dizendo abandonados, esquecidos do Seu apoio.
Raras vezes paramos para pensar e analisar sobre o que nos está acontecendo. Quase nunca paramos para nos perguntar: Não será a mão de Deus agindo, para me dizer que este não é o melhor caminho para mim?
Nada ocorre ao acaso. Tudo tem uma razão de ser. Você nunca se deu conta que um engarrafamento que o detém no trânsito por alguns preciosos minutos, pode lhe impedir de ser participante de um acidente mais adiante?
Um contratempo à saída de casa, que lhe retarde a tomada do ônibus no momento que você planejava, pode ser a mão de Deus interferindo para que você não se sirva daquela condução, para não estar presente no acidente que logo acontece.
Providência Divina. Esteja atento. Busque entender as pequenas mensagens que Deus lhe envia todas as horas.
E não se irrite. Não se altere. Agradeça. A mão de Deus está agindo em seu favor, em todos os momentos, todos os dias.


Paz Interior a Todos os Irmãos de Fé,

Invisíveis, mas não Ausentes.


Quando morreu, no século XIX, Victor Hugo arrastou nada menos que dois milhões de acompanhantes em seu cortejo fúnebre, em plena Paris.
Lutador das causas sociais, defensor dos oprimidos, divulgador do ensino e da educação.
O genial literato deixou textos inéditos que, por sua vontade, somente foram publicados após a sua morte.
Um deles fala exatamente do homem e da imortalidade e se traduz mais ou menos nas seguintes palavras:

"A morte não é o fim de tudo.
Ela não é senão o fim de uma coisa e o começo de outra.
Na morte o homem acaba, e a alma começa.
Que digam esses que atravessam a hora fúnebre, a última alegria, a primeira do luto.
Digam se não é verdade que ainda há ali alguém, e que não acabou tudo?
Eu sou uma alma.
Bem sinto que o que darei ao túmulo não é o meu eu, o meu ser.
O que constitui o meu eu, irá além.
O homem é um prisioneiro.
O prisioneiro escala penosamente os muros da sua masmorra.
Coloca o pé em todas as saliências e sobe até ao respiradouro.
Aí, olha, distingue ao longe a campina, aspira o ar livre, vê a luz.
Assim é o homem.
O prisioneiro não duvida que encontrará a claridade do dia, a liberdade.
Como pode o homem duvidar se vai encontrar a eternidade à sua saída?
Por que não possuirá ele um corpo sutil, etéreo.
De que o nosso corpo humano não pode ser senão um esboço grosseiro?
A alma tem sede do absoluto e o absoluto não é deste mundo.
É por demais pesado para esta terra.
O mundo luminoso é o mundo invisível.
O mundo do luminoso é o que não vemos.
Os nossos olhos carnais só vêem a noite.
A morte é uma mudança de vestimenta.
A alma, que estava vestida de sombra, vai ser vestida de luz.
Na morte o homem fica sendo imortal.
A vida é o poder que tem o corpo de manter a alma sobre a terra, pelo peso que faz nela.
A morte é uma continuação.
Para além das sombras, estende-se o brilho da eternidade.
As almas passam de uma esfera para outra, tornam-se cada vez mais luz.
Aproximam-se cada vez mais e mais de Deus.
O ponto de reunião é no infinito.
Aquele que dorme e desperta, desperta e vê que é homem.
Aquele que é vivo e morre, desperta e vê que é Espírito”.
                                                                           (Victor Hugo)

Muitos consideram que o falecimento de uma pessoa amada é verdadeira desgraça, quando, em verdade, morrer não é finar-se nem consumir-se, mas libertar-se.
Assim, diante dos que partiram na direção da morte, assuma o compromisso de preparar-se para o reencontro com eles na vida espiritual.
Prossegue em sua jornada na Terra sem adiar as realizações superiores que lhe competem.
Pois elas serão valiosas, quando você fizer a grande viagem, rumo à madrugada clarificadora da eternidade.

Que Deus nos ilumine hoje e sempre!



"O futuro tem muitos nomes
Para os fracos, ele é o inatingível
Para os temerosos, ele é o desconhecido
Para os corajosos ele é a oportunidade"
                                       Victor Hugo

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O Preparo e o Cuidado dos Médiuns


Sem dúvida alguma, o médium deve conduzir a sua vida dentro do comportamento cristão adequado para colher os frutos da faculdade mediúnica disciplinada e profícua.
Todavia, existem inúmeros cuidados que visam sua preparação interior, que devem ser observados no dia do trabalho. Assim, o seu preparo antecipado para a reunião da qual participará mais tarde compreende:
1 – Despertar: Cultivar atitude mental digna desde cedo, através da leitura de uma página de conteúdo moral elevado, da oração e da vigilância dos próprios pensamentos, impedindo que eles resvalem para a vala comum das idéias negativas e deprimentes, do comentário mordaz ou revoltado. Evitar rusgas e discussões, disciplinando as reações frente aos estímulos desagradáveis, buscando sustentar a paciência e a serenidade acima de quaisquer transtornos que sobrevenham durante o dia.
2 – Alimentação: Embora sendo fundamental a preparação espiritual para que o trabalho se realize a contento, o médium não deve alimentar-se em demasia, sobrecarregando o aparelho digestivo, impondo ao organismo uma sobrecarga desagradável, impeditiva de uma boa participação no trabalho, nem a frugalidade excessiva que trará a sensação de fraqueza e debilidade. A alimentação nas horas que precedem o trabalho deve ser normal, sem excessos na quantidade, evitando-se aquela que seja de digestão mais trabalhosa. “Estomago cheio, cérebro inábil”.
3 – Repouso Físico e Mental: Após o trabalho profissional ou doméstico, braçal ou mental, reservar alguns momentos para o refazer geral, do corpo e da alma, através do recolhimento a ambiente silencioso, com música suave e elevada, que permita o relaxamento de todo o organismo e que, através de leitura e meditação, a alma possa desligar-se das preocupações materiais, ou mesmo, inferiores que ainda a estejam aturdindo. A leitura moralizadora conduzirá o médium à sintonia com os pensamentos elevados e altruístas, condicionando-o a uma participação proveitosa no trabalho a realizar.
4 – Prece e Meditação: Atingida a pacificação interior pelo desligamento dos problemas do dia a dia, deverá o médium dedicar-se à prece e à meditação no próprio ambiente do lar, bem como nos momentos que antecedem o trabalho no recinto do próprio Centro. A meditação permitirá ao médium retirar-se em Espírito das vulgaridades terra a terra, dando-lhe condições de uma sintonia perfeita com as entidades responsáveis e participantes do trabalho mediúnico. Orar, buscando a inspiração da Vida Maior, para que realize aquilo que para ele esteja programado.
5 – Superação de Impedimentos: Uma série de impedimentos perfeitamente contornáveis pelo uso do bom-senso e da disciplina não pode constituir-se em fatos que afastem o médium da obrigação assumida com sua consciência e com o trabalho a que participa. As intempéries não podem justificar a ausência do médium às suas obrigações, bastando para isso que ele seja precavido e com antecedência deixe o seu lar com destino ao Centro quando o tempo não for favorável, prevendo possíveis dificuldades no trânsito, acesso mais difícil à Instituição, etc.
A visita inesperada de alguém que lhe dedica boa amizade, não deverá ser motivo imperioso para a falta no trabalho. Com franqueza e humildade deverá o médium esclarecer o visitante quanto ao motivo da sua ausência do lar dentro de breves minutos, sem esconder o motivo de sua retirada, cumprindo seu dever e demonstrando sua convicção nos postulados espíritas como também naquilo que realiza no Centro.

Bibliografia: Ernesto Bozzano, Animismo ou Espiritismo? Cap. I a IV e Conclusões; Alexandre Aksakof, Animismo e Espiritismo, Cap. IV; Martins Peralva, Estudando a Mediunidade, Cap. XVI; André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, Nos Domínios da Mediunidade, Cap. XXII; Idem Mecanismos da Mediunidade, Cap. XXIII; Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Parte 2.ª, Cap. VIII e o Livro dos Médiuns, parte 2.ª, Cap. VII. Leon Denis, No Invisível, 1.ª parte, Cap. V; Gabriel Delanne, Fenômeno Espírita, 3.ª parte. (Apostila do COEM).- Redeumbanda.ning-Gipsy Red Rose

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Oxum


 Texto postado em homenagem a minha Irmã Marcia Maia, Salve sua Mãe de Coroa Aieieô Oxum. Que Oxum te dê Paz em sua Caminhada. Saravá Marcia!

Mitos, Lendas, Associações e Principais Características!

Logo que todos os Orixás chegaram à terra, organizavam reuniões das quais mulheres não podiam participar. Oxum, revoltada por não poder participar das reuniões e das deliberações, resolve mostrar seu poder e sua importância tornando estéreis todas as mulheres, secando as fontes, tornando assim a terra improdutiva. Olodumaré foi procurado pelos Orixás que lhe explicaram que tudo ia mal na terra, apesar de tudo que faziam e deliberavam nas reuniões. Olodumaré perguntou a eles se Oxum participava das reuniões, foi quando os Orixás lhe disseram que não. Explicou-lhes então, que sem a presença de Oxum e do seu poder sobre a fecundidade, nada iria dar certo. Os Orixás convidaram Oxum para participar de seus trabalhos e reuniões, e depois de muita insistência, Oxum resolve aceitar. Imediatamente as mulheres tornaram-se fecundas e todos os empreendimentos e projetos obtiveram resultados positivos. Oxum é chamada Iyalodê (Iyáláòde), título conferido à pessoa que ocupa o lugar mais importante entre as mulheres da cidade.
Nome de um rio na Nigéria, em Ijexá e Ijebú. Segunda mulher de Xangô, deusa do ouro, riqueza e do amor. É ele considerado a morada mítica da Orixá. Apesar de ser comum a associação entre rios e Orixás femininos da mitologia africana, Oxum é destacada como a dona da água doce e, por extensão, de todos os rios. Portanto seu elemento é a água em discreto movimento nos rios, a água semi-parada das lagoas não pantanosas e, principalmente as cachoeiras são de Oxum, onde costumam ser-lhe entregues as comidas rituais votivas e presentes de seus filhos-de-santo.
Oxum tem a ela ligado o conceito de fertilidade, e é a ela que se dirigem as mulheres que querem engravidar, sendo sua a responsabilidade de zelar tanto pelos fetos em gestação como pelas crianças recém-nascidas, até que estas aprendam a falar.
Para Oxum foi reservado o posto da jovem mãe, da mulher que ainda tem algo de adolescente, coquete, maliciosa, ao mesmo tempo que é cheia de paixão e busca objetivamente o prazer. Sua responsabilidade em ser mãe se restringe às crianças e bebês. Começa antes, até, na própria fecundação, na gênese do novo ser, mas não no seu desenvolvimento como adulto. Oxum também tem como um de seus domínios, a atividade sexual e a sensualidade em si, sendo considerada pelas lendas uma das figuras físicas mais belas do panteão mítico iorubano.
Segundo a tradição ioruba, seu metal é o cobre – mas a correlação com o ouro não está basicamente errada, pois, de acordo com os historiadores, o cobre era o metal mais caro conhecido naquela região. Oxum portanto, gosta das riquezas materiais, mas não numa perspectiva de usura nem uma mesquinhez de quem quer ter riquezas para escondê-las.
A iniciação (de um Filho) é um nascimento e o poder da fecundidade tem de estar presente, pois Oxum mostrou que a menstruação, em vez de constituir motivo de vergonha e de inferioridade nas mulheres, pelo contrário proclama a realidade do poder feminino, a possibilidade de gerar filhos.
Existem 16 tipos diferentes de Oxum, das quase adolescentes até as mais velhas, sendo portanto 16 o número sagrado da mãe da água doce. Diz a lenda que as mais velhas moram nos trechos mais profundos dos rios, enquanto as mais novas nos trechos mais superficiais. Além disso, o fluir nada fixo da água doce pelos diversos caminhos, a maneabilidade do elemento se manifestam no comportamento de Oxum. Sua busca de prazer implica sexo e também ausência de conflitos abertos – é dos poucos Orixás iorubas que absolutamente não gosta da guerra.
Oxum, corresponde ao arquétipo grega Afrodite e como ela é um "Sol Glorioso" que permanece brilhando em nossa cultura. Ser abençoada por Oxum significa que a mulher sentirá plenamente à vontade com sua sexualidade e cultivará a vaidade e a beleza como atributos femininos cheios de poderes.
É através de seu espelho de duas faces que Oxum toma consciência de sua sensualidade. Ao ver sua imagem refletida, a consciência de si nasce. Entretanto, o espelho serve também, de escudo e arma que pode cegar ou aprisionar com seu reflexo.

Arquétipo
Oxum, como Afrodite, usa seus atributos femininos para conquistar os homens, mas as mulheres que possuem o arquétipo de Oxum muito ativo, são volúveis e inconstantes e gostam de estar sempre atrás de coisas novas e imprevistas. Como a Deusa, a mulher-Oxum não gosta de criar raízes, pois vê a vida como uma aventura, preferencialmente com um final romântico. Escolherá sempre homens sofisticados, instruídos e com bom saldo no cartão de crédito, pois ela adora roupas finas, cabelos esvoaçantes, jóias e muitos adornos.
Mas, acima de tudo, em todos os seus relacionamentos, a mulher-Oxum coloca o "coração".
Sua beleza física e interior pode ser um passaporte para muitos mundos, mas também sobrevém-lhe uma palpável alienação. Uma vez que muitos homens a desejarão pela beleza física e as mulheres a odiarão pelo mesmo motivo, muitas vezes a mulher-Oxum poderá duvidar do seu real valor.
Graças ao seu talento em manobrar os sentimentos e os projetos criativos no homem, a mulher-Oxum pode despertar o "anima" (princípios femininos) do homem. Quando o homem começa a entrar em contato com a sua "anima", a mulher-Oxum passará a ser sua musa inspiradora, ajudando-o com novas idéias e trabalho criativo.
A Deusa-Oxum herdou ainda, as qualidades guerreiras da Deusa grega Ártemis, qualidades essas, possivelmente decorrentes do meio em que vivia e de ter sido casada com um Deus da Floresta e da Caça, com quem teve um filho. Como Deusa-Guerreira, Oxum protege os rebentos dos animais e as crianças humanas.
Como guerreira, Oxum desenvolve seus princípios masculinos "animus", despertando-lhe um amor intenso pela liberdade, pela independência e autonomia. Oxum passa então a ser "A Bela que é Fera", pois brigará e lutará para preservar sua liberdade. Engolindo suas lágrimas, ela seduzirá seus adversários, planejando vinganças pelas humilhações que lhe fizeram passar.
A energia arquetípica da associação Ártemis-Oxum fazem com que as mulheres se sintam perpetuamente jovens, não permitindo que percorram o caminho que as conduzirão à maturidade. Esse é um período importante, pois é a essa altura da vida que nos permitimos ajustes e adaptações. Entretanto, a mulher Deusa Oxum, amante da natureza e de sua liberdade psique, terá muita dificuldade de descobrir que ela é, se não se permitir amadurecer.
A maior chaga da mulher-Oxum é a dor da alienação, pois muitas vezes ela sentirá desprezo por valores e formas da sociedade convencional. Ela se sentirá magoada com nossa sociedade patriarcal que não consegue conter a ferocidade de seu espírito e nem reconhecer plenamente seus belos dotes de mulher.
O arquétipo psicológico associado a Oxum se aproxima da imagem que se tem de um rio, das águas que são seu elemento; aparência da calma que pode esconder correntes, buracos no fundo, grutas - tudo que não é nem reto nem direto, mas pouco claro em termos de forma, cheio de meandros. Os filhos de Oxum preferem contornar habilmente um obstáculo a enfrentá-lo diretamente, por isso mesmo, são muito persistentes no que buscam, tendo objetivos fortemente delineados, chegando mesmo a ser incrivelmente teimosos e obstinados.
A imagem doce, que esconde uma determinação forte e uma ambição bastante marcante, colabora a tendência que os filhos de Oxum têm para engordar; gostam da vida social, das festas e dos prazeres em geral.
O sexo é importante para os filhos de Oxum. Eles tendem a ter uma vida sexual intensa e significativa, mas diferente dos filhos de Iansã ou Ogum.
Os filhos de Oxum são mais discretos, pois, assim com apreciam o destaque social, temem os escândalos ou qualquer coisa que possa denegrir a imagem de inofensivos, bondosos, que constroem cautelosamente.
Na verdade os filhos de Oxum são narcisistas demais para gostarem muito de alguém que não eles próprios – mas sua facilidade para a doçura, sensualidade e carinho pode fazer com que pareçam os seres mais apaixonados e dedicados do mundo.
Faz parte do tipo, uma certa preguiça coquete, uma ironia persistente porém discreta e, na aparência, apenas inconseqüente. Verger define: O arquétipo de Oxum é o das mulheres graciosas e elegantes, com paixão pelas jóias, perfumes e vestimentas caras.
Até um dos defeitos mais comuns associados à superficialidade de Oxum é compreensível como manifestação mais profunda: seus filhos tendem a ser fofoqueiros, mas não pelo mero prazer de falar e contar os segredos dos outros, mas porque essa é a única maneira de terem informações em troca.

Resumo
Sincretismo: N. Senhora da Conceição
Sua cores: Amarelo ouro e dourado
Saudação: Ai Ei Eiô!
Seu dia: Sábado
Comida predileta: feijão fradinho com cebola e camarão (Omolocum)
Elemento: Água doce
Habitat: Rios e Cachoeiras
Festa: 08 de Dezembro, Dia de N. Senhora da Conceição, com quem está sincretizada.
Metal: Cobre e Ouro

Fonte de Pesquisa:
http://www.rosanevolpatto.trd.br/deusaoxum.htm
http://guardioesdaluz.com.br/oxumafro.htm
http://www.umbandaracional.com.br/oxum.html

Ouça os Pontos da Linha de Esquerda da Umbanda

A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho. Caboclo Índio Tupinambá.

Caboclo Índio Tupinambá

Caboclo Índio Tupinambá
"...Onde quer que Você esteja... meu Menino... Estarei Sempre com Você... Anauê!"

Luz Crística

Pense Nisso...

"Estudo, requer meditação. A meditação leva a conclusões. E as conclusões fazem com que as pessoas modifiquem os seus hábitos e suas atitudes" – Dr. Hermann (Espírito) por Altivo Pamphiro (Médium)

Obras Básicas da Doutrina Espírita - Pentateuco Espírita

O Livro dos Espíritos - Contendo os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade – segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ordenados por Allan Kardec. O Livro dos Médiuns - Contendo os ensinamentos dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo. Em continuação de "O Livro dos Espíritos" por Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo - Com a explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida por Allan Kardec. Fé inabalável só é a que pode encarar a razão, em todas as épocas da Humanidade. Fé raciocinada é o caminho para se entender e vivenciar o Cristo. O Céu e o Inferno - Exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e demônios, sobre as penas, etc., seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte por Allan Kardec. "Por mim mesmo juro - disse o Senhor Deus - que não quero a morte do ímpio, senão que ele se converta, que deixe o mau caminho e que viva". (EZEQUIEL, 33:11). A Gênese - Os milagres e a predições segundo o Espiritismo por Allan Kardec. Na Doutrina Espírita há resultado do ensino coletivo e concordante dos Espíritos. A Ciência é chamada a constituir a Gênese de acordo com as leis da Natureza. Deus prova a sua grandeza e seu poder pela imutabilidade das suas leis e não pela ab-rogação delas. Para Deus, o passado e o futuro são o presente.
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