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"Em lugar da fé cega que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inquebrantável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. À fé é necessária uma base, e essa base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque ela quer se impor e exige a adição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio." (O Evangelho Segundo o Espiritismo.)

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Sábio é aquele que a tudo compreende e nada ignora. Deus não impôs aos ignorantes a obrigação de aprender, sem antes ter tomado dos que sabem o juramento de ensinar.

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domingo, 21 de novembro de 2010

Estudo Sobre Reencarnação - Parte 1


 
A REENCARNAÇÃO NA VISÃO DA UMBANDA

Tudo no mundo segue um ciclo inevitável: nasce, cresce – vive e morre. Não há como evitar; não há como fugir desse inevitável que cerca todos nós viventes…

A reencarnação é o retorno ao ciclo contínuo de vida-morte-vida. É o sentido que não deixamos de existir após a morte e que uma consciência invisível que habita nossa carne, alma, não perece quando ela apodrece. Assim, reencarnação é simplesmente a volta do espírito a um novo corpo após a morte do corpo anterior que habitava.

Em si, a reencarnação é um conceito fácil e sem problemas de entendimento, o que complica ou o que dificulta sua compreensão não é ela, mas o mecanismo que está por trás dela que condiciona o retorno do espírito a um novo corpo: o kharma ou lei de causa e efeito. Particularmente eu prefiro kharma, pois é um conceito mais abrangente e dinâmico. Já lei de causa e efeito induz a pessoa a achar que o conceito é unidirecial, ou seja, uma causa, um efeito e as coisas não são bem assim, pois podem existir várias causas e vários efeitos e, nem sempre são ruins e, nem sempre são bons.

O conceito de reencarnação e de kharma vieram de muito longe tanto na geografia como no tempo: índia, há uns, mais ou menos, 6.000 anos atrás (ou mais).

Samsara ou retorno ao mundo material ou reencarnação tem origem nos textos védicos, e nas tradições filosóficas e religiosas da Índia védica, este conceito se espalhou para outras regiões do mundo, bem como para outras tradições religiosas ao longo de 6.000 anos.

Nesses 6.000 o que variou de religião para religião que acabou incorporando a reencarnação ou sendo envolvida por ela não foi a idéia de retorno do espírito a um novo corpo, mas o mecanismo que condicional esse retorno que é o kharma. Este sim, tem várias interpretações, variações, negações e visões que acabaram moldando essas religiões, suas doutrinas e a forma de seus fieis encararem a vida material e espiritual.

No hinduismo o kharma constitui as ações realizadas na vida precedente (ações boas e/ou ruins). A existência é um ciclo de nascimento e renascimento, até a libertação definitiva da alma. Para se extinguir os efeitos do kharma, é preciso um número indefinido de vidas (devido à substancial maldade do homem). É fácil entender, nesse sentido, por que o problema da salvação para os hindus é sempre o de libertar-se da transmigração. Por isso, sempre se esforçaram para encontrar muitos métodos para alcançar essa libertação, determinando diversas formas de pensamento e de práticas do hinduísmo que deram origem a diversas correntes (ioga, bhakti, tantrismo, etc).

A Umbanda acredita na reencarnação sem diferenciações de outras religiões reencarnacionistas. Só que, como as outras, sua variação se dá em relação ao kharma.

O kharma na Umbanda também está associado às boas ações e às más, só que sua abrangência está relacionada aos consulentes, aos médiuns e aos guias que incorporam nesses médiuns.

Existe o kharma do médium, como um fato isolado e inerente ao próprio médium; o kharma dos guias, também como um fato isolado e inerente a eles; e existe o kharma relacionado a ambos, em que, tanto os médiuns como os guias partilham esse ou esses kharmas. Os guias podem e agem dentro do ou dos kharmas dos seus médiuns, de acordo com suas possibilidades, os ajudando e até solucionando os problemas khármicos e, por sua vez, os médiuns se dão aos guias como meio para que esses guias possam cumprir com seus kharmas na ajuda às pessoas que necessitam.

No caso do kharma dos consulentes, quem atua nele são os guias que esses consulentes consultam. Existe uma manipulação desse kharma dentro das capacidades da entidade e no que ela pode ou não ajudar ou influenciar.

Disso tudo podemos destacar também uma outra qualidade da visão khármica dentro da Umbanda que é a visão de manipulação, alteração e transformação do kharma por parte dos guias e de sua influência.

Alguns exemplos que podemos dar dessa manipulação são os seguintes:
· Quando um guia cura uma pessoa de uma doença grave ele está influenciando no kharma desse indivíduo;
· Quando um guia quebra um feitiço ou um trabalho de magia negra em que a pessoa estava alucinada ou louca, ele está manipulando o kharma desse indivíduo;
· Quando um guia aproxima amorosamente duas pessoas, ele está influenciando o kharma desses indivíduos;
· Quando um guia tira uma pessoa do vício das drogas, esse guia está manipulando o khárma desse indivíduo;

Esses exemplos acima são visíveis e fatos que ocorrem freqüentemente em vários terreiros de Umbanda espalhados por todo Brasil e que acabam influenciando, direta e indiretamente, o processo reencarnatório tanto dos assistenciados como o dos médiuns que servem de “cavalos” para os guias.

Em relação aos guias de Umbanda, o processo reencarnatório está dividido em guias que não irão mais reencarnar e “trocaram”, digamos assim, esse ciclo pelo trabalho de vir como guias e ajudar as pessoas; e, os guias que ainda fazem parte do ciclo, só que seu trabalho dentro da Umbanda é uma forma de alcançar a iluminação ou a evolução como alguns gostam de dizer, para uma nova existência.

Autor: Etiene Sales
site: http://www.umbanda.etc.br

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