Espiritualizando



Fé Racional

"Em lugar da fé cega que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inquebrantável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. À fé é necessária uma base, e essa base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque ela quer se impor e exige a adição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio." (O Evangelho Segundo o Espiritismo.)

Espiritualize-se...

Sábio é aquele que a tudo compreende e nada ignora. Deus não impôs aos ignorantes a obrigação de aprender, sem antes ter tomado dos que sabem o juramento de ensinar.

Nenhum mistério resiste à fragilidade da Luz. Conhecer a Umbanda é conhecer a simplicidade do Universo.



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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Animismo, Mistificação e Mediunidade



ANIMISMO E MISTIFICAÇÃO
Eis aí mais um tema que alguns pretendem fazer polêmico e, embora possamos vislumbrar sua importância, ela normalmente é deixada de lado em função de um pseudo "respeito que se deveria ter para com o animismo alheio".

Antes da abordagem gostaria de explicar, sendo bem claro para todos os que aqui chegam, que o propósito deste Blog não é o de ficar "batendo cabeça" para uma grande parte de IDÉIAS SEM FUNDAMENTOS divulgadas até como "EVOLUÇÃO DA UMBANDA" que vemos serem espalhadas em livros e na própria internet. Nosso propósito é exatamente o de tentar explicar, em linguagem mais clara possível, o porquê de certos rituais, como acontecem certos fenômenos, e, se podem ter fundamentos ou não.

Nossa idéia é mesmo a de confrontar certos "axiomas" com a razão, para chegarmos a conclusões (ou até mesmo não), de que podem ser mesmo axiomas ou ...

Já está mais que na hora da Umbanda sair do MUNDO DOS CONTOS DE FADAS e se tornar mais RACIONAL; de deixarmos de divulgar procedimentos e teorias como "MISTÉRIOS" e os demonstrarmos, ainda que apenas pela prática, através das quais poderiam se tornar COROLÁRIOS (afirmações deduzidas de verdades demonstradas); de ficarmos aceitando tudo o que inventam como prática ritualística de Umbanda; de aceitarmos PURO ANIMISMO como MEDIUNIDADE, o que acaba por nos levar a situações até mesmo bizarras frente a pessoas que tenham um mínimo de raciocínio lógico e, principalmente aqueles que têm sede em dizer que tudo não passa de atuação do "Grande Irmão"(*) ou de mentes doentias.

Não raramente vemos pessoas criticarem práticas religiosas alheias, mas sempre à luz de suas próprias verdades. Mas o pior é que, quando lhes pedimos para exporem suas verdades com alguma base racional, também acabam entrando naquela história de que "não pode ser explicado por ser eró (segredo, mistério), mas também não é como estão dizendo"...

Ora, se a idéia é criticar por criticar, então é melhor que se fique de boca fechada. Apelar para os erós (segredos), na maioria das vezes é saída pela tangente DE QUEM NÃO TEM RESPOSTA, MAS TAMBÉM NÃO QUER ACEITAR O RACIOCÍNIO ALHEIO. E veja bem que isso não é uma crítica destrutiva. A idéia é de que seja um CONVITE AO RACIOCÍNIO, já que EM UMBANDA NÃO HÁ OVELHAS (ou pelo menos não deveria haver) e sim pessoas que pretendem (ou deveriam pretender) compreender um pouquinho mais, que seja, de todas essas práticas e ritualísticas, seus próprios objetivos a serem alcançados, ou seja, o máximo que se possa aprender para, futuramente, "ANDAR COM SEUS PRÓPRIOS PÉS".

O que for considerado "fundamentado" através do raciocínio e verificação prática, então que se pratique, enquanto o que não for... que se "enxugue".

A afirmativa de que "temos que respeitar todas as ritualística alheias" é correta, mas até certo ponto - o ponto em que se demonstre ter essa ou aquela, algum tipo de fundamento.

Veja bem que não ter que respeitar a ritualística alheia NÃO QUER DIZER que TENHAMOS QUE ATACÁ-LAS ou às pessoas que assim agem. O que isso quer dizer é que: Conhecendo-se uma determinada ritualística, têm-se TODOS OS DIREITOS DE ESTUDÁ-LA MAIS PROFUNDAMENTE E, PROVADAS SUAS VERDADES, ACEITÁ-LAS E ATÉ DELAS SE UTILIZAR. Caso contrário, demonstrar suas fragilidades (SIM, POR QUE NÃO?) e deixar para quem quiser ou puder entender, numa forma até caritativa, já que o conhecimento dessas fragilidades poderá ajudar muitos a se reciclarem em seus conceitos iniciais e, com isso ficarem MAIS CONSCIENTES DO QUE ESTÃO FAZENDO E MENOS VULNERÁVEIS.

Estou tocando nesse assunto porque, de tempos em tempos aparecem algumas pessoas alardeando práticas e "FUNDAMENTOS TEÓRICOS" baseados tão e somente em suas próprias experiências pessoais e, se essas pessoas tiverem um bom acesso à rede de distribuição (mídia escrita, televisada, irradiada, etc.), de uma hora para outra parece que as pessoas nem bem raciocinaram e já estão gritando que "essas são as verdades". As Novas Verdades? Será que passam pelos crivos da coerência? Será que passam pelos crivos das contradições? Ou as estamos aceitando simplesmente porque quem as difundiu foi o Pai Fulano ou a Mãe Cicrana que "estão na mídia"?

Vamos raciocinar um pouquinho mais antes de aceitar o tudo que nos cai às mãos?

Até os textos que você encontra por aqui, tentando buscar fundamentos ou explicá-los, devem ser fartamente analisados em busca de possibilidades, razão ... ou não.

Não estou tentando reinventar a Umbanda ou a Mediunidade e muito menos criar uma Nova Umbanda. O que estou tentando é, de posse de informações pertinentes, traçar linhas convergentes e divergentes entre idéias e conceitos para que cheguemos, cada um a seu modo e tempo, a algumas conclusões que nos venham a ser positivas e delas possamos tirar algum proveito.

Minha preocupação maior é com o LIRISMO e o excesso de MISTICISMO com que são tratados certos assuntos por alguns, que, muito longe de virem a ser positivos, podem levar a dificuldades e quedas inconscientes, já que o apoio de práticas e fundamentos em sonhos e fantasias, mais cedo ou mais tarde vai se revelar como uma estrada sem chão. ANOTE ISTO EM SEU CADERNINHO.

Como sempre, estou disposto a debater esse e outros assuntos, educadamente, com qualquer pessoa que assim pretenda e que discorde das idéias aqui difundidas. Não tenho medo de "ter que bater cabeça", mesmo que seja para um neófito, um abiã, ou seja lá que título tenham, desde que suas palavras e idéias demonstrem ter um real fundamento. FAÇO ISSO COM A MAIOR SATISFAÇÃO!
Pela minha prática a Umbanda é simples. É tão simples que se torna um "bicho de sete cabeças" pra quem pretende criar novos conceitos e fundamentos. E tanto é que os que assim agem acabam se contradizendo uns aos outros e contradizendo a si próprios, tal é a profusão de "novos conceitos", novas práticas e até mesmo NOVOS ORIXÁS que estão aparecendo por aí.

Isso dito, vamos ao assunto principal.

Quando iniciei meu caminho pelo Espiritismo, em Kardec como já disse em outro texto, havia, por parte dos dirigentes das Sessões uma grande preocupação quanto ao animismo por entenderem eles que: "esse era um "fenômeno" através do qual o médium acabava por transmitir suas próprias idéias a despeito do que poderia estar pretendendo alguma entidade que ali estivesse, sendo que, em muitas vezes, nem estavam - na verdade as "mensagens" eram fruto do consciente ou mesmo inconsciente do médium que, acreditando estar sendo atuado, passava aos demais suas próprias idéias e formas de pensar sobre esse ou aquele assunto".

Essa preocupação foi comigo ao adentrar à Umbanda e começar a treinar novos médiuns - poderia dizer iniciar novos médiuns mas prefiro o termo treinar.

Hoje em dia percebo, por alguns textos, uma aceitação maior e até mesmo - por que não dizer - uma certa permissividade exagerada que, ao meu ver, em grande parte das vezes acaba fazendo com que se aprontem "médiuns" que mais são anímicos do que médiuns mesmo.

Nossa grande preocupação, enquanto médiuns era, quando em atuação consciente (tipo de mediunidade mais utilizada nas mesas Kardecistas) estar o mais relaxados possível e SEM IDÉIAS PRÉ-CONCEBIDAS PARA QUALQUER ASSUNTO, já que esse fato poderia em muito atrapalhar a verdadeira mensagem que deveria ser repassada. Exemplo: Se o médium fosse um Homofóbico não treinado e a mensagem fosse destinada a um(a) homossexual, na maioria das vezes essa mensagem poderia ser "truncada" (mutilada) e cheia de impressões pessoais, perdendo, dessa forma, a real validade para a questão.

Um outro exemplo que era sempre realçado em reuniões de médiuns era a possibilidade de problemas psicológicos enraizados também afetarem as comunicações, bem assim como vaidades e pretensas sabedorias e conhecimentos que em muitas vezes poderiam CRIAR FALSAS MENSAGENS e, por decorrência, FALSOS ENSINAMENTOS.

O que me preocupa, nos dias de hoje, é o aumento dessa permissividade aos fenômenos anímicos em detrimento dos verdadeiramente mediúnicos pois, podem ter certeza: são decorrências de animismo, talvez não em todas, mas em sua grande parte, os Exus Reis, Barões, Duques disso ou daquilo, As Pomba Giras Princesas daquilo outro, os Oguns de capa, capacete e espada, "todos soldados romanos" e muitas outras coisas QUE FOGEM TOTALMENTE À HUMILDADE pregada pela Umbanda quando anunciada ou fundada ou sei lá o que.

Sempre que posso faço essa pergunta e até hoje ninguém me respondeu adequadamente: Será que todos os Exus foram NOBRES ou TODOS os NOBRES viraram Exus do outro lado? Será que Maria Padilha era mesmo uma portuguesa amante do Rei Pedro, o Cruel de Castela, e tinha origem Cigana? Será que todos os Caboclos de Oxossi eram Chefes de Tribo e os de Ogum eram soldados ou Generais Romanos mesmo? Será que só sobraram para os menos nobres (na Terra) as falanges de malandros? Ou na Umbanda ATUAL os sem título não cabem?

Quando comecei Exu Sete Encruzilhadas era só isso - SETE ENCRUZILHADAS (da calunga ou da encruza). Agora já é REI das Sete Encruzilhadas. Isso deve querer dizer que nessa falange só entram REIS da antiguidade ou que se tornaram REIS depois de "mortos"... ou não?

Exu Veludo era só Exu Veludo. Agora já foi Duque, Barão ... sei lá. As Pomba Giras tinham "nomes" diversificados e não eram quase todas Marias Padilhas ou Marias Molambos e, quando se identificavam se diziam, por exemplo: Sete Saias da calunga ou da encruza, ou da figueira. Mas agora parece até que estão se refinando em suas apresentações. Tanto Pomba Giras como Exus, se apresentam como, por exemplo: Exu tal da terceira porta do lado direito da calunga, Pomba Gira tal do lado esquerdo do cruzeiro, da porta esquerda da fornalha, da terceira catacumba depois da primeira curva à esquerda (isso já foi por minha conta). O que é isso? Evolução da Umbanda? Não meus irmãos. Isso é PURO ANIMISMO! Pura atuação do consciente ou inconsciente humano ou, em caso pior, MISTIFICAÇÃO do "médium" ou da própria entidade no caso de haver alguma.

Meus caros,
Detesto ter que dizer isso, mas tenho que fazê-lo: MUITO CUIDADO COM O ANIMISMO, mas MUITO CUIDADO MESMO! Respeitar o ANIMISMO alheio, não tentar corrigir esse defeito que muitos de nós temos, muito menos que ajudar, vai acabar mesmo é criando A UMBANDA ANÍMICA (se é que já não existe) com todas as suas conseqüências.

Só para que tenhamos uma idéia do quanto o animismo está imperando nos dias de hoje, percebam que as Giras em que há maior participação (presença) dos médiuns (pra não falar da assistência) nos dias de hoje são:

As de Crianças; As de Malandros; As de Exus. REPARARAM?

Por que? Porque são essas as giras mais propícias a "empolgações", EXTERIORIZAÇÕES DE EGOS e outros comportamentos "humanizados" e inadequados que poderão ser observados por todos os que queiram fazê-lo friamente, embora sem idéias pré-concebidas.

Por outro lado, as Giras de Caboclos e Pretos Velhos, que em minha opinião são OS VERDADEIROS REPRESENTANTES DA UMBANDA NO BRASIL, POR EXIGIREM MAIOR RESPEITO, menos brincadeiras e"gracinhas", menos fantasias (quando são entidades de Lei mesmo), menos festanças e alvoroços, comportamento mais equilibrado tanto de assistentes quanto de médiuns, em muitas vezes não alcançam a metade do público assistente e, podemos perceber que ATÉ MESMO PELO LADO DOS MÉDIUNS, não são tão procuradas.

Se falarmos então em Sessões de Estudo, é um tal de "tenho compromisso", "infelizmente não vou poder", "mais de uma Gira meu marido não vai deixar" e outras desculpas mais que ... nem dá pra comentar.

E desculpem-me mais uma vez certa radicalização de pensamento, pois se o faço é porque preocupa-me observar que alguns Terreiros atuais (e alguns mais antigos também), principalmente os que vivem em busca de MAIS ASSISTÊNCIA, acabam se transformando em PALCOS TEATRAIS para interpretações pseudo mediúnicas de artistas frustrados com um imenso vestuário, cenários, festas e mais festas e, se deixarem e tiverem dinheiro para tal, poses para fotos e filmagens (nada contra quando acontece às vezes mas SEM POSES DE ENTIDADES, por favor).

O que acontece muito nos dias de hoje é que TEM MUITA GENTE BRINCANDO DE UMBANDA e isso não é nada bom - as conseqüências disto...

Há pouco fiquei sabendo que, além dos Lampiões e Marias Bonitas (Cangaceiros) e outros, brevemente estaremos vendo disseminadas (e possivelmente até defendidas a ferro e fogo) as falanges de LIXEIROS e de CAIPIRAS com direito a roupas de quadrilha e tudo mais... E isso porque essas "falanges" já estão "baixando" em alguns lugares por esse Brasil afora. Isso é EVOLUÇÃO DA UMBANDA? Temos que aceitar isso também?

Que vai ter gente tentando justificar mais essas explosões de ANIMISMO ou MISTIFICAÇÕES, lá isso vai, porque, como costumam dizer, a Umbanda recebe a todos em seu seio... Agora, pra quem acha coisas como essas "muito normais", provavelmente deverá achar também normal quando as falanges de Cavalos de Ogum, Leões de Xangô, Tigres de Oxossi, Cobras de Oxum etc e tal, forem também mais divulgadas porque: que já tem gente "recebendo" isso aí, também é "verdade" E NÃO É DE HOJE!
Vou repetir o que uma entidade, há muitos anos repetia para nós a título de aviso: "VÃO ABRINDO PORTEIRA, VÃO ABRINDO PORTEIRA!". Entenda quem puder!

Voltando ao assunto inicial e agora mais "academicamente", explicamos que MISTIFICAÇÃO é o fenômeno em que médium ou entidade incorporante (humana ou elemental) fazem parecer ao público que acontece uma coisa que realmente não acontece. Nesse aspecto, pelo lado do pseudo médium, estão incluídos aqueles que, pretendendo se mostrar com o "santo", fingem que estão incorporados repetindo trejeitos e formas de falar de entidades reais - SÃO OS IMITADORES DE ENTIDADES. Não vou me alongar nos porquês alguns assim agem pelo fato de que seja lá qual for a desculpa, o real motivo são suas personalidades deturpadas, já que o fazem CONSCIENTEMENTE - esse é o já famoso EKÊ.

Pelo lado das entidades que assim agem, além de terem suas personalidades deturpadas, podem ter também outras reais intenções, na grande maioria das vezes com fins obsessivos.

Por que digo isso? Porque, por exemplo, se uma entidade qualquer se apresenta como Pai Manoel de Angola, se finge de Preto Velho, age como tal e não é (A NÃO SER EM ALGUNS CASOS PERMITIDOS EM QUE A ENTIDADE ESTÁ SENDO VIGIADA PARA QUE POSSA SUBIR O SEU DEGRAU), pode ter certeza de que, mais cedo ou mais tarde irá demonstrar seus reais propósitos, não só em relação ao médium que lhe dá passagem como talvez, até mesmo em relação ao grupo que venha a chefiar.

Um obsessor (ou kiumba) deste tipo, se não reconhecido rapidamente, costuma ir ganhando terreno através de "trabalhinhos bem feitos" aqui ou ali, de uma forma que, aos poucos, vá ganhando a atenção e carinho, não só do médium como de outros que o cerquem e, a tal ponto, que se amanhã (num futuro) resolver matar um boi nos dentes, todos vão achar perfeitamente normal por se tratar do "querido Pai Manoel" (que me perdoem os verdadeiros), sem perceberem que desde muito tempo atrás já estavam sendo levados, em suas práticas, aos caminhos do Baixo Astral. ANOTE ISTO TAMBÉM!

Como já expliquei antes (ao tocar no tema: obsessores), quando um quer se assenhorear do médium ou de sua "platéia", a melhor técnica que usa é exatamente a de criar vínculos através de "milagres" que possa vir a fazer. Depois que todo mundo já está em suas mãos (crendo sem reservas), o resto é fácil porque ninguém mais quer refutar (desaprovar) o que possa estar caminhando por caminhos tortos - sempre acham que é normal. ANOTE ISTO TAMBÉM!

Há pouco também, tive a oportunidade de ler em um certo debate, que o Exu tal de uma certa pessoa vinha, ora como Tiriri, ora como Marabô ou qualquer coisa parecida. Onde está a lógica disto? Como é que não se percebe que, pelo menos alguma coisa está esquisita nisso aí? Ou será que só eu vejo assim?

Por que um Exu de verdade tem que se apresentar ora como um, ora como outro? Animismo ou Mistificação! Pode ter certeza que não escapa de um desses dois "fenômenos", ambos bastante prejudiciais a esse médium que, infelizmente acreditava ser isso "normal".

E quando vemos (com olhos da razão e não da emoção) certos "Caboclos" e "Pretos Velhos" que "carinhosamente" chegam em terra com os comportamentos mais "kiumbizados"(neologismo rápido) possíveis, com brincadeiras e piadinhas que nem Exus ou Malandros fariam? Seriam Caboclos mesmo? Ou Pretos Velhos?

E ainda tem os famosos "pretos velhos" que viram exu na hora grande ...

Por comportamentos de "entidades" como essas, que uma grande parte crê serem mesmo Caboclos e Pretos Velhos é que já li e ouvi a mais estapafúrdia das crenças: A de que existem Exus mais evoluídos que Pretos Velhos e Caboclos! Mas qual! Generalizam sem saberem com o que estão lidando - essa é a verdade.

Quanto ao ANIMISMO, por tudo o que já escrevi antes, já se pode perceber o quanto pode ser prejudicial, tanto ao médium quanto a seus seguidores, na medida em que TODOS poderão estar recebendo informações ANÍMICAS e não MEDIÚNICAS. Em outras palavras, informações relativas ao inconsciente ou mesmo consciente do médium e não realmente DE ESPÍRITOS PROTETORES e GUIAS.

Existe uma Corrente de Pensamentos através da qual divulga-se que o animismo deve ser aceito porque: "não existe uma dicotomia (divisão) entre fenômeno anímico e fenômeno mediúnico. Na grande maioria das vezes o que ocorre é um estado intermediário com maior ou menor participação do Espírito encarnado no médium em relação ao Espírito desencarnado que por ele se expressa".

Essa mesma Corrente de Pensamentos explica que, admitindo-se a pluralidade das existências (reencarnações sucessivas) o fenômeno anímico pode muito bem se manifestar quando, "em transe", o indivíduo passa a expressar seus próprios conhecimentos mais antigos (de outras encarnações), conhecimentos esses que nem imagina ter na presente encarnação e que, por isso, fica muito difícil sabermos quando uma pessoa está ANÍMICA ou MEDIUNIZADA.

Então vamos por parte e em síntese: Mediunidade MESMO existe em diversos níveis, desde o simplesmente telepático, quando o médium recebe as informações intuitivas apenas através de seu Chakra Coronário e mais raramente pelo Frontal e vai passando por vários estágios. No caso de incorporações, que é o que nos preocupa nesse momento, essa atuação NÃO COMANDA GESTOS E MOVIMENTOS DO MÉDIUM - ele recebe e interpreta o que recebeu e depois repassa.

Na medida em que o treinamento se dá e o médium aprende a se entregar mais (melhora a sintonia espiríto/médium), outros Chakras vão sendo tomados a ponto de irem sendo, inclusive e aos poucos, dominados pelas entidades. A partir daí e dependendo de muitos fatores, ele pode ir perdendo o comando das pernas, dos braços, da fala, etc. No meio disso tudo pode ir perdendo a consciência, ou por alguns lapsos de tempo ou, mesmo tendo estado consciente, ir esquecendo tudo ou quase tudo o que aconteceu antes, como acontece quando acordamos, sabemos que estávamos sonhando e, por mais que queiramos não conseguimos lembrar. Mediunidade totalmente inconsciente e em todo o tempo existe sim, mas em cerca de 1 a 2% dos casos.

Se você que está lendo raciocinar calmamente, perceberá que, na maioria das vezes, esse processo de tomada do corpo (e mente) pela entidade é lento (existem excessões) e que a PACIÊNCIA de uma grande parte de médiuns costuma ser muito curta, o que faz com que muitos deles se achem "prontinhos" com meses de treinamento ( e mesmo assim não diário - alguns até uma vez por mês) ou só porque fizeram um amaci aqui, uma "obrigação" ali ... e outros até porque fizeram um cursinho aqui, outro ali ...

Percebe onde isso tudo pode parar? Percebe que médiuns que sequer incorporam verdadeiramente podem estar saindo e dando uma de "inconscientes" e acabam sendo mesmo é totalmente ANÍMICOS?

"Ah, mas se as mensagens forem positivas, então pouco importa se ele está recebendo uma entidade ou está expressando uma de suas personalidades passadas, não é?" - Ainda poderiam apelar alguns.

Vamos ser o mais claros possível para quem ainda não entendeu as conseqüências disto.

Em primeiro lugar é preciso que entendamos que quanto mais consciente, maior a possibilidade de vir a ser anímico total, principalmente se pretender expor mais suas próprias idéias e atitudes do que as de quem está do outro lado.

Precisamos entender também que, quanto mais anímicos, MENOS ATUADOS por PROTETORES VERDADEIROS estaremos e, por isso mesmo, MAIS VULNERÁVEIS a todos os tipos de influências estaremos.

Se uma pessoa costuma receber "suas próprias personalidades passadas" (ANIMISMO) em detrimento de reais entidades espirituais, na verdade, se ele tiver mediunidade mesmo e estando dentro de um Terreiro ou Centro Espírita, vai acabar virando um alvo de primeira para intercessões do Baixo Astral e, ainda que de início, suas mensagens possam vir a ser positivas para uns e outros (frutos de seu consciente ou subconsciente), com a chegada do Baixo (por falta de proteção de cima) a coisa vai começar a ficar esquisita. Para essa entidades anímicas que aconteciam e que precisavam ser corrigidas é que se dava o nome de "Caboclo ou Preto Velho SUBCONSCIENTE".

Quanto a "ser muito difícil sabermos quando uma pessoa está anímica ou mediunizada"... Fica não! Somente para os também anímicos e os que, sem preparo algum específico, acham que já podem ABRIR TERREIRO!

Desculpem-me mais uma vez, mas é a verdade e, sobre isso falaremos, ainda mais, talvez, em próxima oportunidade.

Esse texto não está direcionado a ninguém particularmente. São apenas observações minhas ao longo do tempo e, quem quiser, tem todo o direito de discordar em partes ou no todo. E se quiser opinar, sinta-se perfeitamente à vontade.

Meu SARAVÁ sincero a Todos.

Se queremos a Umbanda RESPEITADA, temos antes que TORNÁ-LA RESPEITÁVEL.

Fonte: http://umbandasemmedo.blogspot.com/

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Operações Cármicas

 Recebi esse Texto por e-mail do meu Amigo e Irmão Ricardo Oliveira (Ric) e quero dividir com vocês essa jóia... Muita Paz a todos!


Quando o anjo do carma aparece, muita coisa muda na vida das pessoas.
De seu movimento, surgem as ondulações dos acontecimentos, a repulsão ou atração das energias, o ciclo das leis de causa e efeito.
Oportunidades e desventuras se alternam sob seu trabalho.
Que as pessoas de má intenção se acautelem, pois o anjo do carma está operando e administrando os pensamentos e atos de cada ser humano.
Quem viola as leis do equilíbrio vital, tem que arcar com as conseqüências inevitáveis de seus atos.
Não se trata de cobrança divina ou de punição cósmica.
É apenas o princípio natural de Causa e Efeito.
Se o equilíbrio vital é quebrado por alguém, o anjo do carma entra em ação, operando as devidas disposições cármicas* e atrelando-as ao campo espiritual do causador da ação. Não há como enganar o Universo.
O anjo do carma sabe que a pessoa é imortal e, por isso, ele não se apressa.
Sua ação pode ser agora, após a morte, ou na próxima existência...

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É inexorável: as repercussões dos atos retornam ao centro que originou suas causas.
É vital: fazer o Bem sem olhar a quem e estar ligado à produção de energias sadias no contexto das vidas.
É importante: expandir a consciência e o amor por todos os planos...
É correto dizer: “se a semeadura é livre, a colheita é obrigatória!”

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Os sábios espirituais orientam:
- Abstenha-se de gerar causas que levem a efeitos deletérios.
- Siga o fluxo da vida e torne-se amigo das forças sutis que movimentam as ondas de luz na existência de todos.
- Ordene os pensamentos, equilibre as emoções e seja flexível na manifestação diária.
- Prime por uma conduta ética, não por causa da opinião de alguém, mas porque isso faz bem e atrai as vibrações de seres de luz.

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Medite no seguinte:
1. Você age;
2. O efeito correspondente aparece;
3. O tempo passa;
4. O anjo do carma aparece e opera as devidas equações de reajuste e equilíbrio;
5. Sob sua ação inexorável, ocorre uma série de eventos em sua vida;
6. Você se pergunta, confuso: por que isso?
7. O anjo responde invisivelmente: “a cada um segundo suas obras”;
8. Você se vê envolvido em uma teia de acontecimentos e de relações inevitáveis;
9. Você sofre;
10. Então, surgem duas opções:
- Você abre a mente e melhora sua manifestação na vida;
- Você se revolta e gera novas repercussões negativas à frente;
11. Pense em tudo o que você está lendo aqui e veja para onde sua vida o está levando;
12. Combata o egoísmo;
13. Renove a consciência;
14. FAÇA O BEM! (sem esperar recompensas);
15. O anjo do carma está sempre presente. Não duvide disto!
16. Diga não ao terror!
17. Diga SIM ao AMOR!
18. Termine as batalhas emocionais no campo de seus sentimentos;
19. Esqueça as ofensas e sinta-se livre!
20. PAZ E LUZ!

- Os Iniciados** – (Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Texto extraído do livro “Viagem Espiritual – Vol. 3” – Editora Universalista - 1998.)
- Notas:
* Cármicas – do sânscrito Karma - ação, causa - toda ação gera uma reação correspondente; toda causa gera o seu efeito correspondente. A esse mecanismo universal os hindus chamaram carma. Suas repercussões na vida dos seres e seus atos podem ser denominados de consequências cármicas.
** Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente. Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a
quem. 

Fonte: http://www.ippb.org.br/

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Terapia Floral



Quando falamos em Florais, logo vem a mente uma infinidade deles. Florais aromatizadores de ambientes, Florais spray, Florais de Bach.
Fui apresentada aos Florais de Bach no ano de 1997. Na época havia terminado um relacionamento de muito tempo e andava deprimida, sem rumo.
Fui com uma amiga comprar e comecei a tomar. Nunca me esqueço era Rescue o que eu tomava. Não me lembro exatamente quantas gotinhas a noite, mas ele fazia eu relaxar.....e me ajudou a superar.
Hoje sou adepta dos florais em spray, para equilíbrio do ambiente, corpo, alma, existem uma série, de anjos, para limpeza, proteção, de ervas.
Muita gente pode achar que tudo isso é bobagem. Mas pergunto, quem esta na Umbanda (ou não) e não usa, todos os artifícios para poder viver melhor?
Eu penso que o importante é encontrar o equilíbrio entre corpo, mente, espírito. Fácil não é e nem existe receita, porque se existisse, pode ter certeza que alguém já teria comercializado!
O uso de spray floral no ambiente pode potencializar energias que desejamos para nosso lar ou trabalho.
Eu já presenciei verdadeiros milagres conseguidos pela potencialização dos florais.
Achei um caso interessante na Net e para preservar as pessoas, vou ocultar os nomes.

A Terapia Floral e um pequeno milagre do amor

O amor opera pequenos e grandes milagres no dia a dia de nossas vidas.
É só permitir que ele envolva nossas almas e deixá-lo agir através de nós, para que coisas surpreendentes aconteçam.
O caso que vou contar é um exemplo real da força do amor em ação, e ele aconteceu durante o outono de 2000, entre 30 de março e 30 de junho, ou seja, no decorrer de apenas três meses.
Quando acabava o verão naquele ano de 2000, recebi em meu consultório para tratamento com essências florais uma jovem dentista, de 25 anos.
Contou-me que sua mãe estava com um tumor no mediastino, já há seis meses. O tumor era muito grande, maligno, e que por isso não havia sido possível operar.
Sua mãe já não saia mais da cama e clinicamente não se via melhora de seu estado.
A jovem sentia-se sobrecarregada com os cuidados do lar, uma vez que seu pai apresentava-se depressivo há anos, com crises de mania seguidas de profunda depressão e sua única irmã morava em outro estado, muito distante de São Paulo.
A paciente, por isso, cuidava de tudo em seu ambiente familiar.
Quando me procurou sentia-se rancorosa, magoada e cansada...
A vida familiar era desgastante e difícil, a começar por seu relacionamento com a sua mãe, que de há muito tempo apresentava-se distante e repleto de mágoas.
Contou-me que havia perdido um irmão, quando este tinha seis anos de idade, e que nunca mais sua mãe se recuperou desta perda, mantendo-se isolada em sua dor, de maneira dramática e enfermiça.
Achava seus pais evasivos, duros e críticos. E não se percebia vinculada afetivamente a eles. Não notando, inclusive, nenhum interesse vindo de sua mãe, a respeito de sua vida.
Concluía dizendo não saber se os amava.
Todavia ela estava em sofrimento, chorando muito.
Na primeira consulta dei-lhe uma fórmula de florais com essências para dar suporte àqueles que cuidam de outras pessoas. Ofereci-lhe na mesma fórmula essências florais para a dor da perda, para a possibilidade de transcendência do sofrimento, para a mágoa, e para o fortalecimento da auto estima.
Outras essências foram usadas para que ela pudesse ter um entendimento mais claro a respeito da importância do momento que vivia, além de florais para o stress e para o trauma.
As essências para a auto estima poderiam ajudá-la a nutrir sua base emocional e naquele primeiro momento o intuito era nutri-la desta forma para fortalecê-la, afim de que ela pudesse enfrentar a perda de sua mãe e os demais desafios decorrentes de uma vida familiar desestruturada e enfermiça.
Isto porque enfrentar a morte requer disposição para a vida.
Vinte dias após o primeiro encontro apresentava-se menos cansada e dizia perceber que criava uma barreira para não sentir o sofrimento, pedindo-me auxílio para isso.
Entretanto, dizia não estar mais tão aflita, e que se sentia melhor.
Neste encontro solicitou florais para a mãe, e eu enviei essências para ajudá-la a lidar com a dor das perdas, com a tristeza e com o stress decorrente da doença e de sua vida pessoal.
Era início do outono, e as folhas das árvores preparavam-se para cair...
Um sentimento de solidão tomava conta da jovem, quando retornou ao meu consultório.
Mantive as essências para cuidar daquele que cuida, essências de força, de discernimento, de estabelecimento de prioridades, de fé; e também aquelas que a ajudavam a nutrir sua base afetiva, emocional, através, principalmente de essências que tratavam da mãe interior, para que a paciente pudesse sentir-se cuidada por si mesma, consolada, protegida e acima de tudo amada. As essências florais para o trauma, para a transcendência do sofrimento, para o entendimento foram igualmente mantidas.
Eu incluí essências florais que a ajudassem a romper a barreira da solidão, e do isolamento afetivo a que ela se obrigava, para que pudesse entrar em contato sincero e amoroso consigo, com seus pais, e com quem mais ela quisesse.
Pois, é preciso amar muito e expressar este amor para deixar partir aqueles que amamos e continuar nosso caminho sentindo-nos inteiros.
No meio do mês de maio sua mãe piorou muito, já não conseguia mais respirar sem auxílio externo, e mesmo assim, as brigas em casa eram constantes. Principalmente entre seus pais.
Dizia-me que sua mãe era super dramática, que fazia inúmeras chantagens emocionais com a família. Que por exemplo, quando a paciente fazia algo que a desagradava, reclamava dizendo:
– Olha como eu estou... Olha meu estado, e você ainda faz isso? É melhor que eu morra logo...
Nesta fase de sua vida ela dava sua mãe por morta. Apesar de manter-se cuidando dela e de seu pai.
Comecei a dar-lhe uma fórmula composta de essências florais chamada Bálsamo, do sistema de essência florais Filhas de Gaia, criada especificamente para auxiliar a enfrentar períodos de luto e de perda, para a dor e tristeza que se originam nestes momentos.
Fiz também um spray de essências florais e óleos essências para ser utilizado em todos os ambientes da casa, favorecendo a fraternidade no ambiente.
Dez dias depois retornou ao consultório, dizendo-se mais equilibrada, mais serena com relação à doença de sua mãe.
Parando de pensar o tempo todo, que iria chegar em casa em encontrá-la morta.
O médico que acompanhava o caso de sua mãe disse-lhe que ela não teria mais que dois meses de vida.
Pediu-me então para visitar sua mãe levando-lhe preces e florais.
Perguntei-lhe se sua mãe desejava minha presença em sua casa. Ao que ela me respondeu que não.
Disse-lhe então que eu não poderia ser invasiva, e que a vontade de sua mãe deveria ser respeitada.
Sugeri-lhe que ela mesma oferecesse para a mãe de maneira delicada, as preces que desejava que eu fizesse, e que se sua mãe não aceitasse que respeitasse e, então poderia pedir autorização para ficar ao seu lado, em silêncio, orando mentalmente.
Disse-lhe que passasse a fórmula de essências florais, que eu iria manipular em um creme, em seus pulsos, caso ela quisesse.
Assim foi feito.
No início sua mãe não queria as preces em voz alta, e ela ficava ao seu lado orando mentalmente e lendo, silenciosamente, um livro de belas mensagens. Depois se oferecia para passar o creme enriquecido com essências florais em seu pulso.
Relatou-me que o sentimento de solidão havia passado.
Contou-me nesta época que sua mãe nunca havia lhe dito: “Eu te amo”. E que ela também nunca havia dito isto para a mãe, pois não conseguia.
Disse-me que não havia crescido em ambiente amoroso, e que não sabia se amava os pais. Sentia somente pena e dó dos dois.
Sua mãe havia feito punção pulmonar o que lhe auxiliou com a questão da falta de ar. Todavia, agora ela entendia que, realmente, para sua mãe não havia cura física possível.
Mantive sua fórmula de florais, inserindo apenas mais uma essência para a carência afetiva e para a tristeza profunda.
Para a casa mantive o uso do spray, colocando essências florais para elevar o padrão vibratório do ambiente através da nutrição amorosa, despertando nos que ali viviam sentimentos associados às características da grande mãe: aconchego, consolo, doçura, proteção, carinho, capacidade de cuidar afetuosamente e de criar vinculo de amor.
Pouco tempo depois, ao voltar ao consultório, falou-me que enfim seu pai aceitou o spray de floral, que sua mãe estava lúcida, sem estar tão deprimida, mas que estava muito cansada, mantinha-se com muita falta de ar, apesar de suas dores haverem diminuído muito, a ponto de não necessitar mais de anestésicos 24 horas por dia.
A mãe já aceitava as preces. E quando via a filha entrar em casa, estendia o braço pedindo o creme com as essências florais.
A paciente começou a ler para a mãe um livro sobre um homem que estava gravemente doente, e que por isso pensava e repensava sobre a vida e sobre a morte.
Sua mãe repetia sempre que estava na hora de morrer e abriu seu coração para a filha, sobre os sofrimentos de sua vida.
Especialmente sobre o difícil relacionamento com o pai da paciente.
A jovem não se sentia mais desesperada, estava serena.
Mantive o spray para o lar, o creme com florais para a mãe, e sua fórmula de essências florais.
Poucos dias depois, contou-me que sua mãe não falava mais em morrer, e que as dores haviam diminuído ainda mais.
A paciente dizia sentir-se ótima e com grande força interior. Além de perceber-se sentindo mais afeto pelos pais.
Os florais continuaram os mesmos, inseri no spray uma essência específica para proteção do ambiente.
Em 30/06/2000 veio ao meu consultório com sua irmã, que morava em outro estado.
Sua mãe havia falecido no dia anterior.
Contou-me que antes de sua mãe morrer, seu pai ligou para a mãe, no hospital, e disse-lhe o quanto a amava, falando do seu valor e do quanto ela significava para ele.
Relatou-me que a mãe lhe disse que há 10 anos aguardava esta declaração de amor.
A mãe teve tempo de resolver várias pendências no final de sua vida na Terra, com a filha, com o marido, com a família, com antigos amigos.
O perdão traz sempre alívio e sentimentos de liberdade, incluir o perdão em nossos corações nos momentos de perda ajuda-nos a lidarmos melhor com a morte.
Ela morreu sem sentir dor, e por não precisar ser sedada, ficou lúcida, conversando até o seu momento final.
A paciente disse-me o quanto amava a mãe. E o melhor, que tinha tido a oportunidade, de na véspera de seu falecimento, ficar 6 horas ao seu lado, cuidando dela, dizendo de seu amor, e ouvindo-a dizer o quanto a amava também.
Havia alívio em seu coração e uma expressão amorosa em sua face, apesar da tristeza pela perda da mãe.
O amor havia entrado naquele lar, naquelas vidas, alterando rumos, e reescrevendo o final da história com letras de afeto.
Muitos não acreditam em milagres ou só acreditam nos milagres físicos, desde que possam ser tocados, quantificados, analisados em testes laboratoriais, e por isso não enxergam os pequenos milagres cotidianos do amor.
Estes podem não se dar conta do quanto o amor pode alterar o curso de nosso destino, melhorando nosso viver.
Nem sempre a cura que desejamos como, por exemplo, salvar o corpo físico, é possível, mas há sempre a cura disponível, aquela que advém de curarmos nossos sentimentos de indiferença, de solidão, de rancor através do amor, o que confere à alma a salvação e a cura necessárias para enfrentar os grandes desafios do cotidiano.
Lindo não?

Namastê!

Fonte: Retirado do site Somos todos Um

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A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho. Caboclo Índio Tupinambá.

Caboclo Índio Tupinambá

Caboclo Índio Tupinambá
"...Onde quer que Você esteja... meu Menino... Estarei Sempre com Você... Anauê!"

Luz Crística

Pense Nisso...

"Estudo, requer meditação. A meditação leva a conclusões. E as conclusões fazem com que as pessoas modifiquem os seus hábitos e suas atitudes" – Dr. Hermann (Espírito) por Altivo Pamphiro (Médium)

Obras Básicas da Doutrina Espírita - Pentateuco Espírita

O Livro dos Espíritos - Contendo os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade – segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ordenados por Allan Kardec. O Livro dos Médiuns - Contendo os ensinamentos dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo. Em continuação de "O Livro dos Espíritos" por Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo - Com a explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida por Allan Kardec. Fé inabalável só é a que pode encarar a razão, em todas as épocas da Humanidade. Fé raciocinada é o caminho para se entender e vivenciar o Cristo. O Céu e o Inferno - Exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e demônios, sobre as penas, etc., seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte por Allan Kardec. "Por mim mesmo juro - disse o Senhor Deus - que não quero a morte do ímpio, senão que ele se converta, que deixe o mau caminho e que viva". (EZEQUIEL, 33:11). A Gênese - Os milagres e a predições segundo o Espiritismo por Allan Kardec. Na Doutrina Espírita há resultado do ensino coletivo e concordante dos Espíritos. A Ciência é chamada a constituir a Gênese de acordo com as leis da Natureza. Deus prova a sua grandeza e seu poder pela imutabilidade das suas leis e não pela ab-rogação delas. Para Deus, o passado e o futuro são o presente.
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