Espiritualizando



Fé Racional

"Em lugar da fé cega que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inquebrantável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. À fé é necessária uma base, e essa base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque ela quer se impor e exige a adição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio." (O Evangelho Segundo o Espiritismo.)

Espiritualize-se...

Sábio é aquele que a tudo compreende e nada ignora. Deus não impôs aos ignorantes a obrigação de aprender, sem antes ter tomado dos que sabem o juramento de ensinar.

Nenhum mistério resiste à fragilidade da Luz. Conhecer a Umbanda é conhecer a simplicidade do Universo.



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domingo, 5 de dezembro de 2010

A História de Uma Deficiente



A Doutrina Espírita nos apresenta respostas lógicas para nossos males e sofrimentos do dia-a-dia. Quantas vezes nos perguntamos por que tal pessoa é assim ou nasceu dessa forma. E a razão nos responde, respaldada na Doutrina Espírita, que tal ou qual situação dolorosa é o resultado dos nossos atos passados.
Deficiências físicas, síndromes variadas, pênfigo, lupus, hanseníase, anencefalia, enfim, toda a sorte de padecimentos físicos e morais que os homens experimentam em suas vidas, nada mais é do que o resultado do passado, pela simples razão que Deus não nos faria sofrer por mero capricho.
Bezerra de Menezes.
Eu estava na colônia Nosso Lar e vi uma jovem que estava trabalhando com crianças que chegavam da Terra e eram portadoras de deficiência física. Como essa jovem era muito bela, saudável, eu falei:
- Minha filha, por que você escolheu essa ala de enfermaria, onde os deficientes físicos vão se recompondo?
(Porque o deficiente físico, quando chega ao plano espiritual, quanto mais tempo demorou na Terra, mais tempo também leva para refazer a sua integridade física. É um processo lento de recuperação; ele, que resgatou o seu débito, não sai imediatamente daquela situação na qual o seu espírito esteve aprisionado. Se você aprisiona uma pessoa num cubículo, sentada, sem ver a luz do sol, ela demora a recuperar a visão, sente dores musculares e demora a andar. A mesma coisa no plano espiritual).
Ela falou:
- Porque eu fui uma deficiente física.
Eu peguei a ficha dessa jovenzinha e achei que era um caso, realmente, para o Núcleo Servos Maria de Nazaré.
Ela dará o seu testemunho e vocês vão ver como, às vezes, o deficiente físico sofre, no seu interior, mesmo podendo ver, falar, conviver com as pessoas, alegremente.
Vamos ter o testemunho dessa jovem e acho que todos nós vamos aprender um pouco mais com a dor do nosso semelhante. Seria tão bom se as pessoas que recebemos fossem só de alegria, não é?
Mas, se Jesus veio até nós é porque existia muita dor para ser sanada, muito desespero para se transformar em esperança, se Ele veio até nós e está conosco há dois mil anos é porque, realmente, nós precisamos da terapia do Evangelho em nossas almas, da bondade em nossos corações e do equilíbrio em nossos espíritos.
Elisabete.
Há oito anos estou no plano espiritual, nasci, como todas as meninas, normal, brincando, correndo, brigando, vivendo intensamente. Mas, aos cinco anos, comecei a cair com muita facilidade, o que preocupou os meus pais, que me levaram ao médico. Constataram que eu era portadora de uma paralisia progressiva.
Os anos foram se arrastando, eu tinha mais duas irmãs e as via pular, brincar, correr. Nas festas de aniversário corriam atrás dos balões e eu sempre esperando que alguém se lembrasse de mim para me dar um balão, para me dar um pedaço de bolo, para me dar guaraná. Não falava, sempre que me olhavam eu sorria, mas dentro do meu coração existia um sofrimento enorme. Eu perguntava:
- Por que Deus? Por que eu não sou como as outras meninas? Por que eu não posso também correr e brincar como as minhas irmãs? Me davam bonecas, elas eram minhas permanentes companheiras, amigos, parentes, eu tinha minhas bonecas. Com elas eu conversava, porque minha mãezinha tinha seus afazeres, seus compromissos sociais, tinha que levar criança na escola. E a minha dificuldade era muito grande. Durante algum tempo eu até estudei. Era inteligente, mas depois foi ficando mais difícil e eu mesma preferi, naquele desencanto pela vida, não ir mais à escola. Pedi, em prantos, à minha mãe e, certamente, o médico lhe disse: "Ela não vai viver muito". Eu esperava, realmente, que não fosse viver muito. Eu via, progressivamente, a paralisia ir tomando o meu corpo.
Eu conversava com as bonecas, lia muito, ouvia música. Aquele era meu mundo, não sentia nenhuma alegria em sair. Mas, para não constranger a minha mãe, para não ser dela carcereira, eu aceitava participar de festas. O meu tormento era visível e a piedade nos olhos das pessoas mais visível ainda.
Chegou a puberdade, eu era a caçula, via as minhas irmãs se aprontando para irem para uma festinha, para o cinema, para irem aos parques. Elas chegavam contando, alegres, entre elas, porque os assuntos delas não eram os mesmos assuntos que tinham comigo. Porque elas apenas podiam me narrar aquilo que elas viviam, porque eu não tinha nada para conversar com elas, nenhum assunto, a não ser algum programa de televisão, alguma música. Elas conversavam um pouquinho comigo e começava o diálogo entre elas, entre as companheiras que chegavam e falavam: "Oi Elisabete!" Era o máximo que me concediam.
Assim os anos foram passando. Os namorados, os primeiros namoradinhos das minhas irmãs e um jovem que foi para comigo muito bondoso. Ele, um dia, chegou e falou com a minha irmã:
- Sua irmã é muito bonita.
Ninguém nunca havia me dito que eu era bonita, nem me importava se eu tinha o rosto bonito ou não. Meu corpo não respondia aos meus impulsos, aos meus apelos. Olhava para meus pés e não conseguia movê-los. Ele me trouxe alguns discos, alguns livros. Se tornou, realmente, um irmão. E eu ficava ansiosa para que minha irmã casasse, realmente, com aquele rapaz, mas um dia, ele se foi. Desmancharam o namoro, algumas vezes ele me visitou. Eu fiquei sem o amigo que conversava comigo, que elogiava meu cabelo, que me levava livros, bombons. E minha vida voltou a ser o que era, e ela a trocar de namorados e namorados.
Um deles diante de mim, disse, sem nenhuma piedade:
- Essa doença de sua irmã. Ela pode ser transmitida para filhos? Casando-me com você, eu posso ter um filho nessa situação?
Minha irmã respondeu:
- Eu não sei. Não sei te dizer.
Eu então me recolhi ao quarto daquele dia em diante. Não quis mais ser um espetáculo que pudesse prejudicar a descendência dos namorados de minhas irmãs. Sofri atrozmente, nos filmes de televisão, naqueles programs que dançavam e cantavam, mas nunca deixei que ninguém me visse chorar e para todos eu sorri...
Até que, com vinte anos, já com muita dificuldade para engolir, vi o meu corpo, pouco a pouco, diminuir, como se eu fosse voltar a ser criança. Passei a preocupar mais os meus familiares e mais preocupada fiquei com eles. Porque eu me sentia uma carcereira, sentia que todos eles estavam presos à minha deficiência física. E, aos vinte anos, parti para o plano espiritual.
Dois médicos que eu não sabia quem eram me socorreram.
Um deles me disse:
- Eu sou Bezera de Menezes, vou levá-la para recuperar-se. Você receberá tratamento, voltará a ter suas funções normais, mas melhorar, realmente, vai depender de você. Você teve um estágio de encarceramento carnal. Foi necessário isso para que você observasse as pessoas que te cercam, soubesse ver os sentimentos, olhar aquilo que os olhos das pessoas falam, soubesse esconder a sua dor e, também, que nós podemos ser um peso ou uma alegria para aqueles que nos cercam.
Ele me levou, então, para a Colônia Nosso Lar. Eu recebi terapia em todo o corpo, via gradativamente as minhas pernas tomando formas, recuperando os movimentos, minhas mãos, minha respiração, que era ofegante, voltaram ao normal.
Pouco a pouco, eu, conversando com aquelas que eram da mesma enfermaria, consegui sentar na cama e arrastar os pés. Debrucei-me sobre a janela e vi um belo jardim, belas árvores, chafarizes. E falei bem alto:
- Morta é que a vida voltou para mim!
Estava me recuperando, pouco a pouco, e daí para a frente já pude ir para o templo da prece, comecei a ir para os refeitórios. Emcaminhei um pedido para saber quais as possibilidades que eu teria para ajudar, porque eu me sentia de tal forma incapaz e inerte, que a ânsia de trabalhar, de usar as mãos e os pés, era força compulsiva dentro de mim, uma necessidade premente, eu queria usar as minhas mãos, eu queria sentir meus pés e andar incansavelmente, daqui para ali.
E o Dr. Bezerra de Menezes voltou a procurar-me.
- O que você pretende fazer?
Eu disse para ele:
- Qualquer coisa, contudo que eu trabalhe. Lavar chão, arrumar cama, tratar de doente, lavar o que for, mas usar as minhas mãos.
Ele deu um sorriso, segurou as minhas mãos e disse:
- Hoje vamos ter uma terapia com três jovens paralíticas. Você está disposta a ver as consequências que uma vida trouxe para você através da paralisia redentora?
- Estou!
Ele, conversando alegremente, segurando a minha mão como um pai amoroso, me levou a uma sala onde havia uma tela grande, onde se movimentavam imagens em terceira dimensão. Eram cenários muito belos e nós três, ali reunidas, depois de nos cumprimentarmos, olhávamos aquelas paisagens belíssimas e falávamos: "essa paisagem não é brasileira".
E aí foi sendo projetada a vida de cada uma de nós. Quando chegou a minha vez, lá estava eu, uma jovem bela, que tinha uma ama para calçar meus sapatos, apertar os meus espartilhos, pentear os meus cabelos, trazer meu chá que, às vezes, eu não gostava e lhe atirava na face, sem nenhum respeito pelo ser subalterno, sem um carinho por aquelas pessoas que cuidavam do meu bem estar. Entrava nas carruagens e, muitas vezes, quando ia cavalgar com o chicote na mão para chicotear o cavalo puro sangue, eu chicoteava o treinador como se ele fosse um animal, não um ser humano, tal o desprezo que eu sentia por todos que trabalhavam.
Revi, nas minhas lembranças, a serva da minha mãe e a minha serva. Lá estavam elas como filhas e como minhas irmãs, num reajuste tão misericordioso, porque elas me tratavam com tanto carinho, com diferença da juventude, é certo.
Mas, os jovens são assim, só depois que amadurecem é que vão entender, dar valor à família e ficar atentos às dores do semelhante.
Senti uma tristeza muito grande, chorei silenciosamente e falei para o Dr. Bezerra:
- Olha, eu tive a bênção de ter tantas bonecas, quando tantas meninas não tiveram uma boneca sequer, quando tantas e tantas meninas olharam as vitrines com os olhinhos cobiçosos, sem poder embalar nos braços as bonequinhas expostas à venda. Se for permitido, eu gostaria de trabalhar com crianças, crianças deficientes que estivessem em recuperação, a quem eu pudesse dar os primeiros cuidados. Sei que não tenho nada dentro de mim, agora vejo mais ainda, o quão pouco eu fiz no mundo e essa ânsia que eu tenho de usar as mãos, se me for permitido eu gostaria de trabalhar na enfermaria das crianças.
As crianças, quando desencarnam, chegam ao plano espiritual ainda mantendo aquela forma durante muito tempo. Às vezes, são pontas de encarnação, como é chamado aqui em cima, são delitos pequenos que têm que resgatar. Ou de um câncer em que foi desencadeado o desencarne antes da hora, ou a necessidade de um período de reajuste.
São inúmeras as situações que levam a pessoa a ser deficiente física, diferem muito os quadros, diferem as provas, como diferem as reações das pessoas.
Demorou algum tempo e, naquele tempo que demorou, procurei ajudar as companheiras de enfermaria. Quando as atendentes chegavam eu já tinha ajudado uma, outra, já tinha conversado.
Eu sentia uma profunda vergonha da moça rica, bela e insensível que eu fora. Lembrava daquele meu corpo na Terra, e pensava com alegria: minha mãe, minhas irmãs, devem estar sentindo o gosto doce da liberdade, porque, realmente, eu fora um fardo.
Não quis visitar os meus familiares, não por ser penosa a lembrança dos dias que lá vivi, porque não foram penosos, mas por ter sido uma presença penosa para todos eles. Eu queria ganhar um mundo novo, o resgate tinha cessado naquela encarnação, queria uma vida nova, estar num lugar novo, com pessoas novas.
Um dia chegou o doce Bezerra de Menezes:
- Recebemos a permissão do ministro, você vai ter uma entrevista com a ministra Veneranda e poderá trabalhar na ala das crianças deficientes.
Lá existem setores, como na Terra, onde só fazem brinquedos, alimentos. Porque o espírito se alimenta - pode parecer estranho para vocês, mas não é estranho quando vocês bebem uma água fluidificada - e lá se fazem caldos mais densos, que têm sabores deliciosos, sucos que são um "néctar dos deuses".
Eu, então, fui em cada setor aprendendo, como manipular fluidos da forma mais primária, que são os alimentos energéticos. Trabalhava a bioenergia para o alimento daquelas crianças, com as quais eu brincava. Mulheres que sabem costurar, faziam bonecas, faziam carrinhos e as crianças eram felizes. E como elas ficavam felizes ao verem como as perninhas recuperavam os movimentos, que os bracinhos se estendiam para nos abraçar, corriam e brincavam e eu contava história: "Era uma vez, uma menina muito bonita, muito rica, que teve que sofrer muito para aprender que a vida pode ser uma bela história, se nós soubermos viver..."
A todos vocês o meu agradecimento por terem tido a paciência de me ouvir. Agradeçam a Deus o que vocês possuem. Jovens, não destruam a saúde de vocês no vício, nas drogas. Aqueles que chegam ao plano espiritual e que usaram drogas, ficam paralisados, catatônicos e, certamente, terão uma reencarnação tão dolorosa como a que eu tive, porque não souberam valorizar a saúde. Aquilo que tinham, de perfeito, tornaram imperfeito.
Jovens, vocês que possuem motocicleta e carro, dirijam com prudência. Porque aqueles que destroçam seu corpo na velocidade e na imprudência ficarão, no plano espiritual, também lesados durante muito tempo e, certamente, nascerão com sequelas, porque não souberam valorizar o corpo saudável que possuíam.
Mães jovens, percebam o valor santificante do corpo de vocês, respeitem-se, saibam que a vida é uma bênção e nós devemos muito respeito a esse corpo que não foi feito por nós, foi feito por Deus.
Cuidem-se, porque a beleza é uma rosa bela num jardim em que o vento bate em suas pétalas e as arrastam pela lama. A rosa só é bela enquanto está na roseira, depois que perece, nem perfume possui, com qualquer flor é assim. Aproveitem a flor da vida para terem, na sua essência mais sublime, aquilo que a vida tem de melhor.
E, se vocês virem alguém arrastando o corpo no cárcere da deficiência física, não tenham piedade. Ajudem com um sorriso, com uma palavra. Façam com que se sintam amados e felizes, mas não tenham piedade, estão resgatando, estão reformulando o seu corpo somático, estão transformando as suas células lesadas em células saudáveis. Façam com que eles sejam capazes de sorrirem e sentirem que a vida tem gosto de amor. Esse amor diferente que é o amor doação, amor caridade. Façam com que as pessoas, ao chegarem perto de vocês, sintam que valeu a pena viver. E que a alegria é a tônica da vida.
Que Deus abençoe a todos. Muito e muito obrigada por tudo.

Fonte: http://mundomaior.wordpress.com/

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Santa Bárbara - Iansã


DIA: 4 de dezembro
PROTETORA CONTRA A MORTE TRÁGICA, EXPLOSÕES, RAIOS E TEMPESTADES.

Santa Bárbara nasceu em Nicomédia, na Ásia Menor. Bárbara pertencencia a uma família de certa posição social. Às ocultas dos pais, fanáticos pagãos, conseguiu instruir-se na religião cristã. Devia ter tido especiais dotes de beleza e inteligência, porque seu pai, Dióscoro, depositava nela as mais radiosas esperanças em vista de um casamento honroso. Mas Bárbara apresentava indiferença às solicitações do pai, até que este descobriu sua condição de cristã. Ficou, então, furioso e seu amor paterno se transformou em ódio desumano. Ameaçou-a com torturas e, finalmente, denunciou-a ao prefeito da província, Martiniano.

O coração da Jovem Bárbara sentia-se dilacerado entre amores opostos: o dos pais de uma parte e o de Cristo, amor supremo. Bárbara suportou o processo com firmeza e altivez, protestando sua fidelidade a Cristo, a quem tinha consagrado sua virgindade.

Era o tempo do imperador Maximiano, nos primeiros anos do século IV. O juiz, vendo a obstinação da jovem cristã em professar a fé, mandou aplicar-lhe cruéis torturas, mas suas feridas sempre apareciam curadas. Pronunciou, então, sua sentença de morte.
O próprio pai, Dióscoro, furioso em seu cego paganismo, decepcionado em seus interesses, prontificou-se para executar a sentença: atirou-se contra a filha, que se colocou de joelhos em atitude de oração, e lhe decepou a cabeça. Logo após ter matado sua própria filha, desencadeou-se uma terrível tempestade e o pai, atingido por um raio, caiu morto.

O culto de veneração desta santa do Oriente passou para o Ocidente, sobretudo, Roma, onde desde o século VII se multiplicaram as igrejas e oratórios dedicados a seu nome. Na iconografia cristã Santa Bárbara é geralmente apresentada como uma virgem, alta, majestosa, com uma palma significando o martírio, um cálice como símbolo de sua proteção em favor dos moribundos e ao lado uma espada, instrumento de sua morte.


SANTA BÁRBARA É IANSÃ NAS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS
Iansã também chamada Oyá, é o Orixá feminino dos ventos e raios. Além disto, é Senhora dos Eguns (espíritos dos mortos), os quais controla com um rabo de cavalo chamado Eruexim - um dos seus símbolos. Guerreira, a mais agitada das Orixás femininas, foi esposa de Ogum e, posteriormente, a mais importante esposa de Xangô. É irrequieta, autoritária, mas sensual, de temperamento muito forte, dominador e impetuoso. É dona dos movimentos (movimenta todos os Orixás), em algumas casas é também dona do teto da casa, do Ilê. Suas cores são vermelho e branco, marrom terracota ou ainda, rosa.

Eparrey Iansã. Salve Santa Bábara! 

Vencerás



Não desanimes.

Persiste mais um pouco.

Não cultives pessimismo.

Centraliza-te no bem a fazer.

Esquece as sugestões do medo destrutivo.

Segue adiante, mesmo varando a sombra dos próprios erros.

Avança ainda que seja por entre lágrimas.

Trabalha constantemente.

Edifica sempre.

Não consintas que o gelo do desencanto te entorpeça o coração.

Não te impressione a dificuldade.

Convence-te de que a vitória espiritual é construção para o dia-a-dia.

Não desistas da paciência.

Não creias em realização sem esforço.

Silêncio para injúria.

Olvido para o mal.

Perdão as ofensas.

Recorda que os agressores são doentes.

Não permitas que os irmãos desequilibrados te destruam o trabalho ou te apaguem a esperança.

Não menosprezes o dever que a consciência te impõe.

Se te enganaste em algum trecho do caminho, reajusta a própria visão e procura o rumo certo.

Não contes vantagens, nem fracassos.

Estuda buscando aprender.

Não te voltes contra ninguém.

Não dramatizes provocações ou problemas.

Conserva o hábito da oração para que se te faça luz na vida íntima.

Resguarda-te em Deus, persevera no trabalho que Deus te confiou.

Ama sempre, fazendo pelos outros o melhor que possas realizar.

Age auxiliando. Serve sem apego.

E assim vencerás...


Mensagem psicografada pelo Médium Francisco Cândido Xavier.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Meditação


"Meditação é a ação do silêncio." (Jiddu Krishnamurti)

"A meditação sem objeto é a seta que se dispara sem que o arco a solte." (Agostinho da Silva)

"O perigo de meditar é o de sem querer começar a pensar, e pensar já não é meditar, pensar guia para um objetivo." (Clarice Lispector)

"A meditação profunda acentua a natureza real do objeto a respeito do qual meditamos, e faz com que ela penetre na alma daquele que medita."
(Ramakrishna)

"Uma profunda meditação vale mais do que mil palavras." (Textos Judaicos)

"Feliz o homem que pode dedicar o seu tempo aos estudos e meditações, resistindo a tentações." (Textos Judaicos)

"Quem se entrega à vaidade e não se entrega à meditação, com o tempo invejará aquele que se esforçou na meditação." (Textos Budistas)

"A meditação é um vício solitário que cava no aborrecimento um buraco negro que a tolice vem preencher." (Paul Valéry)

"Pela meditação se ganha a sabedoria; pela falta de meditação se perde a sabedoria. Se o homem conhece este duplo caminho de ganho e perda, coloque-se naquele em que a sabedoria aumenta." (Textos Budistas)

"A meditação me ajuda a sentir a forma e a textura da minha vida interior. Aqui, no silêncio, eu posso começar a saborear o que os budistas chamariam de minha verdadeira natureza, o que os judeus chamam de calma, suave voz, e o que os cristãos chamam de Espírito Santo." (Wayne Muller)

Oferendas, Elementais, Espíritos da Natureza e Formas de Pensamento Elementares



Na ascese evolutiva da centelha espiritual, conforme haja o processo de interiorização rumo ao Eu Superior, vai ocorrendo o “distanciamento” dos planos da forma. Há uma “perda” ou abandono gradativo dos corpos mediadores. Com certeza o espírito em evolução habitará um dia planos mais “mentais”, destituídos da forma, como idealizais, mas o que é para vós a diferença entre a evolução mediana ou a superior? Como podereis estabelecer esses critérios na carne? Uma benzedeira analfabeta no interior do país pode ser um espírito evoluído, ao contrário de um tribuno espiritualista de grande conhecimento e destaque. Assim como o que “concebeis” ser um espírito evoluído, de nome conhecido para vós, pode ser de evolução mediana diante do pai velho discreto e anônimo que atende os doentes na tenda desconhecida, que é vista com olhar preconceituoso por ser umbandista. Mas, para esse espírito iluminado que “desce” vibratoriamente de planos angelicais inconcebíveis para a visão nebulosa dos retidos no ciclo carnal, a procedência terrena da agremiação mediúnica não tem a menor importância, exercitando esse amorável ser a verdadeira caridade, humilde e anônima, como dizia o Divino Mestre: “Guardai-vos, não façais as vossas obras diante dos homens com o fim de serdes vistos por eles…” É conveniente lembrar que há três realidades distintas ligadas ao conceito de elemento, e, por questões de nomenclatura, às vezes se confundem. São elas: Elementais, Espíritos da Natureza e Formas de Pensamento Elementares.

Os Elementais ou Energias Elementais – às vezes chamados de Elementais da Natureza – são energias primárias que sustentam toda a natureza. Não possuem forma nem, obviamente, individuação; apresentam-se em quatro modalidades ou faixas vibratórias, cada uma sintonizada com um dos quatro elementos: terra, água, fogo e ar. O corpo físico do homem, à semelhança da terra, do ar, do fogo e da água, é instrumento participe da orquestra que toca a sinfonia cósmica. Essas formas energéticas, Elementais da Natureza, encontram-se também em vós por um mecanismo de semelhança. Muitas vezes, o homem desequilibrado dessas energias em suas polaridades vê-se diante de inusitadas situações, no mais das vezes adoecendo seriamente. Os magos de antigamente manipulavam com destreza essas energias primárias ligadas à natureza, propiciando a cura junto aos locais vibratórios adequados, quais sejam as cachoeiras, matas, praias ou pedreiras. Com a movimentação dos Elementais, junto a esses recantos, conseguiam o reequilíbrio necessário, polarizando as cargas magnéticas despolarizadas.

A segunda realidade são as Formas-pensamentos Elementais, produtos da mente humana e compostos de substância astro-mental. As de baixo teor constituem a pior forma de poluição psíquica do planeta. Pairam à vossa volta, densas e deletérias, como decorrência das emanações mentais de baixa condição moral de grande parte dos terrícolas. Essas formas, por similaridade magnética e vibratória, têm as características de um dos quatro elementos da natureza, porque originalmente todos os encarnados têm em sua constituição energética do complexo físico, etérico e astral correspondência vibracional com as energias da natureza que os abrigam em seu “habitat” no orbe; do ar, da terra, do fogo e da água. Quando da constituição da Forma-pensamento no Éter, o próprio magnetismo planetário encarrega-se de atraí-las, por um forte mecanismo de imantação, aos sítios vibracionais correspondentes ao elemento energético que preponderava no corpo somático quando das emissões mentais, e que se encontra na natureza materializada ou manifesta na dimensão física. Naturalmente ocorre a desintegração desses morbos psíquicos continuamente emanados pelas mentes doentias dos encarnados. Sendo assim, é por isso que vós tendes uma sensação de leveza após um período de refazimento junto à matas, cachoeiras, praias ou após uma caminhada num parque em dia ensolarado.

Essas Formas-pensamentos foram erroneamente confundidas pelos videntes alquimistas da Idade Média com os espíritos que estagiam nos quatro sítios vibratórios da natureza terrícola, descritos na antiga Cabala hebraica (salamandras, silfos, gnomos e ondinas), interpretação equivocada que persiste até os dias de hoje.
Os magos negros e feiticeiros movimentam para o mal a fim de causar doenças e desequilíbrios, por meio de rituais próprios, essas Formas-pensamentos Elementares eterizadas, que vagueiam no Plano Astral e que deveriam se desintegrar nos recantos vibracionais e energéticos da natureza _ ígneos, eólicos, telúricos e hídricos (dos elementos fogo, ar, terra e água). Agem pela manipulação mental, imantando-as na auras e centros de energias (chacras) daqueles que pretendem atingir. A invocação dessas Formas-pensamentos Elementares é perigosa no que se refere aos arcanos mágicos da natureza, podendo causar sérios danos aos incautos e maldosos de coração que assim procedem. Esses médiuns magistas, conhecidos pelos despachos que “tudo resolvem”, regiamente remunerados, vinculam-se a entidades desencarnadas de baixo escalão vibratório e moral, vampirizadoras, criando sérios comprometimentos cármicos de que, em muitos casos, somente muitas encarnações depois vão desvencilhar-se.

A terceira realidade é a dos Espíritos da Natureza, às vezes simplesmente denominados Elementais, o que tem dado margem a equívocos. Constituem um reino de entidades ainda não-humanas. São vinculados a determinados campos magnéticos e vibratórios, semelhantes em freqüência aos Elementais do fogo, do ar, da terra e da água. São as salamandras, silfos, gnomos ou duendes e ondinas. Esses Espíritos da Natureza estagiam nesses sítios vibracionais do Astral à “espera” de um corpo hominal. São servidores dos reinos da natureza. Encarnarão inicialmente em planetas mais atrasados, algo inóspitos, mas semelhantes às vibrações desses “Elementais”. Esses irmãos não possuem a natureza setenária dos homens, não tendo ainda os corpos mental inferior e superior despertos, não possuindo, por isso, livre-arbítrio, discernimento e consciência moral. São capazes de sensação e visão. Potencializam as formas de pensamento, emoções e sentimentos dos seres humanos, ampliando-os. Se as emissões de pensamentos do médium magista que os invoca forem de ódio, desastre e destruição, direcionando-os contra outro ser humano, multiplicar-se-ão sobremaneira as forças movimentadas para o mal, pois eles são eficientes manipuladores das energias da natureza. Refletem as ações dos homens a que se vinculam, pois, sendo amorais, são indefiníveis do ponto de vista do bem ou do mal, tendo uma conduta semelhante a um animal doméstico; um cão pode ser dócil ou feroz, condição que reflete, na maioria das vezes, o estado psicológico do homem que o criou.

Determinados sons, cores e invocações, aliados à força mental do pensamento do médium magista ou mago que tem a assistência dos bons espíritos, despertam a sensibilidade desses Espíritos da Natureza para o bem e para a cura, associados aos fluidos ectoplásmicos exsudados, repercutem no Plano Astral, que é de grande plasticidade em relação ao impulso mental, levando a uma materialização fluídica invisível a vós. Essas exteriorizações ritualísticas se fazem necessárias como ferramentas de apoio para a formação da egrégora requerida a essas manipulações. A música eleva ou diminui a freqüência cerebral e as descargas eletromagnéticas, aumentando ou diminuindo o número de sinapses nervosas. Os mantras, os cânticos sagrados, eram muito utilizados na Atlântida, na Índia e no Egito antigo, proporcionando, quando repetidamente utilizados, profunda inspiração devocional e facilitando a concentração. Na Umbanda, a formação da egrégora e a canalização das emoções do corpo mediúnico são realizadas por meio dos cânticos, apurando as vibrações, reequilibrando a mente com o corpo e facilitando a sintonia com os guias e protetores.

As oferendas de coisas materiais junto à natureza seguem o princípio de que essas ofertas sejam compostas das energias primárias dos quatro elementos, exatamente as que estão faltando aos médiuns. A idéia é restituir-se à natureza aquilo de que se está precisando para refazimento, para recomposição do equilíbrio do equipamento mediúnico, e assim mantendo respeitosamente a harmonia da natureza doadora (2). Claro está que a simples presença junto da natureza já seria suficiente para tonificar o homem no seu complexo etérico-astral. Na verdade, são um mecanismo de auxílio válido, que serve de apoio exterior para um intercâmbio “magístico” com os Elementais, tornando-o mais efetivo. Obviamente prepondera a força mental invocativa que se forma na egrégora coletiva, que tem a assistência amorosa dos bons espíritos, caboclos e pretos velhos. Mas nenhum espírito elevado, mentor caridoso, precisa de oferendas materiais. A melhor oferta sempre foram os bons sentimentos e o amor ao próximo.

São práticas espúrias, ignorantes e menores as oferendas junto à natureza? Ou será o puro mentalismo a solução para todos os males? Quantos de vós conseguireis ser todo o tempo “mental”? Não é pelo fato de o orbe terrícola estar mudando de pré-escola para o ensino primário que deveis ridicularizar o que não compreendeis em sua plenitude. Malgrado as opiniões contrárias, a magia sempre existiu e continuará existindo no Cosmo. Uma mera oração sonorizada caracteriza um instrumento ritualístico que vos leva a uma manipulação energética, qual médium magista junto aos recantos da natureza. Não esqueçais que as energias ígneas, eólicas, telúricas e hídricas estão em vós, e não desprezeis as práticas ligadas à natureza, de que sois muito necessitados para o perfeito fluxo energético entre todos os corpos mediadores do espírito, em especial o complexo físico, etérico e astral.

Rogamos ao Pai que estejais todos vós imbuídos de um único ideal, crístico, e que o conhecimento seja a mola propulsora do discernimento dos homens, fazendo com que cada individualidade em evolução encontre seu caminho, mas que tenhais interiorizado que no Cosmo infinito muitos são os trajetos que levam a um mesmo destino. Incompreensões, quando existem entre vós, não refletem o que verdadeiramente ocorre na Espiritualidade, e sim a vossa estreita percepção das realidades vibratórias que vos cercam, decorrência da limitação consciencial que o corpo físico impõe ao espírito em eterno aprendizado e aperfeiçoamento. No mais das vezes, obnubilam a sensatez sobre o que seja a pura caridade cristã, chegando vós ao ponto de distinguir um espírito do outro, baseando-se em valores terrenos excludentes, deterministas, preconceituosos e transitórios.

Da maneira que julgardes sereis julgados, é da Lei que rege os movimentos ascensionais do espírito eterno, e conforme medirdes igualmente vos medirão. A consciência da Nova Era impõe a convivência harmoniosa entre todos, o que inevitavelmente acontecerá neste milênio que está no seu início, e podereis constatar no futuro próximo, mesmo que em encarnação futura, eis que sois imortal assim como o Pai.

Muita paz,
Muita luz.
Ramatis.

Do livro SAMADHI - Editora do Conhecimento.

Descarga Energética, Reciclando o Lixo Astral




(Este texto faz parte do livro "UMBANDA & SACERDÓCIO", no prelo pela Editora do Conhecimento. Ao transcrever, mantenha os créditos )


A marola do mar
Vem chegando
E as Caboclas Sereia
Descarregando



As pessoas que comparecem à sessão de caridade num terreiro de Umbanda, preponderantemente estão com algum transtorno ou algo as incomodando. Uma minoria vem com regularidade pelo fato de gostar somente e não apresentam nenhum sofrimento aparente. Raríssimo são os que assistem à palestra e não querem receber o passe por sentirem-se bem. Como o médium passista doa fluídos e de regra nunca recebe de nenhum consulente, se formos raciocinar com profundidade o passe deveria ser somente para àqueles que realmente estão precisando. Existe uma cultura estabelecida “papa passe” e se fôssemos deixar o portão do terreiro aberto muitos compareceriam só na hora do passe e iriam embora – esta coisa de palestra é muita chata pensam. Por que será que em outras religiões, como por exemplo, nas missas católicas os presentes só recebem a hóstia após as preleções e da eucaristia e ninguém chega de última hora? Pensemos que talvez caridade deva ter hora certa para início e término não sendo assistencialismo que vulgariza as sessões.

Diz-nos Vovó Maria Conga que a Umbanda ainda é um saco de todos os gatos, e que se não colocarmos ordem e disciplina nos ritos uma hora o saco vai rasgar, referindo-se aos que ficam nos botecos bebendo e jogando sinuca ou em casa vendo a novela tomando a cervejinha com o bife acebolado e saem correndo encima da hora para não perderem o passe no terreiro camarada. O saco rasgado é o médium extenuado que é sugado até a última gota de seu fluído e ainda deixam encima dele um monturo de lixo astral; peias magnéticas, larvas astrais, vibriões, enfim, toda sorte de energias negativas que são despejadas juntamente com as lamúrias, choros e pedidos de ajuda os mais diversos.

Mesmo após a defumação do templo e das palestras que elevam o psiquismo dos presentes facilitando a liberação de suas energias negativas, culminando com ritual de fogo antes da abertura da sessão propriamente dita, o que é um potente elemento desintegrador de miasmas e vibrações pesadas, ainda assim os consulentes entram para os passes e consultas ensimesmados, com idéias fixas e presos às suas dores e queixas e conseqüentemente também imantados aos obsessores diretos ou indiretos, como o são os espíritos desencarnados que se lhes fixam-se nos chacras com a finalidade de haurir suas energias animais.

Durante os passes e as consultas ocorre grande movimentação astral e dentro do merecimento de cada um são afastados obsessores, desmanchados campos de forças oriundos de magia negativa, “mau olhado”, quebranto, e uma infinidade de resíduos energéticos gerado pelos chacras desequilibrados que estão colados em torno do duplo etéreo dos atendidos, literalmente parecendo um ar condicionado com o filtro sujo e entupido que fica limpo e recondicionado após o atendimento.

Diferentemente das sessões desobsessivas dos centros espíritas ortodoxos, em que os médiuns dão várias passagens à manifestação de espíritos desalinhados e sofredores para serem doutrinados, na Umbanda o medianeiro está vibrado por um guia que serve como se fosse um escudo protetor. Mesmo assim o aparelho mediúnico muitas vezes ao final dos trabalhos ressente-se tal o volume de “lixo astral” que fica acumulado na área etérea contígua ao terreiro físico. O que faremos com todas estas energias negativas? Deixá-las paradas num local que nos é sagrado e cultuamos os orixás? Claro que não.

Não sei como certos centros espíritas conseguem desintegrá-las “só” com a força da oração após todas àquelas manifestações. Lembro-me que quando trabalhava na desobsessão kardecista por várias vezes saia dos trabalhos com as pernas trêmulas, sentindo-me enfraquecido e não era incomum sentir dor de cabeça e de barriga e alternadamente ter pesadelos noturnos com os atendidos. Comecei a me fortalecer quando retornei a freqüentar a Umbanda até que um dia Caboclo Pery “proibiu-me” de continuar no trabalho de mesa com sofredores sob pena de minha mediunidade ficar em frangalhos e eu adquirir uma séria fadiga fluídica. Como meus chacras e tônus mediúnico estão vibrados para trabalhar com as entidades ligadas a Umbanda pela modalidade de incorporação, creio que isto acaba obstando um trabalho concomitante nas hostes kardecista aos moldes habituais que eles usam na desobsessão, o que é uma especificidade da minha mediunidade e não serve de modelo para outros médiuns que atuam no kardecismo ao mesmo tempo em que nos terreiros e não se ressentem energeticamente. Oportunamente, Caboclo Pery no seu linguajar direto e simbólico me explicou melhor:

- Caboclo Pery: meu filho, que adianta um carro moderno se a gasolina é colocada com impurezas no tanque? Procure colocar um pouco de água lamacenta ao combustível e veja o que acontece ao modelo mais tecnológico. É isto que ocorre em alguns centros espíritas. Usam a gasolina que em associação é a prece, mas se esquecem da água lamacenta que são os restos fluídicos deixados pelos espíritos atendidos e que se encontram com seus corpos astrais em péssimos estados, iguais a andarilhos mendicantes. Não se preocupam com o destino dos fluídos negativos. Esperam que façamos tudo no plano espiritual como se fôssemos “santos” infalíveis. A própria barreira magnética vibracional que se forma no plano denso, na crosta e nos corpos físicos é de difícil superação a nós, quando não impossível frente a alguns médiuns desalinhados no dia da tarefa caritativa. Alie-se a “desatenção” com estas energias que não são descarregadas devidamente para a natureza à desconcentração da corrente - o que muitas vezes se intensifica pela ausência de ritual o que leva as mentes inquietas sem terem um ponto de apoio para a concentração a “voarem por aí” como se fossem passarinhos fugindo das gaiolas - coisa natural após dez a dozes horas de trabalho profissional, crescido o cansaço, fome e sono, e não tem mentor no plano espiritual que consiga fazer em todas as sessões uma assepsia satisfatória no ambiente ao final dos trabalhos, por eventualmente falharem os aparelhos na Terra, o que acaba servindo de aprendizado aos médiuns invigilantes. Como um bumerangue que volta ao lançador, pode ficar os fluídos enfermiços em alguns médiuns mais sensíveis e os sofredores do lado de cá saem aliviados. Aos menos se tomassem um bom banho de arruda, coisa que já tem comprovação científica de suas propriedades adstringentes e dispersivas, ao deitarem no descanso de seus lares teriam uma boa noite de sono e no outro dia estariam “novos”. No seu caso pelo seu corpo astral estar vibrado para a corrente mediúnica da Umbanda, ao não fazer a descarga energética em nossos moldes, acabava a sua aparelhagem indiretamente sendo a coletora do lixo astral que ficou no ambiente, o que se agravava pela proibição da manifestação das entidades de Umbanda em sua sensibilidade ao final dos trabalhos e por repercussão vibratória somatizava e criava as enxaquecas e diarréias, o que na verdade é uma descarga energética orgânica. Quanto aos pesadelos, nem sempre foi assédio de algum malfeitor do lado de cá. Muitas vezes um cascão astral tem “memória” e ao ficar grudado na sua aura você acabava recebendo em sua tela mental as impressões gravadas neste egrégoro, como se vivo estivesse. O metabolismo do corpo físico rapidamente desintegrava-o. Antes, contudo, fazendo-o sofrer, o que seria dispensável se soubessem manipular os elementos e condensadores energéticos necessários para desintegrar todos estes restos fluídicos deletérios. Há que se comentar que não devemos generalizar. Por certo a maioria dos medianeiros espíritas sai bem ao final dos trabalhos e não tem suas auras “abertas” para as peculiares vibrações da Umbanda, como sói acontecer com os trabalhos magísticos que exigem que o médium umbandista durante o seu desenrolar seja usado como “armazenador”, retendo nele – chacras - os fluídos pesados que são descarregados somente ao término dos atendimentos.

Ao final das sessões, encontros caritativos que às vezes são atendidos 150 consulentes, não é incomum o ambiente ficar gelado, nossas mão frias e os médiuns pálidos. Outras vezes sentimos taquicardia, sudorese, estufamento estomacal, dor abdominal e de cabeça, nas pernas ou braços. Ficam montes de energias pesadas imantadas e fixadas nos centros de forças dos orixás que temos dentro do terreiro. Eventualmente ficam espíritos que devem ser encaminhados para os locais que lhes são afins no astral, seja entreposto hospitalar socorrista ou para as suas próprias organizações. Quando são devolvidos aos seus chefes, isto é terrível para eles, mas nada os guias podem fazer pelo fato de ainda não terem alcançado merecimento para socorro. Outros há que são encaminhados para a rua, no astral, pois são perambulantes que estavam sugando os consulentes e sem darem-se conta entraram no terreiro. Nenhum espírito que não seja mentor da Umbanda pode ficar no ambiente astralizado que tangencia o terreiro, que deve ficar ionizado em vibrações positivas como estava no inicio dos trabalhos. Os campos de força dos orixás não podem ficar vibrando com negatividades humanas sob pena de se comprometer o fluxo de axé – energia primordial e vital – mantenedora do congá e da casa.

Então, com cânticos de yemanjá, e o elemento aquático que se liga ao sitio vibracional do mar; Iansã e elemento eólico que se enfeixa com as correntes aéreas; exu, que é movimento; omulu, o elemento telúrico da terra em seu potente magnetismo de atração,..., se dão as incorporações aos finais dos trabalhos re-energizando os médiuns e ao mesmo tempo deslocando todos os fluídos negativos para a natureza transmutadora. Esta dinâmica de descarga energética se apóia na utilização de três alguidares – vasilhames de argila - água, cachaça e terra, que são jogados ao final em um jardim e com o fogo – álcool- que é utilizado em todos os trabalhos.

 

Ó povo de Umbanda
vem ver os filhos seus
descarrega esses filhos na hora de Deus
se veres um filho, caído no chão
levanta, levanta são todos irmãos
que filho de Umbanda não fica no chão.

* * *


Descarrega, descarrega. Todo o mal que aqui está.

Leva, leva, leva

Leva pro fundo do mar. (Bis)
 
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Salve a Umbanda! Saravá a todos os Médiuns de Umbanda...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A Umbanda É de Muitas Caras e Cores, Sons e Odores.



“Assim, foi delineada a doutrina que se conhece por Umbanda, despida de preconceitos racistas pela sua origem africana, no sentido de agrupar em suas atividades escravos, senhores, pretos, brancos, nativos, exilados, imigrantes descendentes e todos os povos do mundo, sediados em solo brasileiro"

                         Ramatís                        
"A Missão do Espiritismo"


"A compreensão da origem cósmica da umbanda, do seu esoterismo e gênese, fortalecerá a convergência de todas as doutrinas na Terra, expressadas nas escolas orientais e ocidentais. Mudam os nomes, permanecem por ora os preconceitos, mas a essência divina é uma só, independente de como os homens a denominam em sua estreita religiosidade. Tudo se transforma no Cosmo e nada é definitivo. Cada vez mais os rituais externos se voltam para o interno. Por sua vez os filhos da fé umbandista, interiorizando-se, descobrem aos poucos o Deus vivo dentro de cada um, levando-os inexoravelmente a concluírem que Ele em tudo está e tudo é. Esse estado de consciência, de todos no Um  e o um no Todo, acalma as consciências, fazendo-as concluírem que só se dando as mãos no amor é possível se libertarem da prisão das reencarnações sucessivas."

"Ao mesmo tempo, do Alto, provindo do triângulo fluídico que  sustenta a umbanda se condensam os  raios cósmicos, ditos Orixás, aspectos do Incriado, espargindo Suas vibrações divinas sobre todos os terreiros, se manifestando nos médiuns através das suas entidades estruturais e, ininterruptamente, abrigando no plano oculto todas as formas de que os espíritos se utilizam para se comunicar no meio denso pela mediunidade. Os Orixás propiciam a manifestação do Incriado nos planos concretos, das formas,  interpenetrando e se fazendo sentir através dos corpos sutis e chacras dos cidadãos, condição indispensável à evolução da coletividade espiritual retida no Planeta Azul."

 Ramatís 
 "A Missão da Umbanda"

As Bananas de Chico - Alimentos Nocivos



Interessante caso de Chico Xavier, quando o maravilhoso médium visitou uma família com sérios problemas espirituais para fazer o que hoje poderíamos denominar de “atendimento fraterno”. Chico, que adorava bananas, se encantou com um cacho de bananas muito formosas que havia na mesa. No decorrer da conversa com os familiares, entretanto, Chico Xavier ficou extremamente chocado ao ver duas entidades espirituais inferiores entrarem no recinto e literalmente comerem as bananas. Ora, como um Espírito desencarnado pode comer a banana?! Posteriormente, Emmanuel esclareceria a Chico Xavier que o referido lar não tinha barreiras vibratórias em função de uma sintonia mental com entidades negativas, em função de seus sentimentos, pensamentos e hábitos negativos do ponto de vista moral. Assim, seres espirituais atrasados e com perispíritos muito materializados e que teriam grande necessidade de sensações de ordem material não teriam impedimentos maiores para entrarem no lar, podendo gerar obsessões e quadros lamentáveis em função da afinidade vibratória. Ao sentirem fome, estes Espíritos comeram, de fato, as bananas, ingerindo o corpo vital das mesmas. Por outro lado, além de eliminarem grande parte do conteúdo vital das bananas, deixaram nas mesmas impregnações fluídicas negativas, fazendo com que as bananas se tornassem alimentos perigosos para aqueles que as ingerissem, tanto sob o aspecto físico quanto do ponto de vista espiritual.

Em vista disso devemos nos preocupar com alimentos servidos em lares com desavenças, pois, os mesmos podem nos fazer mal. O mesmo pode ocorrer quando um alimento é preparado por pessoas de baixa vibração, por problemas pessoais, raiva, rancor...

E quanto a estas oferendas de encruzilhadas de rua, em praças, em locais diversos de entrecruzamentos de pensamentos profanos, como será a vibração das entidades espirituais que se alimentam do corpo vital das frutas e dos fluídos do animal sacrificado?

Pense Nisso... 

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Ouça os Pontos da Linha de Esquerda da Umbanda

A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho. Caboclo Índio Tupinambá.

Caboclo Índio Tupinambá

Caboclo Índio Tupinambá
"...Onde quer que Você esteja... meu Menino... Estarei Sempre com Você... Anauê!"

Luz Crística

Pense Nisso...

"Estudo, requer meditação. A meditação leva a conclusões. E as conclusões fazem com que as pessoas modifiquem os seus hábitos e suas atitudes" – Dr. Hermann (Espírito) por Altivo Pamphiro (Médium)

Obras Básicas da Doutrina Espírita - Pentateuco Espírita

O Livro dos Espíritos - Contendo os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade – segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ordenados por Allan Kardec. O Livro dos Médiuns - Contendo os ensinamentos dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo. Em continuação de "O Livro dos Espíritos" por Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo - Com a explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida por Allan Kardec. Fé inabalável só é a que pode encarar a razão, em todas as épocas da Humanidade. Fé raciocinada é o caminho para se entender e vivenciar o Cristo. O Céu e o Inferno - Exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e demônios, sobre as penas, etc., seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte por Allan Kardec. "Por mim mesmo juro - disse o Senhor Deus - que não quero a morte do ímpio, senão que ele se converta, que deixe o mau caminho e que viva". (EZEQUIEL, 33:11). A Gênese - Os milagres e a predições segundo o Espiritismo por Allan Kardec. Na Doutrina Espírita há resultado do ensino coletivo e concordante dos Espíritos. A Ciência é chamada a constituir a Gênese de acordo com as leis da Natureza. Deus prova a sua grandeza e seu poder pela imutabilidade das suas leis e não pela ab-rogação delas. Para Deus, o passado e o futuro são o presente.
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