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Fé Racional

"Em lugar da fé cega que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inquebrantável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. À fé é necessária uma base, e essa base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque ela quer se impor e exige a adição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio." (O Evangelho Segundo o Espiritismo.)

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Sábio é aquele que a tudo compreende e nada ignora. Deus não impôs aos ignorantes a obrigação de aprender, sem antes ter tomado dos que sabem o juramento de ensinar.

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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Espíritos Pobres Vivendo como Ricos


Através das várias vidas o homem evolui a sua consciência. A escola da vida é prática e por isso o homem precisa viver para aprender. No plano terreno os homens acreditam em aprendizado teórico, acham que sabem algo apenas porque leram, mas no plano da Divina Providência o aprendizado se dá tão e somente pela experiência. O homem precisa sentir na carne cada vivência para adquirir experiência desenvolvendo empatia e tolerância por dissolver cada vez mais a sua individualidade entendendo o Todo. É este o caminho que faz para voltar à Unidade. Precisa reaprender a Unidade que havia esquecido quando formou a sua individualidade. Este caminho de volta é que se chama “evolução espiritual”. O homem não precisa encontrar a Deus, precisa reencontrar. Nesta jornada de retorno será necessário que entenda tudo que é Deus, a natureza, os animais e as pessoas e para entender, para que possa sentir, só vivendo.
Em termos práticos, se uma pessoa desgosta de qualquer coisa ela viverá aquilo para que possa aprender como é ser aquilo, pois aquilo também é Deus. Se tem um inimigo, viverá próximo a este, se tem intolerância por um povo nascerá neste povo, se não gosta de determinado “tipo” de gente nascerá como esta gente, se está dominado por determinados vícios nascerá nas condições para que possa vivenciar estes vícios e superá-los. Na condição de evoluir cada consciência viverá aquilo que é necessário para que cresça e seja polida e refinada. Neste ponto, tudo que existe cumpre uma função e tudo é teste. Uma pessoa não poderia desenvolver o perdão se não ocorresse algo para que fosse impelido a perdoar, como ocorre com as pessoas que odeiam as que fazem coisas que elas consideram ruins, quando muitas vezes isto ocorre para que elas aprendam a perdoar, mas seu Ego cego em sua individualidade só vê o que o outro fez de ruim e não a sua incapacidade de perdoar.
A mais vasta criação cria a mais vasta existência e assim a necessidade das mais vastas experiências. A idéia de evolução por vivências pode sugerir apenas desafios e a vida de luta, mas nem sempre é assim. Estas experiências podem, e serão, em muitos casos, e até certo ponto, muito proveitosas à pessoa que vive. Da mesma forma que uma pessoa nasce em vários continentes também nascerá em vários níveis sociais. Para o espírito é necessário tanto que viva como pobre como rico e todos viveram, vivem ou viverão uma vida de riquezas, pois tanto se aprende sendo pobre como sendo rico. E assim, muitos espíritos nos mais níveis de evolução moral e espiritual acabam encarnando em famílias ricas ou com um destino traçado para serem ricos. Estes espíritos, moral e espiritualmente pobres, acabam tendo uma vida material muito rica, mas esta riqueza não consegue ofuscar a debilidade do espírito que sempre manifesta a sua pequenez.
Há pessoas que nunca tiveram uma única vida evoluída em sua existência. Sempre foram desgraçados em tudo. Bárbaros, violentos, agressivos, pobres, materialistas e sem qualquer comprometimento com a evolução espiritual alguma. Estes espíritos também terão uma vida farta materialmente, mas quando estão vivenciando esta vida ficam totalmente perdidos e não sabem o que fazer. É como pegar um indigente que não come há 1 mês e colocá-lo em frente a um manjar. Naturalmente que ele não terá os mínimos modos e se jogará com tudo na comida. Assim ocorre com os espíritos pobres, moral e espiritualmente, que são jogados na riqueza. Não sabem o que fazer com o dinheiro, não fazem nada construtivo, usam para coisas banais como festas, drogas, bebidas, mulheres, bens inúteis, usam o dinheiro e sua posição para se impor sobre o outro, tripudiam dos mais pobres, quando muitas vezes estes pobres materialmente são muito mais ricos moral e espiritualmente que eles.
Estão aproveitando uma existência que lhes foi dada por experiência, não por merecimento, para que possam aprender algo, pois ricos também têm problemas e os problemas dos ricos só os ricos conhecem e por isso nascem ricos ou com um destino para se tornarem, pois para a evolução espiritual é necessária a vivência. A espiritualidade é prática. Como estes espíritos são atrasados e verdadeiramente desgraçados, por serem baixos em tudo, se tornam pobres em corpos de ricos com ações pobres. Seu dinheiro escorre pelas mãos, seu baixo intelecto, correspondente ao baixo nível de evolução espiritual, os faz serem vítimas de aproveitadores e aproveitadoras, o dinheiro lhe dá um poder que nunca experimentou e vai achar que pode tudo e que pode comprar todos, surge a idéia de impunidade e de que é melhor que os outros só por estar na condição que está, mas não faz a mínima idéia que esta condição é passageira e que voltará a ser um espírito desgraçado e atrasado ao desencarnar.
A estes espíritos resta apenas aproveitar a vida que tem, uma vida que nunca tiveram e que nunca terão novamente, pois não a tem por merecimento mas por necessidade de aprendizado. Pode-se entender que um espírito que tenha vivido toda sua existência na desgraça e na pobreza, resultante de sua falta de merecimento por algo maior, seja ansioso, impulsivo e não saiba o que fazer com o que tem, mas isto não muda a sua relação com os outros, com o meio onde vivem e consigo mesmo e aquilo que plantam também colherão. A sociedade deveria se deslumbrar menos com a riqueza das pessoas e com aquilo que representam por aquilo que têm e tentar enxergar o que há por trás daquilo. Pessoas muito pequenas também nascem grandes e apenas porque precisam, não porque mereçam ou tenham feito por onde. Quem é pobre de espírito continuará sendo pobre mesmo que esteja rico por uma vida inteira e quem é nobre de espírito será sempre nobre mesmo que não tenha nada.

Por Rudy Rafael 

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