Espiritualizando



Fé Racional

"Em lugar da fé cega que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inquebrantável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. À fé é necessária uma base, e essa base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque ela quer se impor e exige a adição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio." (O Evangelho Segundo o Espiritismo.)

Espiritualize-se...

Sábio é aquele que a tudo compreende e nada ignora. Deus não impôs aos ignorantes a obrigação de aprender, sem antes ter tomado dos que sabem o juramento de ensinar.

Nenhum mistério resiste à fragilidade da Luz. Conhecer a Umbanda é conhecer a simplicidade do Universo.



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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Em Busca da Umbanda Ecológica

    
     Recentemente conversei com um Gestor ambiental, especializado em Eco-turismo (profissional que faz capacitação de trilhas, analisando o impacto ambiental da presença humana nas reservas naturais) que me falou do problema das oferendas religiosas que são feitas nas matas:

        “ - Você caminha por trilhas maravilhosas, em meio a uma natureza exuberante e de repente se depara com restos de uma oferenda, garrafas, copos plásticos, alguidares e velas rolando pelas trilhas, materiais que além de quebrar o delicado equilíbrio da natureza poluem e causam incêndios; as pessoas chegam até a abrir clareiras, cortando espécimes nativas para arrumar espaço para o ritual..."

        Perguntou-me se tínhamos certeza de que os nossos Orixás ficavam felizes com este tipo de homenagem e concluiu:

          “- É mais fácil conscientizar crianças do que religiosos adultos!"

           Confesso que me senti constrangida e defendi a religião dizendo que não são apenas adeptos da Umbanda que fazem oferendas e que atualmente contamos com locais apropriados para este tipo de ritual com funcionários que fazem a manutenção do espaço e mantém a integridade da natureza. Porém senti nesse episódio que o assunto “oferendas” é um ponto delicado e polêmico da doutrina, que move a opinião pública contra a religião e impede que muitas pessoas se assumam como Umbandistas, temendo serem confundidos com “macumbeiros” que maculam espaços naturais e fazem rituais nas esquinas, deixando para trás um material que nunca é retirado.


       Lembrei-me de uma vez, no Poço das Antas, em Mongaguá, que tivemos que tomar muito cuidado com uma infinidade de cacos de vidro, que poderiam ter causado sérios acidentes, de garrafas quebradas que faziam parte de oferendas feitas no local; ou ainda, no final do ano, quando descendo a Serra do Mar pela Rodovia Anchieta, no cruzamento entre as duas pistas, de subida e de descida, vi centenas de garrafas, de velas e de alguidares, restos de oferendas de pessoas que por ali passaram em excursões para trabalhos à beira mar, uma visão deprimente de desordem e sujeira que em nada lembravam algo de sublime ou religioso; e um trabalho deixado numa encruzilhada próxima a minha casa: alguidar, farofa, velas queimadas e uma garrafa de pinga cheia de papeizinhos... Oferenda que ali ficou por semanas e só foi vencida pelo tempo, pois nem o lixeiro e nem o dono da calçada tiveram
coragem de mexer. Sempre que ia à padaria passava por ela e pensava como deve ser chato comprar uma casa na encruzilhada e receber grátis ebós arriados na calçada...

            Olhando por esse lado, a questão das oferendas torna-se um problema. Vivemos num País abençoado, com liberdade de expressão religiosa garantida pela Constituição, marcado pela convivência pacífica entre todas as ideologias, um exemplo para o mundo... Mas se temos direitos também temos deveres de não ultrapassar os limites da liberdade constitucional dos outros. A Umbanda prega a simplicidade e o retorno à Natureza, tem como fundamento o culto aos Orixás e a prática de Oferendas como forma de reverenciá-los. Não podemos transformar reverência em desrespeito. O planeta pede socorro!

            A doutrina deve conscientizar para a responsabilidade de defender e proteger a natureza e as leis do país. É chegada a hora de reavaliarmos as nossas práticas, não questionando o fundamento da oferenda mas o modo como ela é feita, talvez incluindo na obrigação de fazer, seja em pontos de força naturais ou urbanos, a obrigação de retirar os despojos do trabalho dando a eles um fim adequado; ou talvez criando ou freqüentando lugares próprios para os rituais com pessoal de manutenção e segurança onde poderemos calmamente reverenciar as Divindades. Dessa maneira estaremos respeitando o planeta, a natureza, os pontos de forças dos Orixás e os nossos concidadãos.

     A Umbanda é uma religião ainda discriminada e marginalizada porque as pessoas desconhecem e confundem as suas práticas e fundamentos, cabe a nós, os adeptos, passá-la a limpo, defendê-la em sua essência e dar o exemplo de cidadania e respeito. Talvez assim com uma Umbanda Ecológica e coerente, nos próximos censos, ela seja assumida como uma das religiões mais fortes do País.

           Por Rose Fernandes

Um comentário:

  1. Nossa Denis, penso igual a vc, essa imagem de farofeiros e de povo sem educação é o que denigre a imagem da nossa maravilhosa Umbanda. Apesar de já ter 52 anos, conheço a Umbanda há pouco tempo e passei a respeitá-la. Eu mesma prefiro cultuar meus orixás e entidades em minha casa, pois além de passar por preconceito numa entrega em lugar aberto, eu sempre me preocupei com os resíduos que ficam. Ainda bem que a turma nova da Umbanda está mais consciente e acredito que com o tempo isso irá melhorar, mas depende da educação e visão dos pais e mães de santos de cada terreiro ensinarem seus filhos como se portar perante a natureza.

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A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho. Caboclo Índio Tupinambá.

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"Estudo, requer meditação. A meditação leva a conclusões. E as conclusões fazem com que as pessoas modifiquem os seus hábitos e suas atitudes" – Dr. Hermann (Espírito) por Altivo Pamphiro (Médium)

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O Livro dos Espíritos - Contendo os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade – segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ordenados por Allan Kardec. O Livro dos Médiuns - Contendo os ensinamentos dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo. Em continuação de "O Livro dos Espíritos" por Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo - Com a explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida por Allan Kardec. Fé inabalável só é a que pode encarar a razão, em todas as épocas da Humanidade. Fé raciocinada é o caminho para se entender e vivenciar o Cristo. O Céu e o Inferno - Exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e demônios, sobre as penas, etc., seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte por Allan Kardec. "Por mim mesmo juro - disse o Senhor Deus - que não quero a morte do ímpio, senão que ele se converta, que deixe o mau caminho e que viva". (EZEQUIEL, 33:11). A Gênese - Os milagres e a predições segundo o Espiritismo por Allan Kardec. Na Doutrina Espírita há resultado do ensino coletivo e concordante dos Espíritos. A Ciência é chamada a constituir a Gênese de acordo com as leis da Natureza. Deus prova a sua grandeza e seu poder pela imutabilidade das suas leis e não pela ab-rogação delas. Para Deus, o passado e o futuro são o presente.
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